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Posted by : Euphimea quarta-feira, 20 de junho de 2012

Eu juro, eu queria morrer naquela hora. Jade, Castiel, as meninas... todos, todos viram o mega beijo que Nathaniel me deu. Seus lábios eram muito macios e o jeito de beijar doce. Se eu não estivesse naquela situação eu adoraria, mas alí...
Quando acabou ele saiu de cima de mim, soltou-me e completamente corado indagou:-
-Entendeu agora? - eu levantei-me vermelha de vergonha, chorando horrores e disparei para o apartamento, ignorando Nathaniel me chamar: - Euphi espere!
Atravessei a rua feito louca, quase sendo atropelada. Entrei no elevador apertando o botão, tentando me acalmar, mas assim que o elevador chegou eu voei porta afora e com as chaves que estavam no bolso do vestido, entrei no apartamento atirando-me na cama.
-Nathaniel eu te mato! - exclamei chorando agarrada no travesseiro. Eu queria pegar o primeiro ônibus para casa. Não um trem bala para outro lado do mundo ! Melhor! Um foguete para a lua!
-Euphi... abre a porta. - aquela voz não era da Jennaah, era uma voz de menino. Não! Não, pode ser! Era Nathaniel parado e ofegante do outro lado da porta. Por favor, vai embora!
-Como você tem acesso aqui? - indaguei assustada.
-Eu... isso não importa. Eu quero falar contigo.
-Vai embora! - gritei sentando na cama. - Pare de se preocupar comigo!
-Você não entende? Tudo que acontece na escola é responsabilidade minha! - ele disse aquilo, pois sabia que eu não queria ferrá-lo. - Abre a porta. - implorou com a voz mais linda do mundo. Levantei-me e fui abri-la, ele estava com o braço apoiado no portal, com o corpo levemente curvado e o rosto suado. Olhei rapidamente para o corredor e haviam algumas alunas paradas na porta dos seus quartos. Escondi-me atrás da porta enquanto a abria para ele entrar. Se aquilo era permitido eu não sei. Um garoto entrar no quarto da uma garota... e não sei como ele tinha acesso a tudo. Ele entrou e fechei a porta. Pronto agora eu seria a garota mais comentada da escola. - Eu vim pedir desculpas pelo que fiz agora pouco. - começou corando. Eu não conseguia olha para ele, estava encostada na parede e algo me dizia que eu não deveria ficar ali.
-Ok, desculpo... agora saia, por favor. - pedi ainda olhado para o chão levando a mão na maçaneta.
-Não! - exclamou esticando as duas mãos na parede prendendo-me. Assustei-me com a sua agressividade. Jamais imaginem que um menino tão doce era nervosinho daquele jeito. - Por favor... quero conversar... - implorou. Eu não queria envolver nenhuma das meninas naquela história, mas explodi gritando e em lágrimas:
-Você não sabe da minha situação! Eu odeio você! Odeio de está aqui! Eu odeio aquela escola!
-Conte-me o que está acontecendo. - pediu me abraçando. Eu queria bater nele, ou gritar, mas pelo ocorrido de antes isso iria piorar a situação. Então sem saída entreguei-me naquele abraço. - Foi as meninas do banheiro não foi? - eu apertava os dedos em sua blusa. - Olha, não sei o que aconteceu, mas eu irei resolver isso. - disse afastando-me e olhando no meu rosto. - Eu irei lhe proteger. É uma promessa. - falou beijando minha testa. Pronto teria a proteção do garoto mais influente da escola, agora eu estava ferrada mesmo. As meninas iriam me arrebentar. Nathaniel enxugou as minhas lágrimas com o dedo e abriu a porta. - Não quero mais lhe prejudicar. - ao se virar deu de cara com a Jê que ficou surpresa ao vê-lo alí dentro. - Licença. - pediu ele e ela saiu do caminho para ele ir embora.
-Amiga! Estou sabendo de tudo! - exclamou ela entrando e chocada.
-Como corre fofoca nessa escola.
-Menina! Que situação que você se meteu! Três meninos gostando de você! Poxa, deixa o Castiel pra mim... - brincou para levantar minha moral.
-Vou tentar Jê. Vou parar de ser legal com ele. - respondi chateada entrando no banheiro para tomar banho.
-Eu vou pegar comida. Tá bom? Ou você está sem fome?
-Não, pode trazer. - eu quando estou chateada como igual uma louca.

Não sei qual será a reação do pessoal amanhã. Só sei que eu não queria mais ir para a escola.
No dia seguinte Jê me acordou sacudindo e resmunguei que não ia mais a escola e ela protestou:
- Fala sério Euphi! Eu me recuperei do beijo... eca!... do Dajan e você não pode se recuperar?!
- É... mas eu estou envolvida em um “quadrado” amoroso!
- Vem... vamos! – disse pegando meus braços e me puxando.
- Sua chata. – disse levantando-me. – Minha caminha estava tão gostosinha!  - fui para o banheiro. Depois peguei um vestido florido de alcinha. Vi que a Jennaah vestia um vestido de alcinha preto e com uma presilha de flor salmão de tricô no cabelo. Estava fofinha:
- Vem cá, você só usa preto?
- É que eu gosto. Sou roqueira.
- Sei... igual ao Castiel.
- Vamos descer antes que acabe o café!
Tomamos café e fomos para a escola. Eu sentia muito medo. Meu rosto havia melhorado, mas ainda estava levemente vermelho. Mal eu cheguei e para minha surpresa, Jade me esperava no portão de braços cruzados e encostado no muro da escola. Pela cara dele algo me dizia que não ia prestar.  Chegamos ao mesmo tempo em que o grupo de meninas do clube de jardinagem, incluindo a Luisa e mais as três do banheiro.  Respirei fundo e então a seguinte cena aconteceu.
Jade me pegou pelo braço e saiu me puxando enquanto eu protestava para que a meninas vissem que eu não tinha nada haver com aquilo:
- Jade quer me soltar, por favor! Não estou a fim de me relacionar com ninguém! - ele não me deu ouvidos e continuou me puxando em direção a estufa.  – Já lhe encontro na sala, Jê! – exclamei virando a cabeça para ela e esta fez um sinal de positivo segurando o riso. Acho que ela está adorando eu me meter em encrencas.
Entramos na estufa, Jade segurou meu rosto me beijando de repente.  Verdade que não recusei, mas fiquei confusa.  Seu beijo era daqueles chamados “desentupidor de pia” com direito a barulho e tudo. Depois com a maior cara de coitado e ao mesmo tempo de p... da vida indagou mordido de ciúmes:
- E então? Ele beija melhor do que eu?
Ôh! Meu Pai! Ele estava se referindo do beijo que Nathaniel me deu no dia anterior. Eu queria rir, mas ao ver sua testa franzida me deu dó.
- Jade... me perdoe por ontem... por ter lhe tratado mal. – completei para não entender que eu estava falando do beijo com o Nat.
- Você não me respondeu. – disse com a voz levemente chorosa e ignorando o meu pedido de perdão.
- Os dois beijam bem. – respondi um pouco nervosa cutucando repetidas vezes a ponta dos dois indicadores, mostrando que estava embaraçada.
- E de quem você gosta Euphi? – perguntou ele ainda com a cara de coitado. Eu respirei fundo, continuei cutucando os dedos e demorei alguns minutos para responder.
- Os dois.
- O quê?! – exclamou ele chocado. - Mas você tem que se decidir por um ou outro.
 - Eu sei... mas eu gosto dos dois... igualmente.
- Ai Euphi! – suspirou levando a mão na testa e se segurando para não rir. – Você é maluquinha...
- Viu em que rolo vocês me meteram?
- Eu nunca vivi um triângulo amoroso antes. – disse com um leve sorriso no rosto.  Eu fiz uma cara de inocente querendo esconder algo. E ele percebeu: - Tem mais coisa, Euphi?
- He,he... não é bem um triângulo... – disse cutucando os indicadores de novo. – É um quadrado...
- Como é que é?! – Jade ficou chocado e boquiaberto. – Além de mim e de Nathaniel-senpai tem mais um?
- Pois é... – respondi com um sorriso bobo na cara e me fazendo de desentendida ao mesmo tempo. – Esse você nunca vai adivinhar.
- Não me diga que... não... eu não acredito que é quem eu estou pensando! – exclamou surpreso.
- É um cara meio antissocial, mal-humorado, é roqueiro...
- Castiel-kun! Fala sério! Como isso é possível?! – ele não aguentou e começou a rir. E de repente ficou sério: - Você também gosta dele Euphi?!
- Dele? Jamais! Ele é da Jê! Quero não... não faz meu tipo.
- E ele... já lhe beijou?
- Nunquinha... nem quero. Se bem que o jeito sério dele é um pouco sexy...
- Euphi!! – brigou ele.
- Quê! Estou brincando! Eu te acho charmoso! – ele sorriu e me abraçou.
- Vai para a sua aula. Estarei esperando depois. – disse mordendo o lábio inferior o deixando sexy.
- Até, mais Jade-kun. – sorri para ele. O que eu estranhei é que ele não me cobrou nem nada. Achou a minha situação até engraçada. Era isso que eu mais gostava nele, era seguro e não resmungava.
Fui para a minha sala assistir a aula. Quanto mais perto do Jade eu ficava, mais me envolvia. E Nathaniel também foi muito fofo.  Assim que cheguei ao corredor, várias meninas me rodearam dizendo:
- Você está poucos dias nessa escola é já conseguiu o beijo de Nathaniel e de Jade! Isso é inaceitável! – seus olhos me dizia que eu estaria morta. Mas como elas falaram perto da porta da sala antes de entrar, Nat ouviu e saiu passando o braço pelos meus ombros apertando-me no seu peito. Eu congelei de pavor. Nat não piore a minha situação!
- He, He... bom dia meninas. – disse com o sorriso mais lindo e gentil do mundo. As meninas se desmontaram e coraram. – Vocês estão atrasadas, vamos entrar que o professor está esperando. – com isso lançou um olhar hostil que eu nunca vi antes. Elas se curvaram pedindo desculpas e entraram assim que ele deu passagem.  – Não se preocupe Euphi... prometi  lhe proteger. – disse sorrindo e entrando.
Eu não sei, mesmo que ele tenha o rosto de anjo, meu radar anti-rapazes apitava alucinado quando estava perto dele.  E logo descobri o que era. 
Na hora do intervalo vi Nat sair para conversar com Charlie e falei para a Jê ir à frente que logo eu iria me juntar a ela e Ken.
- Vê se não se meta em encrencas. 
Sorrateiramente eu o segui e eles foram para a escada no fundo do corredor onde não seriam vistos. Fiquei o mais perto que pude e ouvir sua conversa com o Charlie:
- Você está se esforçando de verdade com a Euphimea-kun, não me diga que está apaixonado?
- Apaixonado? Essa não seria a palavra certa. Você me conhece muito bem. Tenho que manter a minha integridade e reputação. – “cobra como a irmã!”
- Pois eu achei exagero seu beijá-la na frente de todos.
- Só assim ela pararia de espernear e causar problemas.
- Sua irmã também não é fácil.
- Deixa minha irmã fora dessa, Charlie! E é muito tentador seduzir a Euphimea-kun. – “ Kun! Ele me chamou de kun!” – Ela não é fácil como as outras garotas.
- Cuidado, você não sabe o quanto ela está ferida, por isso que está aqui... para ser tratada por nós. – “ele se referiou nosso sofrimento como se fosse uma doença!”
- Isso eu não me preocupo, ela está apaixonada por mim, está  em minhas mãos. Sou irresistível! – “Grrrrr... convencido!”
- Bom... eu a acho bonita, parece uma boneca de porcelana. – elogiou-me Charlie.
- Sem chance! Ela é muito sem sal. Se tivesse mais estilo, até que... eu me interessaria por ela. Muito simples pro meu gosto. “Como é?! Você vai sentir o gosto do inferno! Eu vou te matar!”
- Você é muito exigente! – descordou irritado.  Só se interessa por patricinhas. Espero que ela não descubra.
- Ela nunca irá desconfiar de mim! Sou como um anjo para ela.
- Caído eu diria. – ele estava se referindo a queda de Lúcifer o comparando com um demônio.  
- Que piada de mau gosto. Agora vamos indo que eu não quero perder o meu intervalo.
Sai logo dali para não se pega. Eu estava furiosa!  Tanta humilhação e vergonha pra nada! Minha aura negra assustava as pessoas quando eu passava. Fui ao meu armário peguei meu lanche. Depois me dirigi até a cantina para comprar um refri em lata e me encontrar com a Jê. Como sempre fizemos nosso pequeno piquenique debaixo da árvore.  Ele conseguiu despertar o dragão adormecido dentro de mim. E agora ele teria uma guerra.  Vou usar as mesmas armas que ele.
Quando cheguei perto da Jê, mudei minha expressão para um sorriso forçado, não queria que ela ficasse influenciada. Não faria bem para ela, sendo uma menina tão gentil vendo o monstro em que me transformei. Lanchado ela começou a comentar coisas que não fosse da escola, pois o linguinha do Ken estava presente. Ficou falando de um filme que ela adorou e eu sorrindo, mas não ouvia de jeito nenhum. Quando me lembrava da cena do Nathaniel me beijando, senti-me boba. Só os amigos mais íntimos conheciam-no muito bem, para todo mundo ele era um santo. Minha aura começou a enegrecer de novo:
- Euphi! – gritou ela. – Você não está me escutando.
- Desculpe Jê. – forcei um sorriso. – É que me lembrei da cena de ontem.
- Ah... aquilo foi realmente chamativo. Se fosse comigo eu morreria de vergonha.
- É eu morri.
- Sim... você tem que se recuperar. – falou gentilmente tocando eu meu ombro e se assustou ao sentir minha aura negra que tentava esconder.
Então uma cena me chamou no jardim, talvez porque eu me encontrava bem enfrente. Vi Luisa conversando com Jade. Pela cara dela discutia com ele. Este não pude ver o rosto, pois estava de costas. Ele coçou a cabeça tirando o chapéu de tricô. Então ela com seus “tentáculos” enroscaram-se em seu pescoço e deu-lhe um beijo.  Eu já de mau humor apertei a lata de refrigerante fazendo derramar todo na grama.
- Você está bem Euphi? – indagou Jê assustada e preocupada.
- Quer que eu lhe compre outro refri. – disse Ken.   
- Pode fazer isso? – indaguei sorridente para ele que corou e saiu correndo. Eu queria era privacidade. Não disse nada para Jê só apontei com o dedo.
- Nossa! Isso é mau!
- Qual será a reação dele? – pela reação eu saberia se ele era outro falso igual Nathaniel. Ela fez cara de apaixonada e corou levemente. Ele pegou o chapéu que caiu no chão, deu umas batidas e o sacudiu. Colocou na cabeça com uma mão e com a outra tirou do bolso e tocou no ombro dela. Ela corou novamente e curvando-se saiu dali tranquilamente.
- Ele não deu um fora nela! – rosnei esmagando mais ainda a lata na minha mão. – Era para ela está chorando agora.
- Talvez ele foi gentil com ela.
- Vou tirar essa história a limpo depois das aulas!
- Tá mordidinha de ciúme! Você realmente gosta dele? Mais que o Nathaniel-kun? – lancei um olhar de matar e ela não disse mais nada com medo.    

E lá vou eu para o clube depois das aulas. Dava passos largos louca da vida. Parecia um touro pronto a dar uma chifrada no toureiro.  Um demoniozinho dizia no meu ouvido o seguinte:
- Ele é igual o Nathaniel... cuidado... os meninos desse escola é para seduzir as garotas feridas.
E um anjo disse no meu outro ouvido:
- Mentira! Ele não é da escola e a ama de verdade!
- E então porque ele aceitou o beijo da Luisa?
- Talvez, por que quis ser simpático com ela.
Eu continuei andando com aquele diálogo na minha mente. Procurei me acalmar e ser a mais natural possível. Entrei na estufa, vesti o meu avental, calcei minhas luvas e...
Ganhei um abraço na cintura por trás e pela altura eu sabia que era o Jade.  Eu me assustei e disse:
- Jade-kun... por favor...
- Não diga nada Euphi... deixa eu lhe abraçar em silêncio. – interrompeu-me com a voz muito doce. Eu sentia seu coração palpitar nas minhas costas e ao mesmo tempo seu corpo colado por completo no meu. Isso me fez corar e eu queria sair dali, mas ao mesmo tempo queria ficar. Jade me passava segurança, era o meu porto para atracar meu navio que quase afundou em uma tempestade. Eu encostei a cabeça em seu peito e fechei os olhos até ele resolver me soltar. Levou mais tempo  do que eu imaginei e soltou-me afastando lentamente.  Virei para vê-lo e seus olhos estavam tristes. Ah... não... aquilo me deixava apavorada! Ainda mais depois da cena com a Luisa! Será que você vai me dar um fora, Jade?
- Euphi... eu terei que resolver algumas coisas pessoais semana que vem... e não sei quando voltarei para essa escola... – Ôh! Não! Meu salvador irá me deixar sozinha nessa escola de víboras! Eu não posso mais contar com o Nathaniel. Quando eu ouvi aquelas palavras, meu peito se encheu de dor e lágrimas brotaram em meus olhos. A única pessoa em que eu confiava estava partindo. Seus olhos brilharam também de dor, mostrando que segurava suas lágrimas. Enxugou as minhas com o dedo e disse:
- Não deixe esse até logo se tornar um adeus, Euphi... você ainda vai me ver nessa semana e eu também quero sair contigo.
- Tudo bem... – forcei um sorriso. E quando tinha me esquecido da Luisa ele me fez lembrar.
- Eu.. fui beijado na hora do intervalo por uma das meninas do clube...
- Eu sei... eu vi. – respondi o cortando. Jade ficou surpreso e se jeito colocou a mão na nuca.
- Disse para ela que eu aceitava seus sentimentos por mim... – “Não acredito!” - ... mas que eu não poderia retribuir da mesma maneira e ela entendeu. “Ah... que alívio!” – Por que só existe uma pessoa para mim nesse momento... – disse e me abraçou forte me deixando corada. – É você, Euphi!
Eu o abracei com todas as minhas forças e voltei a chorar de novo. Jade meu único antídoto, meu arco-íris depois da chuva, meu pássaro que canta pela manhã... ia embora e não sei quando voltaria. Meu coração estava doendo, não... aquela dor era mais profunda...  vinha da minha alma. Teria que me virar sozinha com Nathaniel e qualquer outro garoto naquela escola! Jade percebeu que eu chora dolorosamente em silêncio e não disse nada.

Jade acariciou meus cabelos e eu não queria soltá-lo de jeito nenhum. E ele percebeu que havia algo de errado comigo por isso indagou:
- O que houve Euphi?
 - Eu não quero que você vá embora. – respondi limpando minhas lágrimas no seu braço.
- Fico feliz de ouvir essas palavras, mas deixei minhas coisas já tem um tempo e eu preciso ver como estão.
Afastei-me, não podia depender emocionalmente dele os homens detestam isso. Recuperei minhas emoções  fragilizadas. Teria que me virar sozinha naquela escola. Mesmo que eu me arrebente toda não me importaria, pois “ossos se quebram e se recuperam, mas a dignidade não.”
- Hoje eu vou te liberar do clube, tá bom? – disse tocando no meu rosto.  Inclinou-se e deu-me um selinho nos lábios. Quanto mais gentil ele era comigo, mais eu me apaixonava por ele. – Até amanhã, minha lindinha.
- Até Jade-kun.
Tirei meu avental e fui para meu armário guardado dobrando-o direitinho.  Eu não tinha mais chão.  Só tinha a Jennaah para me apoiar naquele momento. Fui atrás dela no ginásio e para minha surpresa Castiel encostado no portal de braços e pernas cruzadas a olhava fazer arremessos.  Isso era um bom sinal, ele começara a prestar mais atenção nela, então para não estragar aquele momento maravilhoso e dei meia volta quando:
- Ei, Euphimia-kun! – chamou-me ele.  “Mas como ele me viu!” Vou fingir que não escutei e continuarei andando.  E então ele se aproximou correndo me agarrando pelo braço. “Não Castiel não venha atrás de mim, por favor! Eu lhe imploro!” Virei completamente assustada para ele. “Não me complique mais minha vida Castiel”.  – Eu preciso lhe fazer uma pergunta que está me incomodando há muito tempo. – “Por favor... não faça aquela pergunta”!
- Eu vou embora, não pode ser outra hora? – inventei aquela desculpa esfarrapada, mas não colou. Furioso ele saiu me arrastando para um canto perto do muro da escola. Colocou-me na parede e prendeu-me encostando as mãos se apoiando no muro. Agora eu estava perdida.  – Castiel-kun... não complique ainda mais minha vida. – choraminguei.
- Cala boca sua chorona! – exclamou fechando a cara e abaixando a cabeça. Seu cabelo vermelho caia sobre o rosto escondendo sua face. Eu senti medo. Castiel é uma pessoa de pavio curto e muito rude. 
- Faça a sua pergunta... Castiel-kun. – disse relutante, pois eu já sabia o que ele iria me perguntar. E é evidente que eu tinha receito de lhe dar o fora, sei lá... ele é imprevisível. Ele ergueu o rosto e olhou-me encarando. Engoli seco. Que medo!
- Não posso lhe fazer essa pergunta diretamente, pois temo de sua resposta. – disse sincero e fiquei surpresa. Ué, está lendo meus pensamentos? – Porque você até agora não me demonstrou nada. – continuou ele ainda me encarando nos olhos.
- E então... como você vai saber a resposta? – eu não devia ter perguntado. Por que eu não fiquei calada?
- Assim... – respondeu beijando-me. “Aaaaahhhhhh! Eu queria morrer! Por favor Jennaah, não veja isso!” Implorava em pensamentos.
Ele parou o beijo desviando o rosto de tão sem graça que ficou:
- Eu não sabia que você tinha tanto medo de mim. – “Ahhhhh! É tão evidente assim? Então você não sabe se eu gosto de você ou não”? – Eu só queria experimentar... – confessou, mas então discordou. – Ter lhe beijado foi a pior coisa que fiz! – e saiu andando.  Eu cai de joelhos de tão chocada que fiquei e senti alguém me observando e era o Jade. O não ele viu o beijo! E ele sorriu para mim piscando o olho.  Como ele suporta isso tudo tão tranquilamente? Será que confia tanto no seu taco assim? Eu precisava saber e aproximei-me dele pelo gramado correndo.
- Jade-kun! – chamei-o, pois estava de costas.  Virou-se e eu disse: - Desculpe!  - ficou um pouco surpreso, mas sorriu gentilmente colocando a mão na minha cabeça como se eu fosse uma criança.
- Não se preocupe Euphi! Eu confio em você. – “O quê! Ele confia em mim! Não ficou com ciúmes nem nada! Mas eu acabei de ser beijada”!  A minha cara de confusa o fez sorrir mais ainda e completou: - Não tenho ciúmes não. Eu confio no meu taco. – “Convencido”! – E eu percebi pelo seu rosto que você estava encurralada. Se você gostasse dele, então seria outra história.
- Você me fez pedir desculpas à toa! E eu aqui toda preocupada! – falei os olhos grandões e voz chorosa.  Jade inclinou em meu ouvido esquerdo e disse:
- Eu nunca vou perder você... – fiquei vermelha na mesma hora. Nunca um menino havia me dito isso antes.  Voltou a ficar ereto e completou com um olhar de apaixonando que eu acho lindo em um garoto! – E acabamos nos vendo novamente.
Fiquei surpresa ... Jade é completamente diferente do rapaz que eu já gostei no passado que me marcou muito. Ele também tinha a mesma idade que Jade e que me causou muita dor.
OBS: TODAS AS MINHAS POSTAGENS ESTÃO COM VIDEOS DE ENCERRAMENTO.
CONFIRA!    



{ 6 comentários... read them below or Comment }

  1. Meninas na última fala da euphi no outro capítulo está errado, ela não disse para o nathaniel: " eu gosto de você tá legal"... ela disse: "eu não gosto de você"...

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  2. a história ta emocionante, é muito bom, e você ta encrencada Euphi! kkkkkkkkkk

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  3. gostei, tu tem talento, menina eu empre quis que alguem inventasse uma história como essa, pena que to no capitulo 4,mais aos poucos chelo lá. o erro na postagem n tem no meu computador

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  4. du eu saber q o meu amado nath e um traidor nessa historia mais o nath ai e um perfeito mentiroso coitada da Euph

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Por favor não me cobrem quando irei postar.
E por favor respeitem as opiniões e não comentem coisas que podem ser construtivas, pois elas soam como critica.
Obs: Essa ideia é protegida pela lei 9610 de 19/02/1998, qualquer cópia ou rescrição da mesma como plágio, repete a punição conforme consta em lei.
Ou seja, eu sou a criadora, eu sou a única dona.

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