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Posted by : Euphimea segunda-feira, 2 de julho de 2012



Eu e Jennaah chegamos à escola. Quando abri meu armário à surpresa. Um vaso de íris roxa estava dentro do meu armário com um cartãozinho em um envelope verde claro, já indicando de quem era.
- Que linda! – exclamou minha amiga de boca aberta. – Está melhor do que eu! De quem é?
- Vou lhe ajudar com o Castiel. – frisei.
- Já falei para não se preocupar com isso!
- Assim você consegue me fazer chorar! – choraminguei.
- Ler logo o cartão menina! – falou ela ansiosa. Abri o envelope e o cartão dizia assim com letras vermelhas e purpurinadas: “Para alguém especial como você!” (Hum! – fizemos juntas) “Quero lhe dizer que o céu não é tão iluminado quanto o seu sorriso”. Fiquei vermelha na hora. E então ele escreveu o seguinte no cartão com uma letra muito linda! “Querida Euphimea, a essa altura você já sabe quem é, né? Dei-lhe a flor de íris, porque o significado dela é amor. Não pudi ir a escola hoje e fico feliz de você poder ver a sua fada. Anseio em vê-la novamente. Está disponível hoje a noite? Beijos do Jade. Obs: meu número está no papelzinho dentro do envelope.”
- Menina! Você conquistou o Jade! – exclamou a Jennaah toda feliz. – Qual é a sua receita?
- Sei lá. Parece que quanto mais eu os evito, mais eles correm atrás. – respondi enfiando os dedos no envelope e puxando o papelzinho branco com o nome e telefone celular dele, cheio de coração desenhado. – Ah, que amor! – disse derretida. – Eu não vou ter coragem de ligar para ele mesmo já tendo uma certa intimidade.
- E agora, o que vai fazer? Ele está querendo sair contigo.
- Tenho um pouco de medo, ele é mais velho e não é do colégio. Ele quer algo sério comigo e eu estou evitando a palavra amor. E também não é contra o regulamento, sair com alguém que não é do colégio?
- Pois, é. Mas acho que ninguém vai ficar sabendo.
- Ele te ama. - respondeu Chantilly que me acompanhava. A fada da Jê, Candy, também a seguia. Eu fiquei corada e briguei com ela.
- Não fale coisas que me deixe embaraçada! 
- Mas é verdade ué. 
- Também acho.
- Até você Jê! - exclamei ficando vermelha como tomate. Eu percebi que estava morrendo de saudades dele, mas não dei o braço a torcer.  
 - Que felicidade toda é essa? – indagou Ambre aparecendo de repente para nos perturbar. Escondi o cartão na mesma hora, mas ela viu a flor no armário.
- Ganhou uma florzinha é? Do seu queridinho Ken?
- Não é da sua conta! – respondi batendo o armário, mas ela viu o cartão e puxou da minha mão quase o rasgando. Leu ele e começou a ri de deboche:
- Hum... Parece que o jardineiro da colégio gostou de você, aquele sem classe. Ter dinheiro não quer disse que é fino.
- E daí? – perguntei furiosa. – Deixa o garoto em paz!
- Dois rudes dão muito certo. Eu vou dizer para o Nathaniel que você irá sair com ele, com certeza ele vai tomar as providências.
- Vai então, não estou nem aí para o Nathaniel, ok? – e ela saiu com aquele cabelo loiro esvoaçando sendo seguida por Amore que estava triste.  
- Grr... que raiva que eu tenho dessa garota! Ter uma cunhada como ela é um tiro no pé! - Jê riu da minha comparação e fomos para a sala. Levei o presente e o coloquei no parapeito da janela. Logo Castiel chegou e seus olhos foram na direção da flor, com isso ele fechou a cara.
- B-bom dia. - gaguejamos.
- Bom dia. - respondeu secamente, passando por nós e sentando na última cadeira no fundo da sala sendo seguido pelo seu silfo que até então não via. Logo Nathaniel entrou acompanhado de Tiger, eu fiquei vermelha na mesma hora e para minha surpresa ele me ignorou colocando seu material na primeira carteira perto da porta, ou seja, do lado oposto. Não sei, mas senti o clima um pouco tenso. Virei-me para a Jê e falei:
- Vai falar com o Castiel, ele está sozinho.
- Nem morta! - exclamou ela ficando vermelha. - Ele vai perguntar o que eu fui fazer lá. É mais apropriado você ir.
- Mas você já saiu com ele! 
- Eu sei... mas... parece que ele está de mau humor hoje.
- Qual é o dia que ele não está? - indaguei me levantando.
- Você vai deixar passar essa oportunidade Jê-chan? - indagou Candy para ela. Jennaah sacudiu a cabeça negando e ficando muito vermelha, achei que ela iria ferver e apitar igual um buli de tão quente que ficou. Que menina mais tímida.
- Tudo bem... vou ver o que há com ele. - disse saindo.
-Boa sorte. - falou ela e eu fiz uma cara de que “exagero”. Castiel estava olhando para fora da janela viajando.
-Castiel, está tudo bem com você?
- Está, por que não haveria?! - indagou furioso já com 10 pedras na mão. “Grosso!”- pensei. Mesmo eu sendo a garota que ele gostava, ele estava arredio. Não se abreria comigo nem por um decreto!  
- Eu me preocupo com você, viu? - falei mesmo assim.Levantei-me e quando fui sair ele disse.
-De quem é a flor?
-É minha por quê? - respondi não entendendo a pergunta.
-Você é lerda, ou o quê? Quero saber quem lhe deu.
-Ah, sim. - sorri para ele ignorando o “lerda”, mas fiquei furiosa. E por causa disse falei com o maior ar de metida: - Foi o Jade que me deu. - Voltei para o meu lugar e Nathan estava escrevendo em um caderno dos representantes. Ele estava estranho, parecia aborrecido com alguma coisa. Sua franja loira caia no seu rosto escondendo seus olhos. A professora Muka, esqueceu de algo na sala dos professores e foi buscar. Aproveitei e fui falar com ele, pois estava me incomodando muito. A gente não se falava desde ontem no final das aulas.
-Bom dia Nathaniel-kun. - falei nervosa.
-Bom dia. - respondeu seco.
-Como estão as coisas? Muito trabalho?
-Sim. - percebi que ele não estava afim de responder e voltei para meu lugar ao ver a professora entrando na sala. Cochichei com Chantilly se ela saibia de alguma coisa, mas ela deu de ombros. 
- Pergunte para o Tiger. - pedi para ela. Esta saiu voando e se aproximou do Tiger. Logo voltou e falou no meu ouvido:
- É por causa de você.
- Por minha causa! - exclamei e a professora virou indagando:
- Está com algum problema Euphimea-kun?
- Não professora. - respondi sem graça e a sala inteira riu. 
Na hora do intervalo eu e Jê fomos lanchando debaixo da árvore. Ken faltou aula tudo indicando que ele realmente estava doente.  E eu estava muito preocupada.
- Não sei mais o que fazer com essa situação, Jê! Socorro!
- Não fique assim... eu sei que você vai achar um jeito.
- Ele ficou aborrecido comigo, foi o que o Tiger falou! Chatilly ele não disse o motivo?
- Não... só disse que ele ficou assim depois que a Ambre foi falar com ele.
- Grrr... aquela vaca! Como eu odeio aquela garota!
- Não odeie Euphi-chan! - repreendeu-me minha fada. - Se não vai atrair um goblin pra você.
- E o que eles fazem?
- Ele irá sugar a sua energia e a minha até me matar.
- Nossa! Não quero lhe perder Chantilly.
- E eu não quero que você fique azarada.
- Azarada? Os goblins fazem isso?
- Sim! Eles iram lhe seguir e fazer você se dar muito mal.
- Por isso que a fada da Ambre chora muito.
- Sim... e devemos ajudá-la.
- Você está louca! Eu nunca irei ajudar aquela garota! - Chantilly não quis insistir para não brigarmos.
Então vi Nathaniel aparecer no pátio e de repente um monte de meninas felizes se juntaram ao redor dele. Ele falava gentilmente com cada uma, mostrando que estava normal, ou seja , o problema era comigo mesmo!
-Ah lá Jê! Está sendo super gentil com as meninas!
-Pois é! Que coisa, não?
-Ai, eu não sei mais o que fazer! - lamentei-me suspirando enfiando o rosto nos joelhos.
-Amiga, não olhe agora, mas ele está olhando para cá.
-Sério? - indaguei levantando a cabeça virando para ela tentada em olhar. Passou alguns minutos e eu perguntei. - E então? Ainda está olhando?
- Olhando eu não diria, mas está vindo para cá!
- O quê! Aaaah! Preciso de um buraco para me esconder! - entrei em pânico, eu queria sumir dali. Fiquei olhando para o jardim da escola desejando que Jade estivesse ali para me salvar e então eu escuto Nathan me chamar com a voz fria.
- Euphimea-kun. Preciso falar contigo sozinho. - frisou o sozinho.
-Amiga, eu vou nessa... estarei na sala. - falou Jê se levantando e indo para o corredor acompanhada de Candy.  Fiquei olhando para ela até sumir e Nathan chamou a minha atenção:
-Olhe pra mim, sim? - virei o rosto e vi que seu rosto estava bem sério. Tive medo de ouvi algo que não iria gostar. Tentei ignorar a presença de Tiger, pois ele iria reclamar que não estava olhando para ele. - A Ambre falou comigo... - começou.
-Ah, sim! Claro! - cortei ele falando irônica, pois já sabia disso. 
-E... você não tem proibição de sair com quem quiser.
-Ótimo! - exclamei irônica de novo. - Era só isso?
-Era. - respondeu fechando os olhos e virando-se. Eu não entendi nada. Ele estava frio comigo. Indignada o chamei gritando, pois ele estava um pouco longe, ele parou e virou-se ainda bravo. Andei apressada para ele e perguntei diretamente:
-Fiz algo de errado para você? Ou você está fazendo alguma piada?
-Não. Não é piada, você não gosta delas não é mesmo? - respondeu irônico.
-Então, por que está diferente comigo hoje? Você me odeia? A sua irmã disse algo...
-Não. - cortou-me. - Não tem nada haver com a minha irmã, ok?
- Então você me odeia, só pode!
-Odiar... - respondeu secamente. - O problema não é lhe odiar... aliás, de onde você tirou isso? - perguntou troncando a pasta de braço. - Eu me declarei pra você, lembra?
- Está bravo porque eu não lhe dei uma resposta? Eu preciso lhe conhecer melhor...
- É por que você vai sair com "ele", tá leal!
- Ah, está com ciuminho. - disse com voz de brincadeira. Ele fechou a cara confirmando e eu coloquei a mão na boca escondendo o sorriso. Não falou mais nada saindo dali enfurecido e foi dar toda atenção para as meninas. Eu fiquei louca de ciúmes também! Mas feliz por ele está com ciúmes! Só de pensar isso eu fiquei corada. Corri para a sala e fui falar com a Jê ela ficou de cara!
- Que lindo! Está com ciúmes! Como eu queria que o Castiel-kun tivesse ciúmes de mim! Parece que ninguém me nota nessa colégio!
- É claro! Fica se escondendo! - exclamei.
- Eu vivo falando isso para ela. - concordou Candy sentando no seu ombro.
- E voltando o meu assunto  eu estou piraannndoooo! Uma hora eu quero o Jade e outra o Nathaniel, eu não consigo me decidir! 
-O que você vai fazer? Você não pode ficar com os dois.
-Vou sair com o Jade! - responde alegre. - Nathan foi bem claro dizendo que posso sair mesmo com ciúmes.
- Você vai trair o Nathaniel? - indagou ela.
- Claro que não! - exclamei chocada.  - Eu preciso conhecer ele melhor... depois saiu com o Nathaniel para saber quem eu escolho. Você não concorda Chantilly?
- Concordo! Mas eu prefiro mil vezes o Jade-chan! - exclamou corando e fazendo voz de apaixonada.
- Estou começando a achar que você está apaixonada é pelo Jade e não pelo Cream.
- Euphi-chan, por favor! - pediu ela envergonada. Nós rimos e Jenaah mudou de assunto: 
-Então conte-me tudo depois! - pediu alegremente.
-Claro. - respondi pegando o celular na bolsa e digitando uma mensagem. Não tinha coragem de ligar. Assim que enviei a SMS ele respondeu na mesma hora. Com certeza ele estava esperando a resposta com o celular grudado.
A mensagem dizia que ele iria me buscar no “apê” as 18hrs e eu respondi combinado. Eu e a Jê fomos almoçar no restaurante que tinha no nosso alojamento. Eu estava no mundo da lua lembrando do ciúme do Nathaniel e repetindo a imagem umas mil vezes. Então quem estava de fora podia ver a minha cara de boba!
- Olá meninas! - exclamou a Kelly acompanhada da Anny.
- Olá meninas! - cumprimentou Jê alegre, bem típico dela.
- Oi Euphi-chan. - disse Kelly. E eu nem ouvi viajando.
- Terra chamando Euphimea, Terra chamando Euphimea. - brincou Anny engrossando a voz.
- Hã? Ah! Olá meninas.
- Está no mundo da lua, não é cabecinha de vento? - indagou Anny brincando de novo. 
- Ai gente é que eu estou feliz que o Nat está com ciúmes, pois eu vou sair com o Jade.
- O quê?! - exclamoram ela supresas e felizes.
- E então se declarou para ele finalmente, Euphi? - indagou-me Anny.
- Ainda não.
- Não! Eu vou te matar garota! - exclamou ela furiosa com as duas mãos no meu pescoço.
- Calma Anny-chan! - pediu Mel a sua fada.
- Você é muito lerda sabia!
- Não me chama assim! - choraminguei. - Você é a segunda pessoa que me chama de lerda hoje.
- E quem foi a primeira? - perguntou Kelly curiosa apoiando o rosto nas duas mãos.
- Castiel-kun.
- Amiga, você pode das coisas! - brincou Anny deixando Jê com um pouco de ciúmes.
- No fim a Ambre me fez um favor.
- A Ambre! - exclamoram ambas.
-Shiii. - fiz com o dedo na boca. - As "Trix" estão ali. - disse ao ver Ambre e suas amigas, Charlotte e Li, rindo com um notebook rosa sobre a mesa. Kelly e Anny cairam na risada, pois nunca ouviram esse apelido.
-Elas parecem as trix mesmo, que bruxas! - concordou Kelly.  E o Nathan é tão fofinho!
- Pois é. Como eles podem ser tão diferentes?!- exclamei indignada.
Depois do almoço as meninas me chamaram para dar uma volta na cidade, mas eu estava com muito sono e subi para o quarto. Arrumei  minhas coisas que estava tudo bagunçado e fiquei um tempinho na janela repetindo na minha mente a frase de Nathaniel: - " É porque você vai sair com ele." Já não mais aguentando de sono fui dormir. Chantilly aproveitou para dormir também.
Não sei por quanto tempo dormi. Acordei sobressaltada quando meu celular tocou e atendi correndo meio aborrecida sem ver quem era:
- Alô!
-A-alô. Euphimea? É o Jade. - eu fiquei branca. Meu coração ia saltar pela boca.
- Oi Jade! - falei nervosa  com a voz tremida. - O que foi?
- Liguei para saber se gostou do presente. - indagou com a voz um pouco insegura.
-Gostei! Gostei muito! Obrigada, viu. - respondi tentando disfarça e de repente a imagem de Nat apareceu na minha mente. A imagem do nosso beijo no banquinho. Então uma repulsa pelo Jade me veio quando eu indaguei: - Está tudo bem com você, Jade-kun? - não sei como saiu a minha voz, porém estava um pouco diferente e  ele percebendo indagou: 
- Algo errado?
- Hã? Nada, não, por quê?
- Sua voz... está estranha. Não está normal. Aconteceu alguma coisa? Se você não quiser sair eu vou entender, viu?
- Sim... quero dizer... não! Espera aí. - dei uma pausa, pois estava tão nervosa com essa situação que eu não sabia o que responder para ele. Ouvi sua respiração ansiosa e insegura. Tadinho, ele devia está muito nervoso e com medo deu falar um não. Estava ancioso para me ver, eu queria vê-lo também, mas meu corpo dizia que não, que só Nathaniel tinha o direito de me tocar e tão respondi:
- Eu vou sair contigo, Jade-kun. Está bem? Não se preocupe!
- Que bom! - disse aliviado. Chantilly ainda dormia aquela dorminhoca! No momento que eu mais precisava dela.  
-Você vem me buscas as 18hrs certo?
- Sim, eu já estou chegando aí.
-O quê?! Que horas são agora?
- São 17:30hrs, por quê?
- Aaahhh! Meu Deus! Vou me arrumar, um beijo.
- Está bem... - e ai eu desliguei voando para o banheiro. Nunca fui tão rápida na vida! Eu dormir muito! Devia ter colocado o celular para tocar. Enquanto eu me culpava e me vestia meu vestido azul claro, Jê entrou no quarto acompanhada das meninas
- Oi meninas! - cumprimentei olhando rapidamente e abotoando a sandália de salto.
- Você ainda está aqui? - indagou Jê preocupada.
- Pois é, perdi a hora dormindo! E a Chantilly nem para me avisar.
- Aff, que coisa!  E o que ela está fazendo?
- Dormindo. - respondi e elas riram. Fui até ela que dormia dentro da gaveta do criado mudo: - Acorda Chantilly!
- Aaahhhh! - gritou ela assutada. - O que foi?! - indagou levantando voo. As meninas riram dela e
de repente bateram na porta, eu gelei, pois olhei no relógio e era 18hrs em ponto. Kelly abriu a porta e eu vi um enorme buquê de rosas pink, e um par de penas logo abaixo.
- Olá, Euphi-chan! - ouvi a voz alegre do Jade. As meninas fizeram um “hhhãããã!” e eu corei, pegando as rosas as arremessando na cama. As pétalas voaram para todos os lados e fechei a porta atrás de mim. Puxei o Jade pelo braço, roxa de vergonha!
- Deixei você sem graça? - indagou ele me olhando enquanto eu ia na frente o puxando com todas as minhas forças. - Não sabia que você estava com suas amigas.
- Tudo bem... vamos. - falei chamando o elevador.
- Olá Jade-chan! 
- Oi Chantilly-chan! - comprimentou com um sorriso.
- O-oi Cream-kun. - gaguejou ela corada.
- Oi... Chantilly-kun. - respondeu corando também.
A porta de um dos quartos abriu e vi as Trix saindo. Quando o elevador chegou eu empurrei Jade para dentro para que elas não me vissem, apertei o botão rapidamente e o encostei com força na parede. Assim vi o seu rosto corado. Ele estava bonito, com uma boina moderninha, uma blusa de botão preta com a primeira casa aberta, calça jeans escura apertada.  Ao vê-lo melhor meu coração disparou e ele ficou me olhando com uma cara de confuso. Ainda não havia reparado em seus  longos sílios que eram de um verde mais claro que o cabelo. 
O elevador parou indicado que chegamos, ele não disse nada até a gente está na calçada. Eu andava na frente, dessa vez soltei ele. Eu estava muito nervosa a ponto de tremer. Por que que aquilo estava acontecendo? Por que imagens de Nathaniel vinha a minha mente? Por que me sentia culpada de ter saído com Jade? Ele segurou a minha mão me fazendo parar e eu virei-me.
- O que houve? Você está esquisita desde quando falamos pelo telefone. Está se sentindo obrigada a sair comigo?
- Claro que não, Jade! Imagina! De onde você tirou essa ideia? Amei sua flor íris, suas rosas e vamos sair sem problemas...
- Você não está sendo sincera comigo. - falou me cortando, sério e chateado. Eu abaixei a cabeça, calada e tentando me acalmar. Onde estava Chantilly quando mais eu precisava dela? Sumiu com Cream! Será que ela foi ter seu encontro também? Eu era transparente demais. Jade se aproximou e me abraçou fazendo me desabar.
- Desculpe Jade, estou estragando sua noite. - falei soluçando. A essa altura minha maquiagem tinha ido embora.
- Você deveria ter falado que não estava bem. - disse preocupado se culpando e beijando minha cabeça.
- Mas... eu queria te ver! Não sei quando o verei de novo. - quando eu disse isso sua respiração ficou mais profunda e seu coração acelerado. Aquilo me dizia que ele gostava muito de mim. Passei a mão com cuidado nos olhos para não arrancar o resto do rímel e olhei para o rosto dele. Seus olhos brilhavam a luz dos postos e ele se inclinou para me beija e eu escapei desviando e perguntei: - Para onde nós vamos?
- Está com fome?
- Um pouco.
- Tem um carrinho de cachorro quente bem ali, pode ser? Ou quer outra coisa?
- Pra mim está ótimo! - antes de começar a andar ele segurou na minha mão de novo, como se fosse namorados. Senti alguns calinhos, claro é de tanto capinar no jardim, mas a sua mão não era tão grossa. Meu corpo o rejeitava, mas isso começou a acontecer depois de ter saído com Nathaniel. Era como somente ele poderia me tocar. E um sentimento de traição invadiu minha mente. Novamente aquela cena dele com ciúmes me fazia me sentir culpada. 
Comemos e depois fui andando na frente de novo. Ainda estava muito nervosa e corada por o ter encontrado novamente. Eu usava o cordão que ele havia me dado.
- Euphi. - chamou.
- Sim. - respondi virando-me e forçando um sorriso.
- Venha aqui. - pediu. - Pare de fugir de mim. - fiquei sem graça de novo e ele pegou na minha mão entrelaçando os dedos ficando bem perto. - Não sei o que aconteceu, mas poderia esquecer um pouco?
- Sim, claro! - ele tinha razão. Precisava esquecer o Nathaniel e sua cena de ciúme custe o que custar.
- Venha quero lhe mostrar uma coisa. - falou sorrindo gentilmente e me fazendo entrar na grama. Meu salto afundou na terra (poff) e eu gritei me apoiando nele.
- Desculpe. Não percebi que você estava de salto. - e agarrou minhas pernas pegando-me no colo. Eu gritei e comecei a rir.
- Eu não acredito nisso! Você vai me carregar, é?
- Vou. - falou começando a andar. Passamos pelas árvores e vi uma lagoa. O luar e as estrelas refletiam na água e o lugar era lindíssimo. Cheio de vaga-lumes voando.


 Ele se abaixou me colocando sentada na grama e sentou ao meu lado ofegante.
- Que lindo Jade! Inacreditável!
- Eu venho nesse lugar desde pequeno. É o meu lugar secreto, lindo não?
- Sim! Amei, amei mesmo!
Uma brisa começou a soprar e o silêncio da noite inundava o ar. Logo os grilos começaram a cantar e eu pedi para Jade se virar de costas para mim. Eu ia me encostar nele para olhar as estrelas para encontrar uma estrela cadente e ele obedeceu. Suas costas eram tão quentinhas que eu me esqueci por um breve momento que estava alí.
-Alguma estrela cadente, Euphimea?
- Não Jade. Mas só de está assim contigo já está bom demais! - exclamei me esquecendo de tudo. Alguns minutos se passaram. Abri os olhos e olhei para o céu que parecia cada vez mais perto. E foi quando vi a estrela. -Ah! Achei! - exclamei feliz.
- Onde? - perguntou se virando e esquecendo de mim. Cai deitada na grama e batendo com a cabeça no solo.
- Ai. - disse e comecei a rir.
- Ôh! Desculpe! Se machucou? - indagou ficando ao meu lado sem graça e preocupado,  passou o braço para o outro lado do meu corpo.
- Acho que fiz um galo. - falei brincando me levantando e tocando na cabeça. Olhei para ele e seus olhos estavam sorridentes e ele me empurrou para a grama de novo se inclinando ao mesmo tempo. Como fui pega de surpresa automaticamente as pernas dobraram e ele ficou no meio delas. Segurei a cabeça para não bater de novo e naquela posição eu estava presa. Meu vestido desceu até a metade da minha coxa deixando-me corada. Não podia fugir. Seu tronco inclinava sobre o meu ficando por cima. Senti meu coração pular e meu rosto queimar. Seu corpo expressava que estava ansioso de me beijar.
- Pare Jade-kun! - pedi envergonha e o empurrando no peito.
- Não. - disse firme quase em um sussurro. - Eu estava morrendo de saudade de você, Euphi.  E ele me beijou, segurando minhas costas e minha mão que o impedia. Sua boina caiu por trás da minha cabeça. Parecia que estávamos perdidos no espaço. Depois do beijo ele deitou a cabeça sobre os meus seios ouvindo o meu coração. Eu cruzei os braços sobre seus ombros e o senti suspirar. Eu estava muito corada, principalmente por ele está no meio das minhas pernas.
- Gosto... tanto de você... Euphi. - sussurrou feliz. Eu não sabia o que dizer para ele. Fiquei em silêncio. Era o mesmo que dizer um não para ele e por isso ele perguntou: - Você não gosta, não é?
- Olha... Jade... - procurei as palavras certas. - Eu gosto de você, se não pode ter certeza que eu não estaria aqui. - eu estava me esforçando para aquele encontro ser perfeito e esquecer da culpa que Nathan me fez sentir.
- Euphi, por eu ser um cara mais velho... eu penso em algo mais sério. Não sou de só ficar, entende?
- Entendo. Eu já imaginava, Jade.- disse concordando. "Por que você gosta tanto de mim? Não faz isso comigo, por favor! E algo estranho aconteceu, lágrimas começaram a cair dos meus olhos. Ele percebeu que eu chorava.
-O que foi?
- Eu joguei suas rosas na sua frente, desculpe! - "mentira! Não era isso que eu queria falar". 
- Fiquei um pouco chateado ao vê-las despetalando, mas também vi que você estava embaraçada.
- É que você me ligou, eu tinha acabado de acordar. - falei limpando as lágrimas.
- Eu sei, sua voz dizia isso. Desculpe ter lhe acordado.
- Imagina! Se não teria encontro, né?. - ele se levantou e me ajudou a ficar sentada. A primeira coisa que fiz foi puxar o vestido para baixo.  Abraçou-me... era reconfortante, me deixava segura. E eu enfiei o rosto no seu pescoço. Consegui parar de chorar ao senti o cheiro da sua pele. Não era o cheiro do perfume e sim da pele dele. Era um cheiro agradável me tranquilizando. Sua respiração me dizia que ele controlava seus sentimentos e impulsos. Então gaguejou:
- E-euphi... eu sou homem... e a sua respiração no meu pescoço está me deixando... digamos...você sabe.
- Ah! Claro! - falei dando um pulinho para trás vermelha de vergonha. - Não quero lhe deixar embaraçado! - a minha sinceridade as vezes me coloca em cada enrascada. Ele estava vermelho feito um pimentão e eu nem conseguia olha para ele de tão sem graça que eu fiquei. Meu Deus! Como ele me diz uma coisa dessas! Se bem que ele é mais velho e estava preocupado comigo.
Então cada um ficou com o rosto virado para o lado. Eu não sabia o que dizer depois de um confissão daquela.
- Eu não devia ter dito. - começou ele para quebrar o silêncio.
- Por favor, vamos esquecer, pois se você falar mais alguma coisa eu cavo um buraco aqui mesmo e me enfio lá dentro.
- Tudo bem. - nunca tinha saído com alguém mais velho e tudo relacionado a “aquilo” me deixava muito sem graça. Claro, que era normal para ele que é homem, mas eu nunca estive numa situação como aquela. Ele segurou meu rosto virando e me beijou. Eu travei, me afastando. - Euphi... calma, não vai acontecer nada. - disse ele tentando me acalmar.
- Pelo amor de Deus! Não me deixei mais sem graça. - pedi cobrindo o rosto com as mãos. Então Jade me abraçou de lado se aproximando rapidamente. Meu coração batia tão forte que eu não conseguia aguentar, mas eu consegui me acalmar. E então o abracei de volta.
- Você quer voltar? - depois dessa é claro! Respirei fundo e disse um sim. Ele se levantou colocando a boina na cabeça e curvou as costas. - Vem, sobe que eu lhe carrego. Subi nas costas dele, assim ficava mais fácil de me carregar de volta. - Desculpe E-euphi. Desculpe mesmo. - falou sem graça.
- Olha, isso é normal. Você é um homem e eu sou uma mulher, estávamos nos beijando... - ele ficou calado e estava muito sem graça. - Eu sei que você está preocupado, então vamos esquecer, certo?
- Está bem... - e em silêncio chegamos na calçada. Desci de suas costas e eu peguei na mão dele. Esforça-me aproximar dele, mesmo meu corpo recusando. Andamos de volta para o apartamento e no meio do caminho aconteceu uma desgraça.
Nathaniel apareceu rodeado de meninas. Deveria ter umas 30 delas. Algumas conheciam o Jade e o cumprimentaram.
- Nathaniel... - sussurrei surpresa e preocupada.
- Olá, Euphimea e Jade. - falou secamente. - Como vocês estão?
- Estamos bem. - respondeu ele por mim ao perceber a situação.
- Que bom... vamos meninas.  
- Sim Nathaniel-senpai. - falaram em couro alegres e ele passou sem olhar na minha cara. Estava com uma calca branca, de sapato social preto e uma camisa azul. Seus cabelos estavam despenteados um pouco, o deixando mais lindo e menos ar de certinho. Enquanto ele ia eu me virei o vendo partir. Meu coração doía e eu me segurei para não chorar.
- Agora eu entendi tudo. - falou Jade bem sério soltando minha mão.
- Jade? Espere um pouco. - pedi ao vê-lo ir à frente. Coloquei-me na sua frente e comecei a dar satisfação piorando ainda mais as coisas: - Eu não tenho nada com ele! Entendeu?
- Eu vi o jeito que você olhou para ele, Euphi! Você está apaixonada. - respondeu com ciumes. - Você não saiu comigo por pena? Pois se for eu jamais irei lhe perdoar.
- Claro que não! Eu gosto de você!
- Não tanto quanto dele. - acusou-me friamente. - Realmente pensei que você era diferente, mas já vi que é igual as outras... caindo na armadilha dele.
- Armadilha, que armadilha? - indaguei confusa. Será que o Jade sabe sobre a personalidade verdadeira de Nathaniel. Ele me abraçou apertado percebendo que eu realmente não estava entendendo nada. A gente não manda no coração.
- Vou me afastar do colégio, mas eu não vou lhe perde para ele. - sussurrou no meu ouvi e agarrando meu rosto com força me beijou. Encostou a testa com a minha e continuou sussurrando: - Vou lhe mandar torpedos todos os dias... quando não me responder mais saberei que lhe perdi... 
Depois foi embora enfiando as mãos no bolsos. Ai! Senti uma dor no peito como se algo tivesse sido arrancado. O que é isso? E onde está Chantilly numa hora dessas?   
Ainda assustada com uma sensação de ter perdi algo subi para o apartamento pensando em tudo o que aconteceu. Kelly veio abrir a porta e se assustou com aquela aura negra de depressão saindo do meu corpo. As meninas ficaram com medo e eu entrei explodindo contando o que acabara de acontecer. Elas ficaram chocadas:
- Menina de Deus! Você tinha que encontrar com Nathaniel? – indagou Anny chocada.
- Eu não posso acreditar! – surpreendeu Jê. - Será que você perdeu o Jade? - quando ela disse isso senti aquela dor novamente no meu peito e voltei a chorar.
- O Jade é sua alma gêmea! – exclamou Kelly.
- Mas vamos combinar que é ele sem noção! – falou a malvada da Anny. – Como ele fala algo assim no 1º encontro com uma menina?
- Pera lá! – defendi o Jade, ficando furiosa de repente. – Ele não falou por mal! Na verdade ele quis me proteger para não acontecer algo que eu não gostasse depois.
- Isso é verdade. – concordou Kelly e Jê.
- Se vocês acham isso. - concordou Anny sem graça.
- Você não perdeu ele Euphi. - disse Candy me consolando. 
- É... Jade-chan te ama muito! - concordou Mel e Baballow balançava a cabeça confirmando.
- Obrigada minhas fadinhas lindas. - disse forçando um sorriso.
- Euphi-chan! - gritou Chantilly entrando pela janela. - Cheguei! Senti que você estava precisando de mim. Furiosa agarrei ela com as duas mãos e fogo saia da minha cabeça. - Onde você estava fada inútil?!
- Calma Euphi-chan! - pediu desesperada com medo da minha cara. - Eu fui ter o meu encontro também. - confessou relutante. - Mas não conto mais nada além disso.
- Estou com uma sensação se eu perder o Jade eu vou morrer. 
- O que houve? - indagou Chantilly. Contei tudo novamente e ela falou:
- Não vai perder não. - tranquilizou-me. -  Do jeito que eu conheço ele... vai voltar pra você, Euphi.
- Estou sentindo tanto frio. - confessei.
- Relaxa. Isso é a dor da perda.
As meninas ficaram mais uma pouco para me animar, mas eu queria ficar sozinha. Não completamente, pois dividia o quarto com a Jennaah. Ela também não insistiu só perguntou se podia ligar a tv. Eu respondi que podia e fui me distrair até a hora de dormir. 

{ 9 comentários... read them below or Comment }

  1. ameiii espero pelo capitulo 10 viu!!

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  2. Adoreii Euphi, amo essa fic, e continuo com a ideia de formarmos uma quadrilha pra dar um sumiço na Ambre, pense nisso!

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  3. o capitulo 10 desapareceu era capitulo 10 ep lagrimas mas agora ele n ta + aki

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  4. por favor por favor faça o episodio 10 por favor por favor eu amei o seu manga

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  5. se vc n fizer o episodio 10 eu vou morrer estou quase chorando por causa da demora

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  6. huum euphi vc deixou o jade exitado n sei se é isso

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  7. adoreiii aii o jade é lindo falando a verdade aii quero saber como conquistar ele
    ♥♥♥♥jade♥♥♥♥

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Por favor não me cobrem quando irei postar.
E por favor respeitem as opiniões e não comentem coisas que podem ser construtivas, pois elas soam como critica.
Obs: Essa ideia é protegida pela lei 9610 de 19/02/1998, qualquer cópia ou rescrição da mesma como plágio, repete a punição conforme consta em lei.
Ou seja, eu sou a criadora, eu sou a única dona.

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