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Posted by : Euphimea segunda-feira, 16 de julho de 2012


Aquela noite era de lua cheia. Era vermelha e bem redonda iluminava o céu igual aos filmes de terror. Paramos no colégio para poder pegar minhas coisas e indaguei se ele queria as dele.
- Pegue as chaves e abra o portão que eu mesmo irei pegar as coisas. - orientou-me. Da mesma forma que fiz das outras vezes, entrei no colégio.
Na sala de representantes, abri o armário e peguei a chave que até já sabia onde se encontra. Quando virei-me deparo com Dimitry olhando-me gentilmente.
- Ah! - gritei. - Que susto criatura! Você tem que parar de aparecer assim de repente. - pedi gentilmente para ele ao ver sua cara chorosa.
- Desculpe... Euphi. Eu e meus hábitos vampirescos.
- E então? Você não me disse quem é a sua escolhida da noite? - indaguei abrindo a porta.
- Não quero ninguém hoje.
- Não? Por quê? - espantei-me o chamando com a mão para me acompanhar.
- Porque acho que isso não está certo. E além do mais quero conhecer esse lado do portal.
- Ah, é? Então você quer ficar desse lado? - indaguei sorridente.
- Sim... do outro lado eu fico muito só, mesmo que eu tenha o Noir eu gostaria de ficar desse lado. - explicou com seu jeito melancólico de falar ao chegarmos no pátio.
- Quem é esse aí? - rosnou Castiel sacudindo a grade feito louco ao ver o Dimitry.
- Esse é o Dimitry-senpai, Castiel-kun. Fique calmo, sim. - pedi e quando abri o portão ele voou feito uma águia para um coelho e agarrou o Dimitry pela gola de sua roupa de época.
- É outro que quer alguma coisa com a minha garota? - indagou ferozmente e Dimitry apenas o encarou com seus olhos vermelho sangue. Castiel levou o punho para acerta-lhe o rosto e Dimitry com sua velocidade de vampiro se defendeu com apenas uma mão levando-a na direção onde Castiel iria acertá-lhe. Socou na palma de sua mão.
- Ai! - exclamou Castiel balançando a mão e soltando-o. - Parece que eu bati em uma parede de concreto!
- Desculpe. - pediu Dimitry. - Quebrou a sua mão? - Castiel movimentou o a mão em um abre e fecha várias vezes, respondendo: 
- Não... acho que não. - mas sua cara ainda era de dor.
- Está vendo? - provoquei. - Isso para você deixar de ser tão impulsivo.
- Está do lado de quem Euphi?! - rosnou com um olhar de fuzilamento. 
- Desculpe meu lindo, mas você tem que ser conter, né?!
- E quem é esse cara? Não parece ser do colégio.  - eu arregalei os meus olhos, pois não sabia se podia contar ou não, então perguntei ao Dimitry:
- Posso contar para ele?
- Pode, Euphi-chan. - respondeu meio frio.
- O quê! - exclamou Castiel furioso. - Você a chamou de chan! Retire o que disse se não...
- Se não você o quê? - Castiel lembrou do soco que acabara de dar na palma da mão dele e se conteve envergonhado. Ele sempre resolvia tudo na porrada, mas aquela situação era diferente. 
- Sabe guardar segredo Castiel?
- Sim, claro. Eu lá tenho cara de fofoqueiro? - eu fechei um olho afirmando que sim, mas ainda bem que ele não entendeu. 
- Sou um vampiro. - disse ele antes de mim.
- Vampiro? - indagando sem acreditar o olhando de cima a baixo. - Não sei não. Tudo bem que sua roupas são antigas, mas meu amigo Lysandre também usa roupas desse tipo vitoriano. Mas vir me dizer que  é um vampiro, aí já é demais. - zombou ele. Eu já imaginava que ele não acreditaria igual o lance da fada. Porém só acreditou porque viu meu cabelo mover sozinho. 
- Dimitry, faz algo vampiresco para ele ver. - pedi com um sorriso malandro no rosto. Dimitry desapareceu diante dos olhos dele e reapareceu atrás.
- C-como você fez isso? - gaguejou. - É um truque de ilusionismo? É mágico?
- Ih, Dimitry deixa pra lá. Se ele não quer acreditar não acredite. Mas voltando ao assunto de antes, você quer ficar desse lado não é mesmo?
- Sim. Onde eu poderia ficar Euphi-chan?
- Eu já falei para parar de chamar-la assim! - rosnou. 
- É ele quem você escolheu como namorado? - indagou Dimitry fazendo-me corar.
- Bem... você sabe da minha situação pelo meu sangue, então...  
- É bem complicado Euphi... você deveria ficar com quem ama realmente.
- Sim... eu sei. Mas eu não sei dos meus sentimentos.
- Ouça a voz do coração que dará tudo certo.  
- Será que dá para pararem de me ignorar e falar de coisas que eu não sei?! - gritou Castiel, pois ele olhava para mim quando eu falava e olhava pra Dimitry quando dizia algo. 
- Vamos Castiel. - falei o puxando apressada o segurando pelo braço, pois nosso objetivo ali era outro e não conhecer Dimitry. Em um piscar de olhos este já estava no corredor e Castiel ainda ficou na dúvida se ele era vampiro ou não. Achei que Lupie iria ficar com medo dele, mas não. Só um pouco desconfiado. Castiel entrou na sala para pegar a mochila enquanto eu abria o armário pegando as minhas coisas colocando na bolsa. Logo sai de lá rosnando:
- Grr... pegaram a minha mochila! Eu sempre a deixo na sala sobre a cadeira e agora ela não está!
- É mesmo? E quem deve ter pego? 
- O Lysandre é sempre esquecido, portanto tenho certeza que isso é obra daquele loiro azedo. 
- Antes de você acusá-lo já olhou dentro do seu armário? 
- Está defendendo-o Euphimea?
- Não estou. Eu só não gosto que fiquem julgando pessoas sem provas, só isso. - defendi-me.
- Acho bom mesmo. - e abriu o armário. Lá estava a mochila dele e com isso ficou corado.
- Viu? - provoquei. - Nathaniel-senpai deve ter a guardado para você mesmo depois daquela briga. 
- Vamos embora Euphi. - ordenou jogando a mochila nas costas e andando na frente.
- Já vai Euphi-chan? - indagou Dimitry tristemente para a fúria de Castiel que ficou parado de braços cruzados apenas olhando.
- Tenho que ir Dimitry. - respondi tocando no rosto dele e dando um beijo na sua bochecha gelada.
- O quê! - gritou Castiel, mas eu o ignorei. 
- Se quiser aparecer... sabe onde me encontrar. - terminei indiretamente o avisando que se estivesse se sentindo muito só poderia aparecer lá no quarto do apartamento. Fui andando e olhando-o para trás, Castiel pegou minha mão e saiu andando bufando enquanto me puxava para fora. Avisei-o que tinha que deixar a chave no lugar, mas ele não deixou dizendo que era melhor deixar o portão aberto e carregar a chave.
Levou-me para o apartamento, seu Gilson o porteiro que agora temos, porque os meninos subiam direto para o quarto das garotas e isso era perigoso, deixou ele subir por 10 minutos se não avisaria a diretora. Castiel perguntou quantas meninas tinham no prédio o distraindo para que eu passasse com o Lupie e ficasse comigo só aquela noite. Gilson disse que essa informação teria que verificar no caderno e levaria muito tempo. Quando Castiel viu que eu já estava com o cão dentro do elevador se despediu do Gilson dizendo para deixar pra lá. Ele não entendeu nada coitado. 
Dentro do elevador, Castiel aproveitou para tirar umas casquinhas minhas me agarrando e beijando mais uma vez. Logo chegamos e saímos com o Lupie nos seguindo. Parei na porta procurando a chave que não encontrei em lugar nenhum e ao ouvir minha voz, Jenna abriu-a de repente.
Ao ver Castiel parado do meu lado, ficou vermelha apitando feito bule no mesmo instante. 
- O-oi. - gaguejou ela.
- Oi. - respondeu ele seco e fechando a cara. 
- Obrigada por me trazer até aqui Castiel-kun. - agradeci já me despedindo. 
- De nada, gata. - agradeceu beijando-me o rosto. - Até amanhã no colégio.
- Até. - despedi e ele virou-se saindo.  
Jenna ficou muda, parecia que foi desligada da tomada. Acho que foi o susto que ela levou. Entrei e vi as meninas com os olhos compridos para nós. Lupie já entrou abanando o rabo e cheirando tudo. Algumas gritaram do susto que levaram. E percebi que em cima da mesa tinha comida. Lupie colocou as patas na cadeira e ficou cheirando a mesa querendo subir e abocanhar qualquer coisa. Briguei com ele que com o rabo entre as pernas foi se esconder debaixo da cama. Kelly foi a primeira a perguntar:
- Você estava até agora com o Castiel? Mas, nós vimos você saindo com o Nathaniel!
- Ih, vocês nem sabem o que aconteceu.
- E é por isso que você irá nos contar com todos os detalhes. - ordenou Linda.
Então comecei a contar desde o momento que Nathaniel me levou para fora do colégio arrastando-me até o momento em que Castiel me deixou no apartamento. Vi cara de riso, outra de critica e outras de surpresa. Começou um comentário só assim que terminei:
- Até que enfim Castiel viu a fada dele. - comentou Jenna toda feliz.
- A parte do Dimitry foi a melhor, amiga, amei! - exclamou a Kelly. 
- Ele foi o único que Castiel não conseguiu bater! - riu Anny debochando. 
- Eu queria ter visto a cara dele quando viu a sua fada! - exclamou Carol. - Pelo menos agora você está sendo sincera consigo e com a Jenna. - eu fiquei branca. Não queria tocar nesse assunto por isso disse:
- Obrigada por me deixar mal. 
- Eu não disse de propósito. Se você gosta dele vai enfrente.
- Não. - disse indignada. - Essa foi a última vez. Amanhã vou começar a ser indiferente com ele, para ver ser me esquece.
- Acho que você deveria ficar com o Nathaniel e esquecê-lo. - comentou Aikka de repente. Mesmo sabendo que ela tinha uma queda por ele, mas no momento queria ficar sozinha, então não ligava muito. 
- Essa é a única forma de esquecê-lo. Quem sabe juntando ao Nathaniel, o Castiel com raiva de você irá reparar na Jenna. - opinou a Tati. Sim. Aquilo era verdade. Mas senti meu peito sufocar só de pensar em ficar longe de Castiel. No entanto tinha que fazer... para o bem de todo mundo. E ao mesmo tempo tinha medo de Nathaniel, pois ele tinha um lado um pouco sombrio. Então lembrei-me de duas coisas importantes:
- Mas hein! Dona Anny e dona Jenna não tem nada para me falar não? - indaguei fazendo voz de brincadeira. Anny colocou a ponta da língua para fora e fechou um olho fazendo cara de malandra e Jenna corou fumegando. As meninas se entre olharam, pois também não estavam sabendo de nada. Anny deixou a Jenna falar primeiro:
- Não sei o que aconteceu... estava no ginásio com a Aikka, guardando as bolas e do nada Castiel apareceu e me perguntou se eu sabia cantar e tocar violão. Eu disse que sabia muito pouco, mas tocava melhor um violoncelo e que realmente cantava. Ele achou estranho uma roqueira tocar esse tipo de instrumento e depois foi embora.
- Eu disse para ele que você sabia cantar e tocar violão. - confessei envergonhada de ainda saber bem pouco da minha amiga. - Agora você Anny. O que você falou para aquele "seduto" do Lysandre?
- Cheguei lá e perguntei o que ele estava fazendo. Ele respondeu que era uma nova música. Perguntei se poderia ouvi-la e ele cantou pra mim! Quase que morro! Eu disse que adorei a música e ele corou. Nem falou nada da taturana oxigenada nem nada! Então eu falei que precisava voltar para o clube e ele disse até mais. - fiquei de cara e feliz por ela. Mas nunca pensei que ele fosse tão lerdo. Só a Anny para gostar daquele espalhafatoso. Tudo nele é falso! (Não me bate Anny, é o que eu penso dele) 


Dia seguinte, Lupie nos acordou uma hora antes de ir para o colégio, pois estava apertado para ir no banheiro. E aqueles latidos poderiam chamar a atenção de todo mundo. Pedi ajuda a Jenna para distrair o porteiro enquanto saia com o Lupie e fomos andar pela cidade. 
- Preciso comprar coisas para ele. - comentei olhando para ele que agora parecia ser outro cachorro, estava mais alegre e elétrico correndo loucamente pela grama.
Entrei em um petshop que acabara de abrir e comprei um kilo de ração, vasilhas e uma coleira com guia, pois ele só iria ficar comigo um dia. Fomos tomar café da manhã em uma padaria ali perto "Palha Italiana", pois não podíamos voltar para o apartamento com o Lupie e sermos pegas. Ele não gostou muito de ficar de  coleira não. Volta e meia dava uns pinotes querendo escapar. Nossas fadas nos acompanhavam, mas elas não eram muito de falar. Apenas opinavam se fosse necessário. Jenna sempre puxava assunto com a fada dela, que sempre lhe dava alguns foras a deixando sem graça. Pois ela gostava do Marshmallow e queria a qualquer custo que Jenna ficasse com o Castiel.
Fomos para o colégio e coloquei o Lupie preso na grade do portão onde Castiel deixava o Dragon quando o trazia. Coloquei água e ração para ele, dando brinquedos e ossinhos para lhe distrair enquanto ia assistir as aulas. Ele não sabia com que brincar de tanta novidade.
Eu e Jenna fomos para o sala e no meio do corredor Nathaniel apareceu esbaforido abraçando-me bem forte. Fazendo-me lembrar daquele pensamentos horrorosos da noite passada. 
- Euphi-chan... por favor, preciso de sua ajuda. - pediu docemente, com a voz levemente em desespero, no meu ouvido esquerdo fazendo-me corar.
- O que foi Nathaniel-senpai? - indaguei preocupa.
- A chave do portão sumiu! A diretora disse que sou um irresponsável e se eu não achá-la perderei o cargo de auxiliar dos professores. 
- Ah... não se preocupe. - disse com a voz mais calma do mundo e vasculhando na minha mochila peguei a chave devolvendo para ele que ficou muito emocionado e me deu um selinho de agradecimento.
- Estava contigo? Mas como se eu tenho certeza de tê-la pendurado no armário?! 
- Bem... ontem voltei mais tarde na escola e a encontrei. - menti para ele. Acabou acreditando e abraçou-me todo feliz exclamando:
- E por isso que eu te amo minha linda! - corei na mesma hora. Nathaniel realmente é muito estranho. Mesmo depois de fazer aquilo tudo com ele ainda assim me trata super bem e ainda me ama!Ou ele é retardado. ¬¬ 
- Você entendeu isso Jê? 
- Eu não entendi nada. - expliquei para ela que respondeu: - É notável que ele te ama! Aí você namora com ele e deixa o Cast pra mim! 
- Há, há, há, muito engraçado! Como se fosse simples assim! - ironizei com ela.
Ao chegarmos no corredor, Castiel estava fazendo troça com Ken. Fiquei feliz por ele está melhor, mas aborrida pela aquela brincadeira de mal gosto. Castiel pegou os óculos de Ken e os levantavam bem alto para o coitado não conseguir pegar com os seus 1.60m. Lysandre não fazia nada, apenas ria se divertindo. Como eu já sofri muito bullying resolvi defendê-lo. Por trás de Castiel dei um pulo pegando os óculos e devolvendo-os para ele.
- Aqui está Ken-kun. 
- Ei, Euphi! Qual é, acabou com a brincadeira! 
- Não gosto desse tipo de coisa. - rosnei ferozmente para ele, na tentativa que me odiasse. Ken quando me viu deu-me aquele abraço pegajoso dele.
- Euphi-chan muito obrigado! 
- Então fique com o seu bocozinho que eu vou nessa. - falou irritado e saindo com o Lysandre passando batido por Jenna que estava corada. 
- Ok, ok, Ken-kun... agora chega! - exclamei o empurrando com nojo que seu nariz escorria. Ele tirou um lenço de pano e soou o nariz na nossa frente. Eca! 
- Quer casar comigo?! - indagou de repente. 
- O quê?! Você está maluco? Não exagere Ken-kun! 
- Não estou exagerando não. Estou falando a verdade. - insistiu ele corando. Era só o que me faltava naquela altura do campeonato!
- Nunca! 
- Nunca, diga nunca querida! (foi o que ele me respondeu no ep. 1 quando perguntou se eu queria dar uma volta com ele pela escola, é mole? O.O)
E corações melequentos salpicavam de sua cabeça e grudavam em mim melosamente. Entrei na sala fugindo e o carrapato veio atrás. Sentei na minha cadeira de costume e ele sentou do meu lado olhando-me com a sua cara de apaixonado:
- Quer me deixar em paz! - rosnei para ele.
- Admita Euphi-chan... que no fundo, no fundo, você me ama.
- Grr....! - gritei encostando a cabeça na mesa e cobrindo com os braços. 
Quase no final da aula a diretora chamou Nathaniel que saiu apressado para falar com ela. E logo vi uma coisa amarela passar rapidamente pelo corredor. O que foi aquilo? Jenna e eu ficamos na porta, pois havia um tumulto de muitas vozes. 
- De quem é esse cachorro?! - indagou a diretora furiosa. 
Eu não acreditei no que via. Lupie passara pelo corredor sujando tudo de terra, fez xixi em um dos armários e desapareceu. 
- É meu. - respondi de imediato esperando a nova punição.
- É nosso! - exclamou a Jê junto comigo. Olhei para ela confusa que sorriu. 
- Então as duas vão ficar aqui na hora do recreio e limpar toda essa bagunça, entenderam?
- Sim diretora! - respondemos ambas.
Como esse cachorro maluco fugiu da coleira? Logo a Ambre apareceu vermelha de ódio e gritando com sua voz esganiçada: 
- Esse maldito pulguento roubou meu casaco da Prada! - eu não acreditei no que ouvia. Corri para o pátio e vi Lupie chacoalhando o casaco branco de Ambre com a boca, colocando as patas sujas de terra e puxando para cima, rasgando-o. 
- Lupie! - gritei envergonhada enquanto Castiel gargalhava de se acabar. - Vem aqui! - ordenei e ele ao me ver, soltou o casaco e fugindo com o rabo entra as pernas jogando as orelhas para trás. Corri peguei o casaco e fui devolver para a Ambre. Estava lamentável, sujo, babado e rasgado. Entreguei para ela que o pegou com o polegar e o indicador fazendo cara de nojo o atirando no chão aos meus pés.
- Para que eu quero isso? O sarnento é seu pelo visto. Pode me pagando. São $ 750 dolares.
- O quê! - exclamei chocada.- Um casaco por isso tudo? Você está maluca! 
- Ah! Não vai não? Então tá bom, queridinha. Vou pedir para os meus pais cobrarem dos seus pais esse dinheiro! - quando ela ia saindo Lupie pulou nela a empurrando fazendo-a cair no chão, sujando sua calça de terra. Depois pensou que era brincadeira e ficou pulando por cima dela para brincar enquanto gritava:
- Aaaahh! Tire esse monstro de perto de mim!- eu agarrei Lupie na sua pele solta do pescoço e fui prendê-lo novamente. Como ele fugiu da coleira? Quando chego no jardim do clube uma destruição total. Ele fez um monte de buraco e arrancou um monte de flores. Se Jade visse ficaria aborrecido. Eta, cachorro doido!
Castiel se aproximou rindo e querendo saber o que aconteceu. Eu fechei a cara, pois não achei nada engraçado. Lupie havia estragado o jardim e me deve U$ 750. Ele havia comido toda ração e virou a vasilha de água. Teve que pegar mais água e quando voltei Castiel estava abaixado prendendo-o:
- É... Lupie, você é demais! Você tem que apertar a coleira dele mesmo que o enfoque. - disse pra mim.
- Obrigada Castiel-kun. - agradeci. Ele sorriu e se aproximou inclinando o rosto e dizendo:
- Você sabe muito bem como me agradecer... - antes que me beijasse, virei a cara recebendo na bochecha. 
- Pô Euphi, colé?!- traduzindo "colé" significa qual é. Então me justifiquei colocando a mão no peito dele:
- Estamos no colégio... tá bom? 
- Hum... - fechou a cara mesmo assim. - Então tá bom. - concordou. 
Voltei para Jenna e iriamos perder nosso intervalo para limpar o corredor. Não entendi o porquê ela disse aquilo e indaguei:
- Por que também assumiu a culpa?
- Nunca fui punida nesse colégio e também você já limpou o corredor ontem. 
- Oh! Que amiga mais legal! - abracei ela com meu abraço esmagador. Ficamos aguardando Nathaniel nos entregar o material de limpeza, quando uma menina alta de cabelos e olhos azuis escuros veio na nossa direção. Jê ficou branca e achei que iria desmaiar. 
- Olá, irmãzinha! - cumprimentou ela para meu espanto. - Vim conferir os gatos da sua escola.
- N-nina! - gaguejou enchendo as bochechas. - Deixa de mentira, você veio porque a nossa tia lhe mandou aqui. Você deve ter aprontando uma!
- Até parece! - desconversou e ao ver o Castiel passar, mordeu o lábio inferior dizendo. - Esse é o ruivinho lindo que você disse? É bem mais sexy que eu imaginei. Se você não tomar jeito eu pego ele pra mim. - provocou ela deixando a irmã vermelha de vergonha e eu de ciúmes. Ele simplesmente virou e  abriu um sorriso seguindo para a sala de Lysandre. 
- E essa deve seu a Euphimea, muito prazer. - falou abrindo um sorriso para mim. - Ela não para de falar de você, estou até cansada de ouvir seu nome.
- Prazer Nina. - cumprimentei-a de volta. 
Nathaniel saiu aborrecido por eu me meter em confusões de novo. E dentro da sala vi Melody enfiada lá novamente. Agora quase todos os dias ela estava lá como visse representante do 2º ano. Entregou-me as coisas e alertou-me:
- Não esfregue o chão demais igual da outra vez, por favor. 
Então cada uma limpou a metade do corredor para acabar logo e não perder a aula. Jê preferiria ficar enfiada no ginásio ouvindo Castiel tocar do que ter aula, mas as folhas de faltas iriam lá para casa dela para ser assinadas pelos seus responsáveis. Também não gostou muito da Nina ter aparecido no colégio que já foi se enturmando com os meninos para a loucura das garotas. 
De repente Peggy apareceu e fazendo a seguinte pergunta:
- Boatos dizem que existe um vampiro nesse colégio. É verdade Euphimea-kun? - eu fiquei branca e furiosa para saber como ela ficou sabendo disso. Ou foi o Castiel ou as meninas. Depois fiquei sabendo que Kelly comentou sobre Dimitry com a Anny e Peggy que era da mesma sala ouviu algumas coisas e tentou tirar suas próprias conclusões.
- Não sei de nada não Peggy... vampiros não existem. - menti e ela fingiu que acreditou. 
Limpamos tudo a tempo de assistir as aulas. Minha próxima tarefa era replantar tudo no clube de jardinagem. Naquele dia Lupie foi para a casa de Lysandre, pois os pais de Castiel não o queriam lá, até eles viajarem de novo.  
O tempo estava passando muito mais rápido do que antes. Colégio, jardinagem e Nathaniel. Eu mudei o meu jeito com o Castiel que começou a se afastar de mim aos poucos para minha dor. E Jenna realizou seu desejo: eu não estava mais infeliz. É claro, eu não conseguia me enganar completamente. Quando eu pensava em Castiel, sempre dava um jeito em pensar no Nathaniel, mesmo que não sentisse nada por ele, o que eu tentava não fazer com muita frequência, eu não conseguia ignorar minhas razões pra me comportar daquele jeito. E Nina conhecendo Castiel melhor se pendurava no braço dele só para provocar a irmã. De longe ele me olhava e eu sempre virava o rosto.
Eu era como uma lua perdida - meu planeta havia sido destruído em algum desastre cataclástico, um cenário de filme desolador - que continuava, ainda assim, girando ao redor da órbita apertada do buraco vazio deixado pra trás, ignorando as leis da gravidade. Mas isso também significou que a voz na minha cabeça começou a desaparecer, até que eu não a ouvia mais. Silenciosamente, eu entrei em pânico. Eu me joguei na procura da clareira com uma intensidade levemente frenética. Eu torturei meu cérebro á procura de outras atividades producentes de adrenalina. 
Preocupada demais com os meus problemas que nem me dei conta que Ken saiu do colégio por causa de Ambre e foi morar no EUA com o pai que era militar e Anny conseguiu finalmente namorar o Lysandre depois de todos os seus esforços. Armin e Alex não eram mais pessoas em um pedestal e vinham conversar conosco na hora do intervalo. Eu não tinha noção dos dias que se passavam - não havia motivo, já que eu tentava viver no presente o máximo de tempo possível, sem que o passado desaparecesse, sem que o futuro
impedisse.  E novamente de tanto insistir, voltei a namorar Nathaniel que ficou muito feliz, para o desespero de Chantilly. Então Castiel esfriou comigo, mas os seus olhos continuavam o mesmo dizendo-me que ainda me amava. Começou a se aproximar mais da Jenna para sua felicidade, mas na tentativa de me fazer ficar com ciúmes. Eu ficava, porém procurava não demonstrar. 
Um dia as meninas trancaram os dois no armário das bolas de basquete, claro que Castiel ficou furioso e Jenna apavorada. Depois de algumas horas trancados, já tinha conversado de tudo, ele se aproximou dela e a beijou na tentativa de me esquecer. Ela saiu de lá vermelha feito um pimentão.
Vi, parada na porta do ginásio, ambos saírem do armário de mãos dadas. Jenna muito feliz e ele encarando-me e sai dali imediatamente em lágrimas. Nesse momento eu procurava loucamente Jade que em algum lugar estava ocupado e Nathaniel no meu pé para resolver as coisas dele. Depois daquele dia Jenna e Castiel começaram a namorar para o meu desespero. Todas as noites eu chorava no banho e sempre dizia para mim mesma em um mantra: - É assim que deve ser...é assim que deve ser.
Levamos Dimitry para um casarão abandonado no alto de uma penhasco e Tati, depois das aula ia com a irmã para vê-lo. Prefeririam ir de dia que era menos perigoso e ficavam esperando até ele acordar. 
Um dia em um ensaio da banda de Castiel, que agora Nicholas havia melhorado, mas se tornou tecladista, porque o pai de Nathaniel só iria lançar a banda se o seu filho participasse, Nina conheceu o lindo Eliéser e ficou super afim dele. Perturbava-me para falar mais dele e queria o seu telefone. 
Minha irmã, Elisa havia arrumado um emprego numa loja de chocolate e nem preciso dizer que ficava lotada de meninos encantados por ela. As vezes eu ia visitá-la para contar as novidades e sempre perguntava sobre Drake. Nunca mais vi Lupie, pois não queria ir na casa do Castiel. Não podia vê-lo agora que namorava.
 E assim os dias foram passando, mas não conseguia esquecer Castiel.   





   
             
    

{ 16 comentários... read them below or Comment }

  1. buaaaaaaaa buaaaaaa,porque porque euphi o cast e tão fofoooo

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  2. Oh,eu me sinto tão bem porque o Castiel finalmente gosta de mim,mas,não queria que você sofresse assim :/

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  3. aii,aii,galera mas o cast tem q ficar com a euphi ele e mt fofo

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  4. Nós sabemos que ele é gay Duda. Ou melhor dizendo Bi. Mas o meu Alex é hetero com H maiúsculo!

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  5. olha euphi,eu percebi q as foto suas(euphi)ao inves de ter olhos roxos estão verdes?

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  6. pera ai,euphi vc n posta a dois dias!!esse cap foi o ultimo? mas..mas buaaaaaaaaa

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  7. Peço desculpas, mas estou sem ideia para escrever. Comecei o ep. 20, mas não tenho ideia nenhuma!

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    1. e vdd,desculpa e q eu n vazia ideia d q vc estava tendo problemas.

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  8. gente me adc lá no amor doce o nome da minha docete é RafaellaMasen jejus ilumina a mente da euphi para ela ter muitas ideias ;))

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  9. Vamos Euphi tenho certeza que logo você vai criar o 20 capitulo ;D Por que você tem muita criatividade tô adorando ^^ ( Olha , não desista da novela hein ? ) O.O
    eu quero ver o capitúlo quando o Ken volta xD

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  10. Estou escrevendo alguma coisa, gente. Não fiquem me apressando não.U.U

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  11. ta muito bom Euphi, me add no Amor Doce, é InoAmorDoce!

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  12. http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=5kecjc3SUC8

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  13. adorei, mas não aguento o sofrimento dela.

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Por favor não me cobrem quando irei postar.
E por favor respeitem as opiniões e não comentem coisas que podem ser construtivas, pois elas soam como critica.
Obs: Essa ideia é protegida pela lei 9610 de 19/02/1998, qualquer cópia ou rescrição da mesma como plágio, repete a punição conforme consta em lei.
Ou seja, eu sou a criadora, eu sou a única dona.

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