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Posted by : Euphimea terça-feira, 26 de junho de 2012


E então eu fui capturada por aqueles olhos de mel... como uma presa hipnotizada pelos olhos de uma serpente. Nathaniel se aproximou encarando-me com a face mais sexy do mundo. Aproximou o rosto do meu e disse:
-Meu presente Euphi.
-Ah! Claro! - exclamei voltando ao normal e o entreguei. Ele pegou-o e caminhou para o fundo da sala enquanto eu o acompanhava com o meu olhar. Ao tocar no meu presente ele já sabia o que era. Abriu o papel de presente colocando sobre a mesa e depois abriu um pedaço do chocolate ao leite que eu comprei. Com um suspiro disse com uma voz amargurada:
-Euphi... se você parasse de ficar enfurnada naquele jardim e prestasse mais atenção em mim, saberia que eu detesto doces. - com isso mordeu um pedaço do chocolate.
-D-desculpe Nathaniel-kun! - gaguejei, pois seu rosto era de fúria. Nunca o vi assim, mas aquilo fazia parte do meu plano de vingança. Ele se aproximou como um leopardo enquanto eu me afastava sentindo-me uma gazela encurralada. Encostei na porta e ele segurou meu rosto beijando-me a força devolvendo o chocolate. Nathaniel havia o derretido na sua boca e passou pra mim com uma textura gosmenta e nojenta sujando toda minha boca. Eu corei na mesma hora.
-Agora você já sabe Euphi, que eu não gosto de doce.
-E-eu entendi... já lhe pedi desculpas. - choraminguei limpando a boca com as costas das mãos.
-Isso mesmo... boa menina. - falou com o seu sorriso gentil pavoroso e limpando também sua boca. Deslizou sua mão para a maçaneta e girando a chave disse: - Pode ir agora.
Eu sai dali feito uma bala. Meu Deus! Que atmosfera de hostilidade! Ele não precisaria fazer tudo aquilo! Será que ele desconfiou de alguma coisa?
Enquanto andava olhando para a porta de representantes, distraidamente, até trombar com Castiel.
-Ei, garota! Olha por onde anda! - rosnou com o seu mal humor de sempre. Desviando de mim continuou andando para o fundo do corredor, para se isolar talvez.
-C-castiel-kun! - o chamei. Ele parou e apenas virou levemente o rosto me encarando com seu olhar selvagem. - Eu gostaria ter uma palavrinha contigo... bem rápido. - meu pedido era mais um apelo. Ele se aproximou pegou-me pelo braço e arrastou-me para a nossa sala fechando a porta e encostando nela para que ninguém entrasse.
-O que você quer Euphimea-kun? - indagou grosseiramente. Tirei da sacola um presente com papel dourado.
-Quero lhe pedir desculpas por ontem. - falei entregando o presente.
-Desculpas? - estranhou. - Que mal você me fez que eu não me lembro?
-Pelo beijo. - respondi. Ele não falou nada e rasgou o embrulho sem se importar. Ficou surpreso pelo seu presente ser aquelas pulseiras com espinhos que roqueiros amam. Colocou no braço direito com uma habilidade incrível.
-É só isso? - indagou me encarando. “Que medo!” Ficar trancada com Castiel na sala de aula e ele impedindo a passagem é de assustar.
-Não... - respondi querendo falar mais, porém sem saber por onde começar. - Sabe... eu gostaria de saber de uma coisa...
-Não enrola! - cortou-me irritado.
-Preciso de informações! - exclamei assustada.
-Informações? De quem? Do que? Vai me prejudicar?
-N-não! Claro que não! Castiel-kun! - gaguejei abanado a mão negando.
-O que você quer saber Euphi? Desembucha logo!
-Quero saber mais sobre o Nathaniel-senpai... - quando ele ouviu o nome deste rosnou e abriu a porta saindo enfurecido. Eu o agarrei pela blusa implorando: - Não estou interessada nele... é para me vingar!
 Castiel parou e entrou na sala de novo me empurrado para lhe dar espaço. Quando eu disse aquilo seu rosto demonstrou interesse. E depois de me encarar por alguns minutos indagou:
-O que eu ganho com isso?
Estava bom demais! É lógico que ele queria algo em troca e que não faria nada de graça.
-E-estou sem dinheiro no momento...
-Está pensando que sou o quê?! - rosnou me cortando.
-D-desculpa! - implorei juntando as mãos em forma de oração e levando por cima da cabeça. - Não queria lhe ofender. Olha eu faço qualquer coisa! - exclamei desesperada. Eu e minha boca grande! Ele abriu um sorriso interessado e esperto. Será que ele ira abusar de mim? Por que eu tinha que fazer acordo com ele?
-Estou gostando dessa ideia. - sorriu cruzando os braços e encostando na porta novamente. - Você está desesperada, Euphimea-kun.
-Eu não tenho a quem mais recorrer. Além do mais você... - parei antes de falar qualquer besteira.
-Você está querendo dizer que só vou lhe ajudar porque eu estou afim de você? - indagou olhando para a janela. - Se enxerga garota!
-E-eu pensei que sim... afinal foi você quem me beijou ontem, não foi?
-Grr... idiota! - rosnou fechando o ponho. Eu assustei-me. Credo! Que menino mais nervosinho! Esperei ele se acalmar e disse ainda desesperada:
-Eu faço o que você quiser!
-Ôh! - exclamou com um sorriso malicioso no rosto me deixando petrificada. - Vai fazer qualquer coisa, Euphimea?
-Bem... se você não abusar de mim como sendo sua escreva...
-Cala a boca! - gritou me cortando de novo. - Eu sei que você é mulher! Não tenho cara de aproveitador, não!
-Bom... até agora você não me disse o que quer.
-Deixa eu pensar. - falou revirando os olhos colocando os dedos indicador e polegar em forma de um “L” deitado no queixo para pensar. - Hum... para começar quero algo descente...
Hã? Não entendi o que ele quis dizer. Ao perceber que eu não tinha entendido nada ele me puxou para perto dele com a mão direita nas minhas costas e a esquerda no meu pulso direito colocando-a em sua nuca. O que ele queria com aquilo? Com a mão direta rapidamente pegou a minha esquerda e também envolveu em sua nuca, fazendo-me abraçá-lo. Meu coração pula alucinado. Ele cruzou as mãos na minha lombar apertando-me ainda mais em seu corpo e me beijou.
Ah! Então era disse que ele estava falando! Nas condições que eu estava tinha que corresponder o seu beijo... se não ele não me falaria nada do Nathaniel. Pedi mil desculpas para a Jê em pensamentos. Depois disso ficou me fitando com seus olhos felinos e acabou corando.
-O que você quer saber, Euphi-chan? - perguntando suavizando a voz me deixando surpresa. Soltei meus braços dele e sentei na carteira alí perto.
-Eu ouvi Nathaniel-senpai conversando com Charlie-kun sobre mim e descobri coisas terríveis.
-Que aquele panaca é um falso de marca maior? - indagou-me fechando a cara.
-Sim! Quero saber tudo sobre ele! Por que ele faz isso? Por que ele é tão queridinho da diretora? Por que ilude as moças? Por que você e o Jade-senpai o odeiam tanto? Por que...
-Calma aí! - exclamou me cortando. - Uma pergunta de cada vez! E qual o motivo da sua vingança?
- Ué? Não viu não? Aquele beijo na grama e na frente de todo mundo. Foi vergonhoso demais! E também agora! Que beijo nojento ele me deu!- parei de repente.
Eu tinha que falar isso mesmo para o Castiel? Será que ele era de confiança? Ele não iria me trair?
 - Quer um conselho? - indagou olhando-me com um olhar atravessado.
-Sim... pode me dizer.
-Desiste. - respondeu fechando os olhos.
-Como é? - indaguei surpresa. Não estava entendendo nada.
-Desista dessa vingança estúpida! - repetiu irritando-se.
-Por quê? O que você está querendo dizer? - ele avançou e batendo a mão na mesa falando com o rosto bem perto de mim.
-Você não vai conseguir desmascará-lo, ele pode lhe envergonhar ainda mais... Aquilo não gosta de ninguém a não ser ele mesmo!
-Então ele é igual a irmã... - disse torcendo o nariz e virando a cara.
-E... você gosta dele. - completou.
-Como é?! - exclamei indignada. - Está louco? Nunca que eu iria gostar daquela coisa! - ele abaixou mais ainda os olhos e fitou-me por alguns segundos olhando dentro dos meus olhos.
-Gosta. - falou frisando. - Se não gostasse não estaria preocupada com esse vingança. - virei o rosto para a janela, irritada e corada. - Você é mais uma lebre capturada por ele. Que decepção! - exclamou se afastando irritado andando de volta pra a porta. - Achei que você era diferente dessas meninas babacas que ficam correndo atrás dele de um lado a outro! - eu enchi minhas bochechas de ar fazendo uma careta e ainda olhando para a janela. - E tem mais... - completou. - Eu sei que você não gosta de mim.
“Hã? Fiquei passada. Ué? Se ele sabia, então por que está insistindo tanto? Você gosta de sofrer Castiel-kun”? Enquanto eu viajava em meus pensamentos ele falou comigo deixando-me surpresa:
-Eu quero lhe proteger dele, Euphi.
-Hã? Quer me proteger de Nathaniel-senpai, mesmo sabendo que não tenho sentimentos por você? - ele fechou a cara e o punho rosnando.
-Não precisa jogar isso na minha cara!
Por que então que ele se preocupa tanto comigo? Será que ele gosta tanto assim? Comecei a rir ironicamente e Castiel olhou-se furioso.
-Não estou rindo de você. - disse imediatamente. - Estou querendo saber porque você vai perder seu tempo comigo?
Ele virou a cara e não me respondeu abrindo a porta. Eu levantei-me e indaguei exclamando para ele:
-E o nosso acordo?!
-Esqueça-o! - respondeu saindo furioso. De novo voltei a estaca zero. Castiel não iria me ajudar, mas iria me proteger. Mesmo sabendo que eu não gostava dele. O que ele ganharia com isso? Talvez só para provocar o Nathaniel? Será que era uma competição de quem ganha mais corações? Não... acho que Castiel não faria algo assim comigo. “A Jê vai me matar”!- pensei dando soquinhos na minha cabeça com as duas mãos.

Jê apareceu de repente gritando comigo que procurava em tudo que é canto e ao mesmo tempo fugia de Dajan.
Demos voltas e mais voltas nas barraquinhas. Almoçamos e depois comemos fonde de chocolate com morango.  Também brincamos bastante nas barraquinhas. Parecia que o dia seria realmente longo. Quando foi no final da tarde, Nathaniel subiu para falar no microfone:
- Boa noite para todos! – e houve aquela gritaria de mulher em alvoroço.  – Irei anunciar o Sorteio do Encontro. Como há mais moças que rapazes não se preocupem... todas terão o seu encontro. – nova gritaria.  – Cada uma pegue a sua ficha na sacola rosa e os rapazes na sacola azul tem o mesmo número só que na quantidade menor, quem tirar o mesmo número vão ter um encontro essa noite!  Façam fila aqui a minha direita, senhoritas.
Jê foi toda empolgada orando para que Castiel tirasse o mesmo número que o dela. Eu não queira ir para encontro nenhum, só se for com o Jade. Quando olho na fila de garotos que aguardavam depois que as meninas tirassem suas fichas, o vi. Arregalei o olho fazendo uma cara de “quando foi que você voltou?”  Ele me mandou um beijo com a mão e eu corei na mesma hora. Voltei para frente, já que era a minha vez de pegar a ficha. Meu número era o 10 e senti alguém me encarando. Era Nathaniel com um olho comprido para ver o meu número e na certa querer pegar o mesmo. Eu o escondi imediatamente.
Depois que todas as moças tinham o seu número, os rapazes começaram a pegar a ficha e falar o número, pois assim quando descesse já iria de encontro com a moça. Charlie foi o primeiro e pegou o 6, que era de uma loira do segundo ano muito fofa. Ela ficou toda feliz e ele ofereceu o braço para ela.  Lysandre foi o próximo e não tirou o número da Ambre que ele queria tanto, que era o 12, mas tirou o 9 que Anny que fazia figa nas duas mãos e toda feliz o agarrou pelo braço. Ken foi o próximo e eu fiquei curiosa da “sortuda” e ele tirou o número 1 que era da garota de cabelo curto que gosta do Nathaniel.  Outros meninos que eu não conhecia tirou suas fichas e iam de encontro com seus pares. O próximo foi Dajan. Jennaah orava para não ser o número dela e eu ria de seu exagero.  Ele tirou o 5 que era de uma menina do clube de jardinagem. Ela deu um suspiro de alívio, preferiria ficar só do que sair com ele.
- Qual é o número? – indagou Nathaniel.
- Número 8. – respondeu Castiel  com sua voz grave e levemente rouca.
- Quem é o número 8? – indagou Nathaniel. As meninas olharam suas fichas, mas a dona do número demorou a responder.
- Ei, Jennaah? – a cutuquei, que orava de olhos fechados viajando. – Qual é o seu número? – ela olhou para ficha e disse:
- É 8. – respondeu.
- Vai lá mulé! Ele sorteou você!
- O quê?! – ela não acreditou. Só foi entender depois de ouvir Nathaniel repetir várias vezes quem tirou o número. Ela chegou perto  dele e ficou vermelha feito um tomate. Castiel sorriu para ela aliviado, por não ser uma menina que ele odiasse e ofereceu o braço para ela.  
Então foi a vez de Jade. Ele sorteou o número. E era o 3. Fiquei triste ao ver Luisa indo se encontrar com ele.  Este olhou pra mim com uma cara de “desculpe, não deu.”  E eu fiz uma cara de “ tudo bem.” Mais meninos sortearam e formaram pares.
- Agora é a minha vez! – exclamou Nathaniel no microfone e as meninas ficaram loucas gritando. Eu orava para ficar sozinha pra ele não tirar o meu número e então ele disse todo sorridente: - Número 10!
Eu fiquei branca! Não, não! Meu número não! Fingi que não era comigo até ele desistir de chamar. As meninas irritadas gritavam: - “Quem é o número 10?! Vai logo”! E eu nem comigo olhando de lado até que Nathaniel disse no microfone:
- Euphimea-chan! – eu gelei na hora. – Você poderia olhar o seu número, por favor. – virei para frente e uma multidão de olhos zangados me observava.  Queria mentir o meu número, mas não tinha como. Se fosse o 9 ou 6 que dá pra trocar. Porém 10! Logo dois números. Disfarçamente olhei o meu número e falei:
- Não... não é o meu número.
- É sim! – exclamou Ambre tirando a ficha da minha mão aparecendo por trás de mim de repete e a levantou para todo mundo ver.
- Por que você fez isso, garota?! – exclamei furiosa.
- Isso já estava me irritando. Ver o bobo do meu irmão gritando o número e uma lesa não responder logo.  Vai logo lesada!
Eu fui andando. Não tinha mais jeito. Nathaniel desceu para me buscar e eu sentia o calor dos olhos das meninas enfurecidas por ter sido sorteada.  Ele se inclinou e disse no meu ouvido com a voz fingindo alegria:
- Vamos sair Euphi-chan! – segurou minha mão quase a esmagando e seguimos para o portão. A festa iria continuar para as meninas que não foram sorteadas. Enquanto a nós iríamos ter o nosso encontro.
Assim que chegamos na rua, meus olhos se encontraram com de Jade.  Ele estava um pouco triste, mas aquilo foi um sorteio e pronto. Deu um jeito de passar um bilhete colocando dentro da minha mão e piscou o olho. Segurei firme  o bilhete fechando a mão e quando for um bom momento eu o leria. Então cada um foi para um lado levando a  sua companheira.
Nathaniel segurava a minha mão com tanta força sem necessidade:
- Nathaniel-kun... – eu o chamava assim fingindo não saber de nada. Ficaria estranho eu o chamar de senpai de novo. – Eu não vou fugir.
- Hã? Ah, desculpe Euphi! – exclamou sorrindo afrouxando minha mão. – Não queria lhe tratar assim, mas venho observando que você é meio fujona.
- Entendo... mas eu não vou fugir, tá bom? – então ele se inclina no meu ouvido e com uma voz sedutora diz:
- É impossível alguém escapar de mim.
Eu fiquei vermelha. Que menino mais atrevido! Virei à cara o fazendo rir. Ele me levou a uma cafeteria muito chique. Tentei me comportar a mais fina possível. Meu coração estava confuso naquela noite. Quanto mais eu olhava para aqueles olhos, mais mergulhada eu ficava.

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