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Posted by : Euphimea quinta-feira, 12 de julho de 2012


(Que as Natiketes me perdoem dessa versão do seu lovêo, mas no final ele irá se tratar.) 

Coloquei o balde no chão e a vassoura mais o esfregão encostado na parede. Corri para falar com a Anny, pois havia me lembrado do Consolo dos 10 minutos.
(Eu li isso em uma revista eu acho. Uma psicóloga disse assim: Como eu queria está do lado do Brad Pitt quando ele e Jennifer Aniston brigaram  nos 10 primeiros minutos. Por isso que agora ele está com a Angelina Jolie!
Na época eles fizeram um filme juntos, Senhor e Senhora Smith)
- Anny! - gritei igual uma louca para ela que saiu da estufa confusa.
- Que foi minha nina?!
- Rápido! - catei ela pelo braço. - Vá consolar o Lysandre agora mesmo! Apoie-o em tudo o que dizer e engula sapo se ele só falar da Ambre.
- O quê? Eu não vou poder falar nada daquela macaca brega!
- Não. Se não você perderá o Lysandre. Vai logo menina. Se você ver que a conversa terminou não insista, simplesmente volte para o clube. - disse dando um tampinha no traseiro dela e foi apressada falar com ele que estava do outro lado do pátio acompanhado de Castiel.
Fui andando também e puxei Castiel de perto dele que não entendeu nada e saiu me seguindo segurando sua guitarra pelo braço.
- O que foi Euphi-kun?
- É para deixar a Anny e o Lysandre-senpai sozinhos.
- Sua amiga gosta dele?
- Gosta. Por isso que eu tirei você de perto dele. Eu hein, parece um cão de guarda.
- E você parece que está em uma matilha com esse bando de meninas. - revidou. Para deixá-lo desconcertado abracei o braço dele e encostei a cabeça fazendo corar. - O que ela vai conversar com ele? - quis saber.
- Consolá-lo por causa de Ambre.
- Ixi, ela vai perder o tempo dela! Eu vivo falando para ele que ela é uma praga. Não me escuta de jeito nenhum.
- Mas ela tem as armas dela.
Ficamos assistindo eles dois. Lysandre não é muito de falar e apenas respondia o que Anny dizia. Seu corpo expressava falta de interesse no que ela dizia. E de repente ele corou. Então seu corpo já ficou mais curvado para frente (linguagem corporal). Houve um diálogo finalmente entre eles dois e de repente ela se despediu indo para o clube.
- Pronto Castiel-kun. - brinquei. - Agora o Lysandre é todo seu.
- Está me tratando como se fosse gay, Euphi. - fechou a cara não gostando.
- Desculpe pela brincadeira, lindo. - falei sorrindo e acabou o fazendo sorrir de volta. Assim foi para perto de seu fiel escudeiro.
Peguei minha chave e abri o armário para pegar meu ipod. Eu não consigo ficar sem ouvi música quando estou arrumando. E também amo Adele, não consigo ficar muito tempo sem ouví-la. Na verdade queria provocar Nathaniel. Comecei a limpar tudo dançando feito doida cantando "Rolling in de Deep".
A próxima música era "Set Fire in the Rain." Quando chegava nessa parte logo abaixo, aí que eu aumentava a voz:
"But there's a side to you that I never knew, never knew,All the things you'd say, they were never true, never true,And the games you'd play, you would always win, always win ",
"Mas há um lado de você que eu nunca conheci, nunca conheci,Tudo o que você diria, nunca é verdade, nunca é verdade,E os jogos que você joga, você sempre ganha, sempre ganha",
Então ele saiu e ficou parado na porta só vendo meu jeito doido limpando o corredor. Eu fingi que não via e ele só rindo colocando a mão fechada na boca como se fosse tossi. Não se segurou e disse, mas é lógico que eu não ouvi nada:
- Está cantando e dançando Euphi? - não, estou usando usa irmã como esfregão. Vendo que eu não ouvi nada tirou o fone de um das minhas orelhas e falou de novo.
- Claro. Eu não me esquento com nada. Talvez seja por isso que Castiel-kun gosta tanto de mim. Ele é bem humorado sabia? Você deveria conhecê-lo melhor. Ou ser mais engraçado.(sou daquelas que dirige dançando)  
Ele ficou corado. Não sabia onde enfiar a cara e tentou se defender:
-  Ele é de um jeito e eu sou de outro. Não vamos falar dele, por favor.
- Tá bom. - concordei varrendo a terra e alfinetei mais ainda: - Eu gostou de rapazes engraçados. Gosto de ri bastante. Agora aqueles que me fazem chorar eu quero distância! Eu hein! A vida já é muito dura. Precisamos rir, faz bem aos músculos da face. Sabia que o meu ex fazia me chorar o tempo todo? (isso é verdade nem sei como aguentei aquele estrupício!) Não se agradava com nada só reclamava o tempo todo. Que chatisse! Se eu estava feliz contava as coisas maior empolgada e ele vinha com um papo: - Pra você tudo é fácil, tudo está bem! Para mim tudo é muito difícil! Fala sério! Como eu aguentei esse chato por um ano e meio. E também era um banana. Não me apoiava, não tinha atitude... não gosto de meninos assim. Eu saio correndo. 
- Gostei de você se abrir comigo. - disse ele sorrindo. Por que será que os homens nunca entende nada indiretamente?! Que burrice meu Deus! É por isso que a mulher foi feita depois! Somos perfeitas! Então alfinetei ele de novo com alfinete de outro.
- Sabe o que eu acho lhe obecervando agora? Ele parece um pouco com você. 
- É mesmo? -indagou ele abrindo um sorriso. - que me irritou! Nathaniel você ou é lerdo ou é mongol! Seu tic e tec morreram de tanto a Ambre gritar contigo. - Mas somos pessoas diferentes. Se você me conhecer irá gostar. 
Como não surtiu efeito voltei a cantar o trecho de antes para ver se caia a ficha dele passando esfregão com raiva. Ele com aquele sorriso bobo na cara deu um até logo com a mão para chamar a minha atenção e saiu. Daqui a pouco vem o Castiel calçando coturno preto e passou para ir ao banheiro sujando o corredor que eu acabei de limpar. Esperei ele voltar e me coloquei na frente dele indagando:
- Você sabe o que está fazendo? 
- O quê? - indagou sem entender nada.
- Olha para trás por onde você passou. - ele virou e viu as pegadas recém deixadas.
- Foi mal Euphi. - respondeu um pouco sem graça. Então brinquei com ele: - É assim que você me ama? - Castiel corou e com um sorriso disse me irritando eu tentei não demonstrar: - Do jeito que você é caprichosa vai ficar tudo brilhando de novo. 
- Passa logo Castiel-kun. - e ele saiu gargalhando. E voltei a cantar. Ao me ouvir cantar parou e voltou, mas não avançou para ocorredor. Quando virei o vi parado, corei, pois nem percebi que ele estava ali me olhando cantar e dançar. Tirei os fones de ouvido e ele comentou:
- Continua mexendo o guadril com essa marchinha que eu estou adorando. - a marchinha que ele se referia era o seguinte. Dobre o joelho direito e depois o esquerdo sem tirar os pés do chão. Agora faça isso rápido alternando. Vê se o seu bumbum não balança de um lado para o outro. 
- Será que dá para me deixar sossegada? - indaguei muito corada. 
- Eu ouvi você cantando. Você canta? Tipo assim... profissional?
- Eu não. - respondi envergonhada. - Eu não gosto da minha voz no microfone. (é o que eu sempre respondo quando me perguntam na vida real.)
- Poderia tentar. - insistiu ele. - Você tem a voz Mezzo-Contralto e pode até alcançar um Mezzo-Soprano.
- Quem canta bem é a Jenna, sabia? Já ouviu ela cantar tocando violão? - indaguei mudando de assunto.
- É mesmo! - admirou-se ele. - Acho que vou lá perguntar pra ela. - disse saindo e eu comemorei. Finalmente ele vai prestar mais atenção nela. Mas ao mesmo tempo meu corpo estremeceu. E eu disse para ele olhando para minha barriga: - Fica quieta carne! Eu não posso realizar esse seu desejo! Apague esse fogo que está errado é já!  Você pertence ao Jade-senpai entendeu! 
Depois de mais ou menos uma hora terminei minha ginástica de limpeza e fui entregar as coisas para Nathaniel. Ele agradeceu e disse:
- Viu. Acabou rápido. Podemos sair? 
- Claro. - respondi, pois o piso estava seco. Então os três representantes sairam e escorregaram tanto que foram parar lá no pátio com as pernas para cima. - Euphimea! - gritou Nathaniel. Castiel correu para rir da cara deles e Ly veio junto. - O que você passou nesse chão? Sabão?
- Não. Eu apenas limpei bem limpo com as coisas que você me deu. - respondi com um sorriso no rosto.
- Ele está escorregadio igual a uma pista de gelo!
- Mas está brilhando. Vocês são quem não sabem andar.
- Euphimea já acabou de limpaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa............ - disse a diretora vindo falando comigo e caiu feio escorregando também até Nathaniel que se abaixou para segurá-la se não ela passaria direto por eles.
- Euphimea! - gritou ela furiosa vermelha levantando com o óculos torto na cara. - O que você passou nesse chão?
- As coisas que o Nathaniel-senpai me deu, ué? Esse chão estava tão encardido que eu esfrequei tudo com força e está tão limpo que eu posso até ver meu reflexo nele.
- Coloque uma placa de aviso pelo menos! - gritou e eu fui patinando até a sala de representantes. Peguei uma placa e coloquei lá: "Perigo chão escorregadio".  - Como eu vou voltar para a minha sala?
- Eu levo a senhora. - fui levando aquela jamanta, pois ia quase caindo e eu tendo que segurar seu peso e ouvindo seus resmungos:
- Aí minhas costas! - é coisa de velho mesmo. Deixei-a lá e voltei também tendo dificuldades de andar naquele chão. Acho que exagerei, reconheci o meu erro. Estava quase na hora do almoço e então:
- Euphi-kun?
Quando ele fazia aquela  voz doce que eu teria reconhecido em qualquer lugar, que era morna fazendo com que em uma espécie de hipnose, fazia-me sempre responder errado. Ao falar sabia me confundir e eu ficava completamente se saída como um rato diante de uma cobra. Ela tinha o poder de atravessar meu cérebro e inundar meu coração.
- Sim, Nathaniel-senpai. - respondi quando finalmente terminei de patinar no corredor. 
- Vai almoçar agora?
- Sim, com minhas amigas. - falei eliminando qualquer hipótese dele me convidar para sair. 
- Quer comer comigo no Françoir? - hã? Você é surdo?
- Obrigada Nathaniel...
- Sabia que iria aceitar. - respondeu-me cortando.
Nesse momento, fui pega novamente em seu misterioso dom de falar e fazer com que desse a resposta que não queria. Eu agradeci e não aceitei. Mas agora eu desejei que ele pudesse me ouvir também, se fazendo de surdo e invertendo minhas palavras sempre me confundindo. E eu, como sempre não querendo dar vexame, estava encurralada novamente em seus joguinhos de sedução. Com isso perdia credibilidade com Castiel e se Jade estivesse aqui, nunca mais olharia na minha cara.
Quando percebi ele havia pego-me na mão e sendo apressado atravessou o pátio saindo do colégio sem dar um minuto para pensar. Lancei um olhar apavorado para as meninas e meus olhos se encontraram com o rosto do Castiel, e percebi que já era muito tarde. Havia saído pelo portão.
Nathaniel olhou-me enquanto andava  e sorrindo daquela forma tão arrebatadora que fazia com que meu coração acelerasse e parecesse a ponto de estourar no meu peito. Ele tinha um poder de sedução que eu não conseguia acreditar. Estava fazendo tudo de novo! Como? Como consegue me confundir com esse sorriso gentil e ofuscante. E novamente exalando aqueles malditos feromônios da atração fatal. Destruindo o meu momento mais feliz, mais feliz que já tive na vida com o meu amado Jade. Maldito Nathaniel! Como você pôde? É o Edward? (se bem que sou mais o Jacob do aquele purpurinado)
Antes de irmos para o tal restaurante chique que a Ambre já almoçou lá, ele levou-me para a praça. Se aquela manhã não estivesse fria, ali estaria com mais gente e não como um deserto. Continuou me arrastando por mais que eu protestasse ele tinha a capacidade de inverter as coisas. 
Conseguiu me colocar sentada exatamente no mesmo banco quando saímos na primeira vez. E ali mais um beijo caloroso, doce e terno de muitos outros beijos. Chantilly berrava no meu ouvido:
- Que poder de manipulação esse menino tem Euphi-chan! Que perigo! Você precisa fugir o mais rápido possível. - não dava mais. Eu já estava presa novamente.
- Sabe que eu gosto muito de você? - indagou que mais parecia uma afirmação passando as mãos nos meus cabelos e com o rosto bem perto do meu para não deixar escapar seu ar quente baterem em meus lábios.
- Você tem consciência do que está fazendo?
- E o que eu estou fazendo? - já perguntou querendo me confundir.
- Manipulando-me dessa forma. Já parou para pensar nisso?
- Eu manipulando? É impressão sua, meu amor.
Eu temi naquela hora. Nathaniel disse que nunca amou na vida e sempre estava me perdoando. Será que ele tinha aquela psicopatia? Aquela de pessoas que amam demais? E a fada dele para ajudar não era nada parecido com Castiel que se preocupava comigo. Ele não estava nem aí e nem chegou. O pior que lidar com pessoas assim é perigoso e correr risco de vida.
Então eu vejo um punho passar raspando pelo meu rosto e acertar Nathaniel na face. Quando viro era Castiel furioso e gritando:
- Larga a Euphi-kun! Encontre uma idiota para seduzir e cair nos seus encantos!
Eu nunca vi os olhos de Nathaniel tão furioso naquele momento. Eu me levantei do banco e fiquei do lado de  Castiel sem saber o que fazer. Sua boca escorria sangue e passando o dedo olhou. Logo jogou todo o seu peso em cima de Castiel, ambos caindo no chão e começaram a brigar. Nathaniel nem deu tempo de Castiel se defender e começou-lhe socando no rosto com uma fúria que quem o conhecesse não o reconheceria. Castiel também não deixou por menos. Pegou ele pela blusa e com o pé em sua barriga o arremessou para trás de sua cabeça fazendo dar uma cambalhota no ar e bater as costas violentamente no chão. Agora era Nathaniel que apanhava no rosto.
Eu precisa impedir e ao mesmo tempo temia deles me acertarem. Pulei nas costas de Castiel e agarrei seu pescoço com os braços. Com isso ele sufocou-se parando e caindo para trás sentado. Nathaniel levantou e iria dar um chute no seu estômago quando gritei:
- Para! - ele parou. O som da minha voz parecia ter um efeito hipnótico como se apertasse um botão de desligar.
- Solte-me Euphi! - gritava Castiel vermelho. - Se não eu derrubo você!
- Parem de brigar por favor. - pedi com a voz preocupada. Castiel parou de se debater e tocou no meu braço querendo me dizer que está tudo bem. Eu olhei para Nathaniel e disse: - Vai embora por favor.
- Então você prefere esse aí? Não tem problema, um dia você será somente minha! - exclamou todo nervosinho andando apressado. Soltei Castiel que se levantou e estendeu a mão para me ajudar.
- Obrigada Castiel-kun.- assim que me levantei a primeira coisa que ele fez foi me abraçar e eu desmontei na mesma hora, mas não chorei.
- Eu faço qualquer coisa para lhe proteger. - pasmei! Castiel abrindo o coração pra mim. - Eu não gosto nenhum pouco desse cara. - continuou.
- Você o conhece desde criança não é Castiel-kun? O que você sabe sobre ele?
- Nem queira saber. - desconversou. - Aquele ali é pior do que a irmã.
"Pior do que a Ambre".- pensei. O pior é que ele cismou comigo. Já percebi que Aikka nutria um amor por ele muito forte e temia isso por ela. Temia se um dia eles namorassem, Nathaniel nutrisse um amor doentio por ela. Então pensei sobre mim, Castiel e Jenna. Por mais que eu quisesse ficar com ele já tinha me encontrado com o Jade. Fiz minha escolha. Também sabia que Nathaniel não desistira de mim tão fácil, mas eu precisava deixar Castiel. E foi o que fiz.
Coloquei as duas mãos em seu peito e pulcionei meu corpo para trás afastando-me. Dei-lhe as costas e iniciei uma corrida. Porém seu braço foi mais rápido e pegou-me pelo pulso puxando-me e virando-me de volta.
- Para de  fugir dos seus sentimentos Euphi! - reclamou ele furioso. Eu olhava para o chão tentando ignorar e ele apertando meus braços me chacoalhando algumas vezes. - Olha pra mim quando estou falando com você!
Eu obedece e o olhei diretamente nos seus olhos que as vezes são assustadores, ou sedutores, ou selvagens e desafiadores. Meus olhos o olhavam daquela forma como um doce proibido. Eu lhe quero, mas não posso ter-lhe. Minha carne o pedia, o desejava loucamente. Tentei evitar a dor e não durou muito; a dor me encontrou quando olhei para ele. Eu tinha que encontrar um meio de repetir a experiência... de fazer o meu corpo vibrar em seu beijo alucinante.
E eu comecei a tremer de desejo. Se eu não o beijasse eu morreria com o meu coração a mil por hora. Eu estava com medo de me envolver demais e não consegui largá-lo por causa da minha amiga e do Jade.
Se a Jenna se importaria? Não, ela não se importava. As vezes a acho um pouco estranha.
Eu queria ele só pra mim. Somente meu. Talvez eu estivesse desenvolvendo uma espécie de doença, um vício,  uma droga... Sim! Castiel era igual a uma droga que viciava, sempre desejando mais e mais. Para ter aquela sensação centenas de vezes. Aquele calor que começava no pescoço e ia descendo, a pele se arrepiando, suor começando a brotar na testa, respiração ofegante de quando você está perto de quem gosta, boca salivando e por fim o corpo inteiro estremecendo.
Mas ao mesmo tempo ele era a minha cura, porque sempre estava perto de mim. Odiava a Ambre tanto quanto eu, não estava longe como Jade. E sim presente... sempre aparecendo para me ajudar quando era possível. Com ele tinha momentos de ir do céu ao inferno como um pecado. Sim... um pecado cometido. Se estava traindo... eu não sei. Ele não estava traindo ninguém porque gostava de mim... agora eu... 
E ele sempre me fazia sorri. Mesmo com suas piadas idiotas, brincadeiras de mau gosto, quando me xingava ou gritava comigo. Mas quando seu rosto corava era apaixonante, nem parecia aquele rapaz mau encarado de sempre. Seu rosto ficava tão meigo, mas tão meigo que nem parecia ser ele.     
Abaixou o rosto e eu  não me contive, foi mais forte do que eu. Minhas mãos voaram para o seu rosto e dessa vez foi eu quem o beijei. Não estava mais suportando reprimir-me e ele sabia disso.








- Eu sou completamente louca por você. - disse entre beijos.
- Sei disso gata. - confessou dando um sorriso.
Eu estava mentindo pra mim mesma, mesmo que minha amiga gostasse dele. Eu não queria admitir a minha motivação mais forte. Porque eu estava mentalmente deteriorada sem poder ficar com ele. Ainda mais alguém que me dava "arrepios" só de ficar perto. 

A verdade é que eu queria ouvir a voz dele de novo, como ouvi naquele show. Aquela voz rouca, vibrante e quente entrou nos meus ouvidos como descarga elétrica fazendo o meu corpo se arrepiar. Aquela voz que sempre repetia em minha memória, era perfeita.
Sei que no colégio ele não chama muito minha atenção por causa do seu estilo de roqueiro e cabelo estilo Kurt Cobain tingido de vermelho, mas quando o vi no show tão perfeito, foi como se estivesse riscado um fósforo e jogado em um barril de pólvora.
   Sua pele é tão quente, macia e tínhamos uma quimica muito mais poderosa do que com Nathaniel. Ele agarrou a minha lombar com os braços e levantou me fazendo rir. Colocou-me no chão e foi ouvir as batidas do meu coração encostando a cabeça nos meus seios, algo um pouco desagradável e vergonhoso a uma moça. Por isso fez-me corar muito. Se colocassem um ovo na minha testa, ele fritava.
- Como você faz algo desse tipo Castiel-kun?
- Hum... parece uma bateria. - disse ignorando o que eu falei.
- Você realmente não enjoou de mim ainda? - brinquei com ele. 
- Eu enjoar? Fala sério Euphi! Não. Ainda não. Você acha que corri aqui feito louco, foi  por quem hein? 
- Por favor, me avise quando eu começar a enlouquecer os seus nervos. Eu não quero ser um incômodo.
- Para de falar besteiras garota! - irritou-se eu sorri para a sua surpresa.
- Adoro você irritado! - exclamei piscando o olho. 
- Ah, é? - indagou com a boca bem perto da mim dando me um puxão bem forte pelo quadril ficando colada no seu corpo. Ôh, Meu Pai! Não me enlouqueça! Não faça-me desejá-lo, mais do que eu já o desejo! E mais um beijo de pegar fogo. Ele tinha a "pegada" perfeita e era por isso que eu pirava! Minhas pernas começaram a tremer. 
- Agora eu tenho um guarda-costas. - brinquei com ele depois do beijo, mas ainda bem juntos.
- Não vai se acostumando, não. Eu não o suporto. Sempre que eu tiver algum motivo de enfiar a minha mão na cara dele eu o faço.
- Dessa fez ele me surpreendeu.
- Aquela era a verdadeira face dele... mas vamos mudar de assunto. Estou tendo um acesso de vômito se continuar a falar dele. 
- E você quer almoçar?
- Isso é um convite? - indagou brincando. 
- Quer me convidar? - devolvi.
- Hum... não. - zombou e sorriu tentando me irritar. - Tem um restaurante que não é muito caro. 
Fomos de mãos dadas. Eu não acreditei que ele parecia mesmo fazer tudo certinho para obter o que ele queria realmente. Por mim tanto faz. Aliás, até toparia, pois era isso que minha carne pedia só de ficar perto dele. 
Depois do almoço voltamos para a praça. Aquele sentimento de culpa ia cada vez mais embora conforme o tempo passava. Como acabamos de ficar algum tempo sentados, voltamos a ficar em pé na praça. Era tentador ficar com ele abraçado bem juntinho sentindo todo o seu corpo. E eu realmente não me importava. Se eu estava sendo oferecida... acho que não, por ter passado tanto tempo fugindo.
- Posso apagar esse incêndio? - indagou com a voz muito sensual no meu ouvido. Aquilo ficou muito ambíguo na minha cabeça e então não respondi totalmente:
- Depende do que você irá fazer. 
E novamente ele me beijou. Para mim não foi apagar o incêndio e sim acendê-lo mais ainda. Mas não era algo incontrolável. Havia reparado anteriormente que seus olhos estavam brilhantes... isso é a primeira prova que o cara está apaixonado. Quanto mais tempo eu passava com ele maior era o abismo dele com a minha amiga. Pensei em me afastar novamente, mas era tarde demais. Já há muito me envolvi e nem percebi. Quem eu queria enganar? Se minha amigas me criticassem ou me rotulassem eu não me importaria. Queria ver elas no meu lugar. Queria ver você fugindo de um cara, por mais que o desejasse e ele correndo atrás, aparecendo de repente. Dando-lhe encaixadas violentas, abraços esmagadores, beijos fogosos e sussurros de arrepiar no ouvido. É impossível resistir. Tentador demais. E os olhos! Seus olhos tinha uma cor que eu nunca vi antes. Cinza grafite o deixando mais perigosamente do que já era. Como um tigre se camuflando nos arbustos. Era assim que eu via Castiel. Um tigre abatedor de gazelas indefesas.
E quando a luz do sol batia neles se tornavam um cinza gelo que o deixava ainda mais feroz. E na sombra quase um castanho. 
- Seus olhos mudam de cor sabia? - indaguei enquanto o encarava.
- É? - indagou com um sorriso prazeroso no rosto.
- Por exemplo... agora parece um cinza mais claro como gelo. 
- Isso lhe assusta? 
- Claro que não. O deixa mais sedutor. - respondi fazendo uma voz sedutora e ele corou na hora. - E também são um pouco puxados no formato dos olhos de um felino. - continuei brincando ainda com ele tentado provocá-lo.
- Eu odeio felinos. - respondeu levemente ríspido. Acho que não entendeu que era um elogio. 
- E se for como um tigre?
- Ah! Tigre é algo mais interessante. Então você me acha parecido com um?
- Sim... parece. 
- E o que mais você gosta de mim? - todo homem pergunta isso, não sei porque. 
- Seu nariz lhe cai bem. Não é muito pequeno como de Nathaniel e nem grande como de Lysandre. E o seu queixo quadrado o deixa ainda mais com ar de sério. - passei os dedos entre as sobrancelhas para que desenrugasse a testa. Ele fechou os olhos enquanto eu fazia a minha massagem especial na testa, deslizando os dedos bem suavemente o fazendo relaxar. Até afrouxou os braços em volta da minha cintura.
- Cara... isso é bom... - disse com a voz meio em êxtase.
- Shhii. - fiz para ele ficar quieto enquanto cariciava. Conseguir fazê-lo relaxar os músculo envolta das sobrancelhas e sua testa ficou incrivelmente lisa sem nenhuma marca. Seu rosto ficou meigo da mesma forma que já o vi corado. E continuei descendo para as bochechas e o nariz. Seu corpo quase inclinando para trás adormecendo o fez despertar violentamente e pediu:
- Espere um pouco. - andando de ré e puxando-me do mesmo jeito até um banco. - Quero deitar no seu colo para continuar a fazer isso. - acabei corando. 
- Só não vale dormir. - brinquei com ele.
- Não... não vou dormir. 
Sentei e ele deitou no banco com a cabeça no meu colo. Voltei a deslizar meus dedos em sua face. Passava pela suas bochechas em direção ao nariz. Depois em volta dos lábios. Contornei-o com o dedo indicador o fazendo abrir levemente a boca com uma respiração ofegante. Então dei um selinho ao contrário e ele sorriu dizendo:
- Ah... agora está ficando bom! 
Seus lábios eram um pouco mais volumosos do que os de Nathaniel, mas menos do que os de Jade, porém sua boca era maior. Se não fosse o queixo quadadro ele ficaria estranho. Beijei-o delicadamente de novo. Voltei a ficar com o corpo ereto e a despentear seus cabelos com os dedos. 
- Hum... isso também é bom. - comentou com a voz levemente sonolenta. Percebi que a raiz negra dos seus cabelos já estavam crescendo. Então comentei:
- Gostaria de saber como é você de cabelos negros. 
- Faz muito tempo que eu os uso assim. Um dia posso lhe mostrar uma foto. - respondeu algo que eu não queria ouvir. Apenas deixei, plantando nele, se algum dia o mudaria para me agradar:
- Eu preferiria negros e mais curtos... mas quem sou eu para lhe obrigar a fazer alguma coisa. 
- Vou pensar no seu caso. - brincou alongando os braços para a minha surpresa. 
Será que ele irá tingir os cabelos de negros como eram antes? Vibrei por dentro o imaginando assim! Ah! Tudo de bom! Eu não suportava aquele cabelo dele vermelho brega. Só porque você é roqueiro não precisa ser brega, mas um roqueiro estiloso. 
Vi as Trix passaram do outro lado da rua. Não disse nada para o Castiel e graças a Deus elas não nos viram.  Tudo menos encarar a Ambre naquele momento love que estávamos tendo.
- E então...
- Então o quê?
- Quando vai me beijar de novo? Estou ansioso só esperando. - eu corei e me divertir com esse jeito dele.
- Hum... mas é malandro!
E fiz de novo. O beijei lentamente o enlouquecendo com isso segurou a minha cabeça empurrando para baixo para beijar pra valer. De repente eu comecei a rir e ele me soltou estranhando. 
- O que foi?
- E que seu lábio inferior molha meu nariz me afogando aqui! - ele gargalhou e sentou para nos beijar de forma correta, levando as mãos delicadamente no meu rosto. Logo voltou a deitar e colocar a cabeça no meu colo.
- Vamos! Massagem! - ordenou brincando e estalando os dedos. 
- Olha só! Como é folgado! - arranquei outro sorriso encantando dele. Então parei. Ele estrou abrindo os olhos olhando de cabeça para baixo num expressão confusa enquanto eu corava. 
- O que houve, Euphi? - indagou com a voz levemente preocupada. Meus olhos se enxeram d´água, porém não o suficiente para chorar e respondi com a voz de quem confessou o crime: 
- Acho que estou completamente apaixonada por você.   
              

PARA VER A LEGENDA DO VÍDEO PONHA EM TELA CHEIA E CLIQUE EM CC


  







  
    

{ 7 comentários... read them below or Comment }

  1. Lysandre não vai resistir as minhas armas e vai esquecer da lombriga loira rapidinho U.U

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  2. Sim! O vídeo é um aviso indireto para as leitoras menores de idade o que eu gostaria realmente de fazer com o Castiel! E num tô nem aí se for criticada.

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    1. ai,ai euphi vc e maluquinha,adorei fofa,so achei super estranho o nath se tornar um louco

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    2. kkkkkkkkk , eu queria entrar na historia kkkkkkkkk....

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  3. adorei o capitulo, o castiel é tão fofo .

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  4. eu ia ama ta na história! Será que existe um Castiel real por ai?

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Por favor não me cobrem quando irei postar.
E por favor respeitem as opiniões e não comentem coisas que podem ser construtivas, pois elas soam como critica.
Obs: Essa ideia é protegida pela lei 9610 de 19/02/1998, qualquer cópia ou rescrição da mesma como plágio, repete a punição conforme consta em lei.
Ou seja, eu sou a criadora, eu sou a única dona.

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