Popular Post

Posted by : Euphimea domingo, 15 de julho de 2012






Comecei a odiar a mim mesma movendo as pernas e sentando normal, pois estava um pouco torta para que ele ficasse confortável. Agora a cabeça  dele estava de lado e era assim que me olhava. Com as mãos fechadas cobri o rosto para esconder as minhas lágrimas que escorriam sem a minha vontade. Era um tormento em que eu estava vivendo. Veio um sentimento de egoismo. Estava cada vez mais caindo em um buraco sem fundo. Enquanto caia vi a luz diminuindo, mais e mais. Ele pegou minhas mãos e puxou contra a minha vontade, como fez doer meus pulsos acabei baixando.
- Para Castiel-kun ! - supliquei. - Não quero que me veja chorando. Se não você irá me achar uma chorona!
- Choramingar é completamente diferente de chorar. - respondeu sentando e me abraçando com força. Mesmo abraçada com ele a sensação da terra me tragando continuava. - Eu sei que sou irresistível mais não precisa chorar. - brincou tentando me animar mais sem efeito. Veio aquele sentimento de ficar longe dele e então o empurrei querendo me levantar, porém não deixou. - Ah não! - rosnou. - Isso já está dando no saco! Esqueça os seus problemas como eu esqueço dos meus quando estou contigo! - exclamou num desabafo que mais parecia uma ordem. Parei de me debater, pois ele me abraçou tão forte que começou a me machucar. De novo sedi. Com isso o abraço ficou mais carinhoso. Enquanto eu encostava a cabeça no seu ombro. Há pouco estava preocupada e agora relaxava.
- Deixa rolar Euphi. - aconcelhou-me ele. - Fica ai se torturando à toa. De alguma forma ele tinha razão. Tinha que deixar rolar, pois quando a Jenna começasse a namorar com ele eu não podia ficar me esfregando, não é? Fechei meu olhos contemplando aquele abraço e ele curtia também. No entanto meu corpo se arrepiou de prazer, sentindo seu cheiro.
- Nossa que cheiro bom. - elogiei sem pensar. Jade tinha cheiro semelhante a madeira, Nathaniel tinha um cheiro semelhante a um iorgute natural e Castiel... era de capim limão. Acho que é isso. E o perfume que usava era um que eu amava muito, Galbe do O Boticário. Eu não resisti e beijei o seu pescoço o agoniado, corando e dobrou a cabeça.
- Eu sou sensivel pra caramba aí, Euphi. -  hum... sabendo dos pontos fracos de Castiel. Que delícia! Acabei mordendo o lábio inferior fazendo cara de malandra e a resposta dele foi mais um beijo. Ele corou e colocou o cabelo atrás das orelhas.
- Eu não acredito! - exclamei boquiaberta e admirada. - Você tem um brico na orelha direita?
- Sim. Se você prestasse mais atenção em mim, perceberia.
- Sou muito cega mesmo com esse seu cabelão vermelho... - não derminei a frase. Apenas coloquei a pontinha da minha lingua para fora e fechando o olho direito. Ele sorriu com prazer.
E de repente começou a chover. O dia estava nublado, mas ainda aparecia o sol de vez em quando. Não imaginava que iria chover naquele momento. Levantamos  apressados para alguma marquise mais próxima. Castiel tirou a jagueta e jogou na minha cabeça de repente tampando minha visão. Eu levei os braços para frente tateando e parando.
- Ah! De repente ficou tudo escuro! - ele riu e puxou um pouco para trás.
- Você é doidinha Euphi.
- Foi por isso que você se apaixonou por mim.
- Hum... que convencida!
Nunca havia me divertido tanto com Castiel. Debaixo daquela armadura existia um rapaz, doce, gentil e engraçado. Semelhante ao Jacob Black. Nesse momento eu me arrepiei muito forte. Era algo que só quem tem intimidade descobre. Quanto mais ele confiava, mas se abria. Então não era atoa que eu não conseguia sair de perto dele. Claro, que as vezes ele me irritava. Que dava vontade de dar um murro na sua cara, mas é o seu jeito de se divertir. Se relacionar com ele era como estivesse vivendo um conto de fadas tipo  A Bela e A Fera. Não que ele fosse feio, mas sim rude, grosseiro e selvagem como a Fera. Com ele não podemos apenas vê-lo por fora, mas sim por dentro dele. Eu sempre tinha que arrumar um jeito de acalmá-lo. Já ouvi que pessoas machucadas, ferem quem está ao seu redor. São como rosas, lindas, porém precisamos tirar os espinhos para podermos nos aproximar. Mas não espere que ele seja um príncipe igual ao Nathaniel ou que tolerasse tudo como Jade.
E eu precisava controlar meu gênio forte para não bater de frente com ele. 
Debaixo da marquise, ele começou a falar sobre sua banda, seus amigos. E quem disse que eu ouvia? Meu ouvido é seletivo e então quando alguém começa a falar muito minha mente começa a divagar em pensamentos.
- Eu estou falando sozinho. - ele reclamou depois de contar uma longa história sobre o termino do namoro de Eliéser. - Parece que não se interessa por minha coisas! - fechou a cara numa furia. E eu para deixar desconcertado o beijei. Ele corou e ficou todo desmontado.
- Você sabe que eu sou aérea.
- Não... é que você se preocupa demais com as coisas.
- Olha um cachorro! - exclamei ao ver um lindo vira-lata semelhante a um labrador o ignorando totalmente. Assubiei estalando os dedos para ele me aproximando.  Era de porte médio.


Quando me viu ficou um pouco acuado com o rabo entre as pernas e senti Castiel atrás de mim.
- Vem cá neném. - chamei fazendo voz infantil, que os cachorros adoram, oferecendo as costas da minha mão para cheirar. Ele cheirou e deixou eu tocar seu corpo, pois nunca podemos levar a mão a cabeça de um cachorro que não conhecemos, pois ele pode pensar que é ameaça e atacar. - Ei garoto. - disse agaixada esfredando o pescoço dele que adorou. Castiel também ofereceu a mão e depois ficou abaixado do meu lado passando a mão no corpo dele. Seu pelo estava tão duro de sujeira indicando que realmente era um vira-lata e não um cão perdido. Castiel olhou para mim com um leve sorriso manso e apaixonado. Eu olhei para ele e comentei corando:
- O que foi?
- Eu não sabia que você gostava de cachorros.
- Eu amo! Cachorro é tudo de bom! - e com isso me beijou de novo. Eita! Que menino mais beijoqueiro! - Eu queria ficar com ele, mas no  apartamento não pode e também não tem espaço para ele.
- Eu posso dar abrigo para ele e assim é mais um motivo de você vir me ver.
- Esperto como sempre, não é Castiel?
Chantilly apenas observava até então. Como ela percebeu que eu estava deixando-me levar pelos meus sentimentos disse:
- Euphi-chan! Está se esquecendo do Jade? Esquece o Castiel, por favor!
Eu não poderia respondê-la e de novo a ignorei seguindo com Castiel e o cão para a casa dele depois que a chuva estiou. Não era tão longe e logo chegamos. A casa era enorme, com grades cinza bem escuro. Era de dois andares. Como um menino morava em uma casa enorme como aquela sozinho? Será que era tudo bagunçado.
- Ah, não. - reclamou ele enquanto eu achei que estava me respondendo. Na verdade o seu desespero foi ao ver um Ford Fusion preto estacionado na garagem.
- O que foi? - indaguei preocupada.
- Meus pais chegaram de viagem. - respondeu aborrecido.
- E isso não é bom?
- Se esqueceu que eles estão se divorciando?! - resmungou ferozmente. Abriu o portão. Então seu cachorro Dragon veio o receber pulando em cima dele para lamber-lhe o rosto. Aquele animal em pé era do tamanho dele. Castiel o afagou rapidamente:- Calma, garoto.
O vira-lata recuou com medo, pois aquele era o território de Dragon. Castiel o pegou pela coleira e prendeu-o na casinha de cimento no fundo do quintal.Chamou-me para entrar e abriu a porta.
Sua sala de estar era enorme e tudo em ordem para minha surpresa. Havia uma varanda  com mesa de madeira e dava para o piscina que vi na frente da casa. Os sofás eram de couro preto um de dois lugares e um de três com almofadas vermelhas. Havia uma mesa de centro de  madeira escura com um tabuleiro de xadrez e revistas sobre. Um tapete caqui em baixo na mesa e o piso era tábua corrida. Haviam dois pufes cinza grafite. Uma estante baixa de madeira com livros e dvd ou blue ray presa a uma placa enorme também de madeira onde uma televisão de plasma de 34 ao centro. Seis quadros na parede branca e no canto plantas. A mesa de jantar ficava mais ao fundo, retangular e com seis lugares. Uma escada há esquerda um pouco escondida.
Mal entrei e já pude ouvi uma discussão entre os pais dele. Eles discutiam sobre os negócios que não iam bem. Ela o acusava e ele para se defender feria os sentimentos dela:
- Eu falei para você que investir nesse projeto não iria dar o retorno bom!
- Eu não preciso dos seus conselhos! Você não ajuda em nada!
E continuaram uma acusando o outro. Aquilo estava totalmente errado. Castiel olhou para mim furioso, mas bem lá no fundo de seus olhos haviam tristeza. Entramos com o vira-lata e ele falou que era só passar que nem seriamos percebidos, porém sua mãe notou:
- Castiel meu filho! Quantas vezes eu tenho que lhe dizer para manter aquele cachorro trancado quando chegarmos?!
- Desculpe... nem sabia que vocês viriam hoje.
- Então se esqueceu! - continuou ela.
Sua mãe tinha os cabelos negros,  grandes olhos verdes, talvez 1.75m de altura, uns 30 anos, esbelta e vestia um terninho feminino preto a deixando bem elegante. O pai dele tinha os cabelos castanhos avermelhados com alguns fios brancos, olhos levemente puxados e azuis, pele branca e rosada como do Castiel, era também bem alto de 1.87m, lembrando um galã de filme americano, uns 35 a 40 anos de idade talvez. E a discussão continuou:
- Castiel o que é isso? Outro cachorro! Já não basta esse monstro...
- Não o chame assim, mãe! - rosnou. - Ele é meu melhor amigo! É o único que me dá atenção nessa casa!
- Chega de cachorros Castiel! - ordenou o pai.
- Pai, esse cachorro não é meu! - gritou para ser ouvido. - É da minha amiga Euphimea do colégio! - tentou me apresentar enquanto eu e o Lupie, já colocando o nome no cão, ficamos parados perto da porta. Quando eles me viram senti um clima desagradável de sem graça. O que eu podia esperar de alguém discutindo? A mãe dele olhou-me de cima a baixo e abriu um sorriso que quase rasgou-lhe o rosto de tanto que sorriu:
- Ah! Até que enfim você tomou jeito. Trouxe uma moça direita, não aquelas coisas estranhas que você costuma a namorar.
- Prazer em conhecê-la. - cumprimentou o pai
- Ah, prazer querida. - falou ela e eu curvei-me para ambos.
- Prazer em conhecê-los.
- Como é educada! - exclamou a mãe elogiando-me.
- Vamos Euphi-kun! - resmungou pegando-me pela mão e puxando-me para o quarto subindo a escada. Lupie veio atrás de mim e a mãe dele disse:
- Castiel! O que eu falei dos cachorros?!
- Blá... não enche mãe! - foi a resposta dele os ignorando.
- Se for fazer algo use preservativo. - orientou o pai tranquilamente, pois pensou que já namorávamos a muito tempo. Ambos ficamos muito vermelhos. Eu não sabia onde enfiar a minha cara. Meu Deus! Cobri o rosto com a mão livre e entrei no quarto dele.
Seu quarto tinha as paredes cinzas, com posteres de suas bandas favoritas. Atrás da porta era daquela caveira horrorosa do Iron Maiden. Várias prateleiras nas paredes com revistas de bandas, carros e motos, bonecos de filmes de terror. Ele tinha um Chuck de tamanho real, credo! Até me arrepiei. Caveiras, haviam caveiras para todos os lados. Sua guitarra não estava lá, deveria ter deixado na escola para vir atrás de mim, mas tinha um violão em um suporte perto da mesa do computador. Tinha um banheiro próprio e um saco de areia com a foto de Nathaniel na altura de seus olhos, ao lado do guarda-roupas embutido na parede.
Haviam marcas escuras na parede e levemente descascada, mais no alto um gancho que fiquei me perguntando para que servia. A minha resposta foi ele ter soltado minha mão, colocou a corrente no gancho para prender o saco de areia que balançaria se fosse socado. Então socou-o furiosamente. Até me assustei, parecia que ele batia em alguém. Lupie ficou com tanto medo quanto eu se escondendo atrás de mim. Marshmallow pedia para ele parar, mas em vão, pois Castiel não tinha o dom de ouvi as fadas. Peguei a sua jaqueta que estava no meu braço dobrada e coloquei no encosto da cadeira do computador.
Ele enlouqueceu por causa dos pais e com isso descontou a raiva no saco de areia. A corrente fazia tanto barulho que eu pensei que iria arrebentar.
- Castiel... - chamei.
- Que é! - exclamou rosnando e olhando-me furioso fazendo-me recuar. Seus globos brancos estavam vermelhos indicando que ele prendia o choro e que sentia muita raiva. Então seu corpo começou a tremer de ódio. Isso já aconteceu comigo. Se for reprimido a corpo põe-se a tremer. O abracei por trás enquanto espancava o saco de areia.
- Eu estou aqui, Castiel-kun... - disse docemente. Ele parou ofegante. Sai e peguei em sua mão que estava vermelha e queimada pelo atrito do plástico vermelho do saco. - Vem.- chamei o puxando indo em direção a cama dele sentando: - Pode deitar no meu colo, Castiel-kun. - deitou de lado na cama e encostou a cabeça no meu colo pondo-se a chorar copiosamente, soluçando e vermelho. Era um choro doloroso. Eu passava os dedos em seus cabelos para ele se acalmar. Dobrou as pernas em posição fetal chamando-me a atenção. Ôh, não! Eu li que pessoas que foram rejeitadas no ventre materno dormem em posição fetal, que é de lado com as pernas encolhidas. Com isso acabei chorando e minhas lágrimas pingavam e sua face. Encostei a cabeça no seu braço e pegou-me minha mão esquerda entrelaçando entre os seus dedos segurando fortemente. Lupie sendo em direção a cabeça dele e deu um gruído indagando porque dele está chorando.
- Valeu garoto. - disse com um sorriso e passando a outra mão em sua cabeça.
Quanto mais o via sofrer, mais apaixonada por ele eu ficava. Parecia uma criança precisando de proteção. Eu ainda não sabia o que fazer naquele momento. Castiel chorar com tanta dor que meu coração ficava cada vez mais apertado. Então resolvi acalmá-lo. Limpei as suas lágrimas com a outra mão e beijava a sua face. Senti o gosto levemente salgado de suas lágrimas. Mas logo elas rolavam e sua face vermelha lagosta. Então beijei suas lágrimas que caiam.
- Obrigado Euphi... -agradeceu se acalmando. Levantou, sentou sobre os calcanhares e abraçou a minha barriga fazendo-me corar. O abracei de volta e ficamos assim por algum tempo. Pensei se a Jenna aguentaria essa barra com ele, como eu estava aguentando. Acredito que sim, pois ela sempre separa a briga de seus irmãos e defende quem está certo. E de repente agarrou a minha cabeça jogando-me para trás deitada na cama ao mesmo tempo que me beijava ficando sobre mim. Meu coração foi a mil por hora. Minhas mãos caíram sobre o colchão e as suas entrelaçaram nelas. Eu fiquei com medo do que ele iria fazer.  Realmente acreditei que iria fazer exatamente o que o pai dele havia dito, mas depois que parou de me beijar abraçou-me como Jade fez no primeiro encontro, encostando a cabeça em meus seios.
- Eu te amo, Euphi... - sussurrou ele fazendo-me corar. O quê! Eu não acreditei. Não, não pode ser... Não sou eu quem você deve amar criatura! Será que eu estava tentando me jogar para dentro de uma sepultura? Eu virei masoquista - desenvolvi um gosto pela tortura? Torturar a mim mesma. Por que você não foi embora depois da briga dele com Nathaniel? Inventava alguma desculpa... ah é mesmos seus tentáculos foram mais rápidos do que eu. Não sei se ele estava esperando alguma resposta e continuei calada, mas para o meu desespero ele perguntou: - E você Euphi... não vai dizer nada? 
Pronto. Não sabia se dizia sim ou se dizia não ou ficava calada ou me justificava. O jeito é concordar.
- Eu também... Castiel... eu também. - falei suspirando sem muita vontade de falar. 
- Hum... - disse se levantando e olhando-me nos olhos. - Isso não pareceu ser sincero. 
- Você sabe da minha... 
- Lá vem ela com suas ladainhas. - disse olhando para o lado. - Você gosta tanto assim da sua amiga?
- Claro! Ela foi a primeira amiga que tive ao chegar nesse fim de mundo. - ele fechou a cara e saiu de cima de mim abrindo a porta.
- Onde você vai? 
- Vou pegar um pouco de comida para o cachorro, oras! - respondeu irritado. É claro que ele odiou a minha resposta. O que eu poderia fazer naquela situação? Eu amava o Jade e Castiel era uma atração carnal violenta. Não somente isso, mas realmente me apaixonei por ele. Agora, amar? Será que eu o amava? E o sentimento que eu tenho pelo Jade é o que então? 
- Ai, Lupie o que que eu faço? - ele olhou-me com aqueles grandes olhos negros e encostou a cabeça nas minhas pernas dizendo não sei. 
As palavras corriam na minha cabeça, sem som, como se eu estivesse lendo elas ao invés de ouvi-las. Então como uma alucinação Jade apareceu de repente no meio do quarto com aquele seu sorriso de está tudo bem, eu levantei-me abruptamente e o abracei, mas minhas mãos pegaram o nada. Virei-me ferozmente achando ser obra de Chantilly e perguntei:
- Isso é coisa sua Chantilly? 
- O quê? Eu não fiz nada! 
- Eu acabei de ver a imagem do Jade.
- Sério?! - indagou ela com os olhos brilhantes. - Que bom, você ainda o ama! 
- Você só está feliz por causa do Cream. - brinquei com ela um pouco raivosa e a peguei com a mão. Ela se defendeu: 
- É claro! Pelo menos eu fiz a minha escolha.
- Está insinuando o quê? Que eu sou uma indecisa!
- Exatamente.- falou cruzando os braços.
- Sabe o que eu deveria fazer contigo... - virei ela de cabeça para baixo e a sacudir, mas muito pouco. Isso foi o suficiente para deixá-la tonta e zangada bagunçou a minha franja. Nesse exato momento Castiel chegou com um comedouro e um bebedouro em cada mão.
Sua expressão era de espanto. E eu olhei para trás para saber para onde estava olhando. Largou os potes no chão e Lupie correu para abocanhar a ração. Continuou-me olhando estanho e eu soltei a Chantilly escondendo a mão para trás. 
- C-como você fez isso, Euphi? 
- Isso o quê? - indaguei confusa.
- Seu cabelo moveu sozinho. Eu vi! - ih! Como eu vou explicar para ele que era uma fada. 
- Não é nada não...
- Não enrola Euphi. - falou fechando a cara. Então comecei explicar e preocupada. Agora que ele vai achar que eu sou maluca mesmo. Quando disse que ele também tinha uma, perguntou-me onde estava e eu falei do lado de sua cabeça e então...
- Ah! - exclamou assustado e tentando esmagar a sua fada dando palmas no ar da mesma forma que mata um mosquito. 
- Socorro Euphi-chan! - choramingou Marshmallow voando para trás da minha cabeça. Castiel avançou e eu segurei as suas mãos. 
- Não o machuque Castiel! - protestei. 
- É claro que eu vou esmagar esse mosquito, ainda mais que é a cara do babaca do Nathaniel. 
- Se você fizer isso nunca mais falo contigo! - rosnei para ele defendendo o silfo.
- Está defendendo o riquinho é?
- Não. Estou defendendo o Marshmallow. 
- Esse é o nome dessa coisa? 
- Sim! Foi o Jade-senpai quem deu. - respondi com o rosto feliz só de lembrar dele.
- Tinha que ser coisa daquele jardineiro verde! - exclamou levantando e andando de um lado para o outro aborrecido. Já que ele estava assim foi minha deixa para dizer que eu precisava ir.
- Vou nessa. - falei colocando a bolsa no ombro e indo em direção a porta, mas ele avançou com seus braços cumpridos e fechou-a apenas se apoiando. Marshmallow coitado, ficou escondido debaixo do meu cabelo, pois senti suas mãos na minha nuca. 
- Eu não quero que você vá embora agora. - ordenou mordendo o polegar. 
- Virei a sua prisioneira? - indaguei um pouco nervosa e ele entendeu que era brincadeira me abraçando pela cintura com seus tentáculos pegajosos. Eu joguei meus braços ao redor dele instintivamente, os envolvendo também na cintura e colocando meu rosto no seu peito. Ele era tão grande, que eu me sentia como uma criança abraçando um adulto.
- Ôh, Castiel, vai ficar tudo bem! - eu prometi. - Se isso piorar você pode ir morar com Lysandre e Leigh. - já estava sabendo que ambos eram irmãos. Não fique assustado, nós vamos pensar em alguma coisa!     
- Até que não é uma má ideia! - exclamou com os olhos brilhantes. - Já que eu não recebo atenção nessa casa.- a voz dele estava mais rouca do que o normal. Sua face continuava vermelha e volta e meia olhava para Chantilly. 
- Essa é Chantilly minha fada. - apresentei olhando para ela. 
- É bonitinha para o seu tamanho. - falou com a voz debochada. Chantilly virou a cara empinando o nariz e cruzou os braços.
Nós ficamos daquele jeito por um momento, e isso não me incomodou; na verdade fez meu coração acelerar de novo. Será que estou amando-o? 

- Se é assim que você vai reagir, eu vou enlouquecer mais vezes. - A voz dele estava leve, normal de novo, e o sorriso dele estrondou nos meus ouvidos. Os dedos dele tocaram meus cabelos, leves e tentadores. Então estava tudo bem com ele, afinal. 
- Já que está tudo bem não tenho mais utilidade  aqui. - falei e também não foi de brincadeira. Eu tinha que ir embora antes que as coisas ficassem mais profundas. 
- Tchu, tchu. - negou com aquele barulho de biquinho. - Você é minha prisioneira não pode sair. - disse brincando e eu já fiquei nervosa e preocupada. Afinal estávamos no quarto dele e temia se ele tentasse alguma coisa. E a minha cara deve ter dito para ele alguma coisa, pois falou com um sorriso malandro: - Euphi... não vou fazer nada. Você é menina direita, quero que se guarde pra mim. - eu corei. Como  pode falar de minha virgindade assim, tão naturalmente! Por outro lado fiquei aliviada, não que eu não quisesse. Sua parte física me atraia muito, ainda mais seu tanquinho quando vi jogar bola. A única coisa realmente que me impedia era a situação em que eu me encontrava.
Lupie nos olhou de uma forma que me incomodou tirando minha atenção para ele e para quebra aquele clima vergonhoso indaguei:
- Vamos dar um banho nele?
- Boa ideia. Ele está precisando mesmo. - respondeu me soltando para o meu alivio e abriu a porta do banheiro. Entrou, ligou o chuveiro e ao ouvir o som de água, Lupie se mandou e escondendo-se debaixo da mesa do computador. 
- Vem Lupie! - exclamei o puxando com força. 
- Lupie? - indagou Castiel torcendo o nariz. - Não tinha um nome melhor não? - indagou o pegando com facilidade e entrando no banheiro. O segui já dobrando a calça até os joelhos.
- E o que você sugere?
- Demon! - exclamou sorrindo. (Esse é o nome do cão dele na versão francesa.) Para não discordar propus: - Vamos cada um chamar pelo nome que escolheu e ver qual ele responde. 
- Tudo bem. - falou sentado na tampa da privada dobrando também suas calças e tirando os sapados. Olhou para minhas pernas e comentou: - Que canela fina você tem.
- E você é muito branco e rosa. - devolvi na mesma moeda tirando os sapatos. Ele fechou a cara não gostando muito e olhou para os meus pés.
- Ah... mas seus pés são lindinhos. Parece de princesinha. Calça quanto?
- 36, pezinho de anjo. - brinquei com ele.
- É. O meu é 44. - minha nossa! E então comecei a pensar besteira com um sorriso bobo na cara e corando. Ele corou de volta já imaginado no que pensei. - É, isso mesmo que você está pensando. - concordou com um sorrisinho maroto no rosto.
- Não estou pensando nada. - neguei mais vermelha ainda e me abaixando segurando Lupie que queria fugir. Castiel se abaixou e começamos a ensaboá-lo e nos divertindo, rindo quando ele se sacudia e espirrava água para todo lado nos molhando. Gastamos todos os cotonetes para limpar as orelhas dele saindo aquela cera marrom avermelhada nojenta que os cães têm. Esfregamos ele com a toalha o secando e Lupie se esfregava também para secar. Seus pelos estavam mais macios depois do banho. Castiel saiu e foi pegar uma escova própria voltando logo em seguida enquanto eu terminava de secá-lo com o secador. Lupie queria abocanhar o ar que saia e sacudia a cabeça agoniado com o som barulhento.
Mais algumas escovadas e ele estava limpo e cheiroso. Castiel começou a chama-lo pelo nome feio que ele escolheu e Lupie simplesmente deitou colocando a cabeça sobre as patas.
- Agora chama ele de Lupie. - disse eu.
- Lupie. - chamou só uma vez e na mesma hora o cachorro ficou de pé. - Seu danado escolheu um nome de menina mesmo. Lupie encostou a cabeça na sua barriga, pois Castiel estava sentado, com o rabo ventilador abanando de felicidade. 
- Parece que você ganhou um amigo. - falei sorrindo. 
- Está com fome? - indagou de repente.
- Estou. - respondi com um sorriso.
- Vou fazer um sanduíche pra nós. - e levantou saindo. Marshmallow apareceu e ficou triste pela reação de seu dono. 
- Acho que ele não vai gostar de mim. - comentou com sua voz fofa.
- Não se preocupe, ele acabará se acostumando contigo.
- Isso se eu sobreviver aqui sozinho com ele.
- Ele parece mal, mas no fundo é um menino muito bom!
Esperei ele voltar e fiquei sentada no chão mesmo com Lupie do meu lado já dormindo de tão cansado que ele ficou de se debater no box. Então veio uma voz em minha mente, que não era minha e nem de Jade.
- Um dia você será minha... Euphi. - assustei-me pensando que tinha mais alguém no quarto. A voz, não era das fadas e sim... de Nathaniel. Aquele maldito ainda vive em meus pensamentos?! - Por que diz isso de mim? - indagou e eu estranhei. Como pode está falando comigo desse jeito? Telepatia? - É... digamos que sim. - respondeu novamente enquanto meus olhos perdiam-se em um poster do Guns and Roses na parede a minha frente. 
- Ei... Euphi? - chamou Castiel passando a mão na frente dos meus olhos fazendo-me voltar. - Estava longe. Pensando em mim? 
- É claro... que não. - brinquei com ele que não gostou muito. 
- Seu lanche está na mesa do computador. - levantei-me e peguei o sanduíche de queijo e presunto que ele havia feito. - Está com o Castiel-kun, não está? - a voz em minha mente indagou de novo. Eu tentei ignorar em vão: - Não estou com ciúmes... aproveite enquanto puder. - continuou e eu sentei na cadeira do computador quase caindo no chão por ela ter rodinhas e movendo-se. - Você deve está se perguntando como eu consigo me comunicar com você. Fechei os olhos e vi a imagem de Nathaniel bem na minha frente. Seus olhos mel encaravam-me de perto e roubou-me um beijo. Que era tão real que quando os abro vejo o rosto de Castiel bem perto por ele está me beijando de fato. 
- Achei que estava triste. - comentou ele depois do beijo. Eu olhei pra ele, mas ainda estava fora de orbita, não entendendo muito bem o que ele dizia.  Nathaniel me chamava e eu inventei uma desculpa:
- Deixei minha coisas no colégio.
- A essa hora está fechado.
- Não tem problema eu passo pelo portão. - respondi mordendo o lanche.
- O que eu poderia esperá de uma tábua. - brincou. Eu não achei nenhum pouco engraçado. Quando olhei pela janela que me dei conta que já era de noite. Depois de comer avisei:
- Está tarde. Melhor eu ir.
- Eu... vou levá-la não quero que se perca ou algo de ruim aconteça. - disse corando e pegando na minha mão enquanto eu pegava minhas coisas. Calçamos nossos sapatos e saímos.                

   

     










{ 6 comentários... read them below or Comment }

  1. Castiel é tão fofinho *-* tadinho dele, seus pais são horríveis com ele T.T
    nathaniel ta me assustando >.<

    ResponderExcluir
  2. isso ai é um anime ? , to em duvida .. so sei que eu gostei do que eu li kkk , o .. dona me adc no msn pra vc me explicar ? é : chantylada@hotmail.com

    ResponderExcluir
  3. vocês estão tão proximos, podem até dar certo, e a Je parece q ta esquecendo dele, já nem liga para o q você faz com ele, assim o Nat fica longe!

    ResponderExcluir

Por favor não me cobrem quando irei postar.
E por favor respeitem as opiniões e não comentem coisas que podem ser construtivas, pois elas soam como critica.
Obs: Essa ideia é protegida pela lei 9610 de 19/02/1998, qualquer cópia ou rescrição da mesma como plágio, repete a punição conforme consta em lei.
Ou seja, eu sou a criadora, eu sou a única dona.

- Copyright © Amour Glacé - Date A Live - Powered by Blogger - Designed by Johanes Djogan -