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Posted by : Euphimea quarta-feira, 22 de maio de 2013





Finalmente aos poucos eu iria ascender na música e iria humilhar aquela Debrah. Mas a minha vingança não iria ficar só nisso. Eu precisaria humilhá-la. Só ainda não sabia como.
Como o temperamento que tinha, seus grupo se desfez e Castiel como sempre foi dar um jeito e propôs para Lys para voltar para a banda e para Debrah entrar. Lys irritou-se e disse que deixaria a banda para ele e que quando acordasse voltariam a ser o LANCE de antigamente. Bem tipico do Lys esse seu jeito de cavalheiro colocando os outros em primeiro lugar. 
Dia de domingo, além de me preocupar com a Debrah, havia outro que fazia-me perde o sono... Damian. Damian, quem é você afinal? Fiquei até meia noite no notebook, comecei a investigar sobre sua vida.(Ai, ai, agora a Euphi vai dar uma de docete.) Comecei pelo mais simples, o Google, li vários sites de fofoca  e revistas onlines de famosos. E sempre encontrava esse mistério da garota de infância. Será que era eu mesmo? Será que ele me amava tanto para fazer tudo o que fez por mim? No meio da pesquisa descobri uma coisa. 
Descobri que o pai de Nathaniel mandou colocar fogo na plantação do pai de Jade, pois estava movimentando muito dinheiro com exportação e que prejudicaria alguns negócios que ele investia. Não entendi direito, pois esse mundo dos empresários é complicado mesmo. Descobri a matéria quando Damian fez algumas fotos em sua fazenda. Ele fica bem com qualquer roupa até de vaqueiro. 
Quando deu 3 da madrugada, finalmente o sono me pegou e eu apaguei. Acordei com a Jenna me sacudindo preocupada por ter dormido na mesa enfrente ao notebook. 
- Euphi? Você dormiu na mesa. Está tudo bem?
- Hã? Está. - respondi olhando para o note que estava sem bateria.
- Ficou fazendo o quê?
- Pesquisando sobre Damian.
- Ah... - suspirou e se controlou para não falar coisas que machucam como sempre fazia. - Acho que você está obcecada.
- Mas eu tenho que investigar... eu preciso saber. - disse me dirigindo para o banheiro para lavar meu rosto. Mudei de roupa apressada e descemos para tomar café. Jenna estava vestida para descer. Lá no restaurante encontramos as demais meninas. Eu fiquei calada com relação ao o que iria fazer daqui a pouco. Eu não podia perde tempo, pois teria um dia para descobri. Tomei meu café e sai em disparada ignorando os chamados delas.
- Euphi? - chamou Aikka estranhado.
- Euphi, onde você vai?! - perguntou Anny bem alto.
- Ah... - suspirou Kloster. - Deixa ela.
Corri para o ponto de ônibus e fiquei 30 minutos esperando. Então me celular tocou. Fui checar e era ele para o meu desespero. Desliguei-o e joguei dentro da bolsa soltando um suspiro de alivio. Depois de alguns minutos senti que Damian estava se aproximando e o procurei. Ele atravessava a rua vindo em minha direção, apavorada eu pensei em uma solução rápida. Minha sorte que o ônibus chegou e eu entrei feito um raio dando tempo apenas de olhar pela janela e dando de cara com ele parado. Levei um susto muito grande. Damian só não entrou porque o ônibus estava partindo. Bateu no vidro fazendo um gesto que queria falar comigo, mas eu apenas olhei para ele assustada.
Depois de duas horas finalmente cheguei em Tóquio. O primeiro lugar que eu precisava ir era na escola em que Kime Yama estuda. Era domingo e lógico que estaria fechada. Eu teria que invadir aquele lugar, custe o que custasse. Não sei se o destino estava ao meu favor, mais eu conseguir entrar. Primeiro fiz o mesmo daquela vez que conheci o Dimitry passei pelo portão. Esse eu tive uma certa dificuldade, quase entalando, mas passei.
- Ou engordei, ou essa grade é mais estreita. - suspirei para mim mesma e acreditei na segunda alternativa.
Já dentro do pátio do colégio, fui a procura de alguma passagem para entrar. Por sorte achei uma janela que a tranca estava quebrada, muito comum já que os alunos vivem depredando a escola e entrei. Como era dia não precisei ascender as luzes. Procurei o lugar onde ficava os registros dos alunos. (Faz tempo que eu não estudo em escola então não sei onde ficam as coisas) A porta estava trancada. Eu precisaria procurar o lugar em que ficam as chaves. Voltei por onde entrara e fui a procura pelo lado de fora dessa sala. A encontrei e como entraria se as janelas estavam trancadas? Então tive uma ideia. - É loucura, mas tenho que fazer. - disse para mim mesma e procurei uma pedra do tamanho que desse para quebra o vidro. Agora quem destruía a escola era eu. Encontrei uma e me afastei para jogá-la. Ela voou e ao colidir com o vidro entrou fazendo um buraco no meio não muito grande. Com muito cuidado enfiei a mão para não me cortar e puxar o trinco da janela e poder abri-la. Entrei na sala e procurei as chaves das portas. Achem em um armário de vidro trancado também. Fui a procura da chave. Peguei várias parecidas e finalmente abri o armário. Passei o dedo nos nomes procurando  a sala dos professores e a da secretaria. Encontrei e corri já pegando também a chave da sala que eu estava. Finalmente sala dos professores. Abri a porta e entrei. Mais armários e um com escaninhos com o nome dos professores. Nova procura por chaves e pelo armário  de anotações. Procurei o nome de Kime e encontrei. Achei que iria encontrar alguma coisa ruim, só comentários exemplares. Então ela era uma boa aluna. Eu queria encontrar a ficha dela, a matricula. Só na secretaria. Aproveitei para procurar a de Damian e achei, pois ele se transferiu para a Sweet Amoris recentemente  A mesma coisa. Bom aluno, notas altíssimas e blá, blá, blá. Segui para a secretaria e entrei. Armário de metal, não de madeira como os outros, procura a chave do mesmo e o abri. Pastas e mais pastas de alunos matriculas no ano, pois eu fui justamente no que tinha a data na porta. Procurei por Kime e seu endereço e anotei em um papel. Eu precisava falar com ela com urgência.
Coloquei tudo no lugar. Volta para a sala das chaves, fecha tudo e passa pela janela de onde entrei tomando cuidado com os cacos de vidro na me ferissem, os limpando com a ponta do vestido da janela. Corri para as grades e sai quase caindo com o esforço que fizera de volta. Parei um pouco para recuperar o folego.
- Estou decepcionado com você, Euphi. - alguém falou comigo e eu virei-me. Damian estava ali parado, a alguns metros de mim. Não era novidade ele me seguir, pois me viu no ônibus, mas me surpreendi foi com a aparição súbita.Recuei uma distancia boa para correr.
- Como você me encontrou aqui? - que pergunta idiota, mas não tinha outra coisa para falar.
- Eu sei de todos os seus passos. - respondeu se aproximando e eu recuando. Preparei para correr, era como se eu estivesse fugindo de um assassino, porém ele me impediu segurando meu pulso.
- Vamos para casa, deixa de bobagens. - falou levemente aborrecido e tentou não alterar a voz.
- Não! Eu preciso saber! Eu preciso saber quem é você!
- Mas... você já não sabe? Eu sou Damian o seu namorado, ex-modelo, aluno do 3º ano da Sweet Amoris, seu vizinho de infância. - sua voz saiu melancólica. Eu tentava tirar meu braço de sua mão, mas todas as tentativas foram vãs e apenas me machucava.
- Solte-me! - pedi com medo. Ele olhou em meus olhos e sua face se contorceu em dor.
- Mais uma vez você me rejeita, Euphi. - lamentou-se soltando-me. - Pode ir minha borboleta. - esperei mais um pouco antes de correr, ele se virou de costas enfiando as duas mãos nos bolsos de sua calça caqui dando um longo suspiro. Então voltei a correr para pegar um ônibus e ir até a casa da moça. No ponto olhei para todos os lados angustiada dele aparecer de novo de repente, mas... percebera que ele estava mergulhando em uma profunda tristeza.(Graças aos livros de minha pré-adolescência,  da coleção da Rua do Medo, que posso escrever suspenses.) Isso perturbou a minha alma e muito até eu chegar à casa de Kime. Toquei o interfone e olhei para o relógio. Era hora do almoço e fiquei sem graça, pois é falta de educação fazer uma visita a essa hora e o pior que meu estômago começou a roncar.
- Alô?
- Kime Yama? - perguntei timidamente. - Desculpe aparecer assim, mas eu me chamo Euphimea Midoriko. (Esqueci meu próprio sobre nome. T.T Preguiça em procurar.)
- Euphimea? - repetiu com a voz surpresa, como se já me conhecesse. - Pode subir. - permitiu abrindo a portaria.
- Obrigada. - apertei o elevador e sumi no chique prédio de 100 andares e onde ela morava? Na cobertura evidente, onde havia um belo jardim e uma quadra de tênis. Não sei porque desde que fui morar naquela cidade só conheço gente rica. Quando morava em Tókio  antes dos meus pais me colocarem nesse inferno, eu conhecia pessoas de classe media igual a minha e outras ligeiramente mais baixas. Quando ela pareceu levei um susto. Era linda com seus cabelos negros lisos esvoaçando e olhos azuis brilhando com a luz do sol. Ah, sim. Esqueci de dizer que todas as namoradas de Damian eram desse jeito, cabelos negros e olhos azuis, todas lindas. Isso me incomodou um pouco, pois os psicopatas assassinavam suas vítimas sempre com algo em comum, por que qualquer detalhe é importante para eles.

Ela veio me receber com uma expressão de gentileza. Fiquei um pouco frustrada ao vê-la de perto por ser "robusta" parecendo a Mika. Olhou-me de cima a baixo e sorriu.
- Prazer em conhecê-la Euphimea. - sua voz era bem suave e fina, apertou minha mão impedindo-me de me curvar. - Você já almoçou?
- Não, eu vim aqui de repente.
- Quer almoçar.
- Que isso! Imagina! Almoçar com você, mal me conhece! - ela sorriu de novo e falou.
- Não vou consegui conversar contigo passando fome, queira entrar, por favor.
- Sim... obrigada. - falei sem graça. Conheci seus pais que já sentados a mesa esperavam a filha para almoçar, ela me apresentou como amiga e eu fiquei ainda mais sem graça. Depois do almoço me convidou para um chá na sala de estar que era linda, toda coberta de tampe persa azul, combinando com as cortinhas, o sofá era branco. Tudo neutro e fino. Corei novamente envergonhada e não sabia por onde começar sentando no sofá e quase afundando de tão macio que ele era. Então para romper o meu silêncio indagou:
- Eu suponho que você veio aqui atrás de informações de Damian Tasmaki, estou certa?
- Sim! Isso mesmo. - tentei controlar a minha ansiedade. - Eu... sou... sua nova namorada.
- Eterna namorada você quer dizer.
- Hã? Como assim eterna? Não entendi. - ela deu um suspiro e tomou um gole do chá, antes de continuar, pousou-o no pires delicadamente. Até os gestos dela eram delicados, muito diferente do bicho estranho que eu era.
- Há quanto tempo você namora com ele? - perguntou.
- Bem... namorar, namorar mesmo só cinco dias. - ela ficou passada. - Mas eu o conheço há dois meses, quero dizer... o vejo, pois eramos só de cumprimentar.
- E o que lhe incomoda nele?
- O fato dele saber o que eu estou pensando, dele aparecer de repente do nada, dele conseguir ser calmo em momentos críticos.
- Ele é raro, não?
- É... bem... eu tenho um amigo que é parecido com ele, se chama Lysandre. Esse é calmo até demais, dá sono só de ficar perto.
- E porque você pintou seu cabelo? - perguntou ainda calma mudando de assunto.
- Bem... isso não tem nada haver com ele, tem haver com outro garoto. - falei levemente ríspida torcendo o nariz.
- Entendo. E esse dois se conhecem?
- Sim. Ele foi meu ex e somos da mesma escola. Mas até agora você não me respondeu o que eu quero saber. - falei um pouco firme. - Vim de muito longe e passei por dificuldades para lhe encontrar e conversar.
- Desculpe. - pediu ela mordendo a ponta da unha do polegar. - É que eu fiquei curiosa em saber como era a garota que nunca saiu do coração de Damian. - ela falou aquilo fazendo-me corar. Deixa eu adivinhar... você ficou preocupada ou até mesmo com receio de engatar um namoro com ele, por ser um cara muito estranho, misterioso e incrivelmente sedutor.
- É... então pesquisei sobre ele e descobri você.
- Provavelmente. - concordou tomando outro gole de chá. Eu estava impaciente então fiz mais perguntas:
- É verdade que ele é frio e calculista? É verdade que ele nunca amou as garotas que namorou?
- O que significa para você ser frio e calculista?
- Nathaniel. - respondi como se ela conhecesse.
- Nathaniel? - indagou curiosa.
- Oh! Desculpe. Esqueci que você não o conhece. É um menino super educado lá da escola, perfeitinho e meio obsessivo com algumas coisas.
- Hum... Nathaniel Kazehaya. - disse e isso não foi uma pergunta. Fiquei surpresa dela conhecer. Claro, ricos conhecem outros ricos. Terminou o chá e finalmente parou com os rodeios, que me irritavam. - Pois, bem... Damian é um rapaz bom, gentil, educado, resumindo um príncipe que todas as garotas pedem para Deus, mas... distante. Ele se esforçava ao máximo para agradar as moças, dava presentes, carinhos, fazia tudo o que elas queriam na cama, só que... havia algo nele que ficava oculto. Ele não se entregava completamente. Era como se nenhuma preenchesse o seu coração. Ele sempre ficava com olhar perdido  ao se encontrar sozinho por alguns minutos, distante...
- Por quanto tempo vocês namoraram? - a interrompi.
- Tempo suficiente para conhecê-lo. - respondeu com um sorriso maroto no rosto e eu fechei a cara. - Por dois anos. Nos conhecemos com 15 anos, dois anos depois que ele entrou para o mundo fashion. Ele era da  minha sala quando entrou para o segundo grau, para voltar a estudar, e as meninas ficaram eufóricas com ele. Já era bonito e agora... - ela mordeu o lábio inferior com prazer, como se acabasse de ver um bife suculento na sua frente. - Eu nunca havia namorado antes, e talvez eu parecesse com você na época.
Quando ele me viu pela primeira vez ficou fissurado e desesperado para saber meu nome e tudo o mais, porém eu não era você.
- Eu? Como assim eu? - ela ignorou a pergunta e continuou dizendo:
- Ele foi gentil, mas frustrado por eu não ser aquilo que ele queria que fosse. Viramos amigos e depois de um tempo ele me pediu em namoro. Eu achei que o iria fazer feliz, mas por mais que eu me esforçasse não consegui. Claro que ele sempre sorria, era gentil e educado, mas sempre tinha aquele olhos de tristeza. Sempre pensativo e fechado, com o passar do tempo, as mulheres se cansavam por ele não corresponder a suas expectativas e... mulher frustada sabe do que é capaz, não é? - me perguntou, mas não era para responder. - Eu ficava fascinada pelo seu mistério. Eu queria mergulhar naquele lago escuro e descobrir o que tinha escondido ali. Então, após uma transa, onde o homens estão dispostos a falar e não raciocinar direito eu perguntei:
- Damian, existe uma mulher que você nunca esqueceu, não é? - ele ficou surpreso pela pergunta e sem graça para poder me responder. Então eu disse:  - Está tudo bem, se você não quer falar dela, não precisa. Eu só estou curiosa para saber dessa sua paixão. Não vou ficar chateada. - então ele falou.
Ele disse que existia uma garota de infância, sua vizinha, e que a achava tão linda quanto uma boneca de porcelana. Que tinha uma personalidade forte, meiga, mas que era muito cruel com ele.
- Claro, ele vivia me incomodando. - rosnei.
- Mas garotos são assim mesmo. - discordou. - Então eu o instiguei a falar mais sobre esse garota misteriosa. Eu não senti ciúmes, eu estava curiosa para saber quem ela era. Afinal, ele desde o começo nunca foi meu, e sempre deixava isso claro com suas namoradas, pois já presenciei discussões de ex-namoradas que apareciam de repente na escola para falar com ele.  - E qual é o nome dessa garota que você ama tanto? - ele não respondeu de imediato, veio com uma história de amor de outra vida, de reencarnação, almas gêmeas, essas coisas fantasiosas de novelas e filmes românticos. Claro, que na época eu fiquei super empolgada. Então ele falou seu nome Euphimea Midoriko.
Eu fique surpresa e incrivelmente assustada. No fundo eu sabia, mas não queria aceitar por achar mentira. Já sofrera demais nas mãos de vários rapazes. Ela continuou:
- Então quando nós fizemos 17 anos, já mais maduros, ele veio se despedir, pois iria se mudar e voltar para a casa de sua avó. - ela suspirou apoiando o rosto na mão e o cotovelo no braço do sofá, parecia sentir saudade. - Foi nossa última noite... e foi maravilhosa. - comentou baixo, mas para si do que pra mim. - Eu tenho tanta inveja de você Euphi. - disse com a voz levemente alterada. - Você pegou a melhor época dele, pois quando eu o namorava seu corpo ainda estava em desenvolvimento e agora... - ela colocou os dedos nos lábios fechando os olhos como se lembrasse de um beijo. - Então ele se transferiu, para isso precisava de dinheiro, já que a escola que entrou era tão cara. Ele era bom em fotos e logo foi contratado para posar.   Saiu em quase todas as capas de moda até na francesa Vogue. Então... eu suponho que ele descobriu o seu paradeiro e foi atrás de você lá naquele fim de mundo.
- E... com relação a leitura de pensamento e saber coisas suas... você sabe?
- Ah! Isso? Sempre me fascinou. - respondeu ela dando um sorriso maroto.
- Você nunca teve medo, achando que ele era algum tipo de psicopata? - ele gargalhou e respondeu rindo.
- Cheguei a pensar, mas a única pessoa que ele é fissurado é você. Na verdade eu gostava dessa adrenalina deixava a relação mais quente. Mas... quando eu o vi salvar uma menina de um atropelamento, eu acredito que ele jamais faria mal a uma mosca.
- O-obrigada Kime. - agradeci levantando e curvando-me. - Você me ajudou muito.
- De nada Euphimea. Queria conhecê-la, me parece uma pessoa bem interessante. - falou apertando os olhos maliciosamente. Eu corei, pois eu a achei meio estranha. - ela se levantou e seguiu para abrir a porta.
- Prazer em conhecê-la e obrigada novamente.
- De nada. - sorriu. - E cuide bem dele por mim.
- Tá. -concordei com um sorriso e chamando o elevador. Ela era uma boa pessoa.  Fiquei triste por tudo o que fiz por ele. Vim no ônibus de volta pensando em tudo o que aconteceu. Damian passou 10 anos a minha procura e todas as vezes que via uma menina parecida comigo se envolvia, mas nunca conseguiu me esquecer de verdade. Era comovente, mas só tinha uma coisa que eu não consegui descobrir. Como ele sabia dos meus pensamentos. Isso era constrangedor. E mais, dele ficar atrás de mim me vigiando feito aqueles psicopatas de filmes americanos. Quando cheguei no apartamento era meio da tarde.
- Euphi! Você me deixou preocupada! Eu e as meninas lhe ligamos e só dava caixa postal! - chorou Jenna me esmagando em um abraço.
- Desculpe. Precisei desligar o celular, pois Damian ligou para mim.
- E então, descobriu?
- Descobri. - respondi começando a contar.
- Aaaahhhh. - suspirou. - Que lindo! Você é o único amor da vida dele!
- Só me preocupa essa história dele saber meus pensamentos.
- Se eu fosse você faria igual a Kime. - ela tinha razão. Fui tomar banho e dormir de tão cansada em que estava, depois eu ligaria para ele para pedir desculpas. Então eu tive um sonho. Sonhei com o casarão da colina, onde morava o Dimitry.
- Dimitry? - o chamei. 
- Euphimea? Tudo bom? - falou com um sorriso em forma de "u" parado do lado de fora e eu sai  da casa, pois a porta estava aberta. 
- Não me lembro de ter vindo até a sua casa. 
- Você está sonhando. - foi ai que me dei conta que era sonho.
- Oh! - então se era um sonho o abracei, que ficou muito feliz. - Estava com saudade. Como você está? 
- Estou bem. Sentindo falta da Tati, mas bem.
- Não se preocupe. Chegou moças novas na escola e logo você vai conhecer uma. - disse me afastando.
- Bem... eu já conheci uma.
- Já? Quando? Como? Você foi até a escola? Mas de noite não tem ninguém lá. - falei empolgada o impedido de falar.
- Não Euphi, na verdade ela veio aqui. Fique calma que eu vou lhe contar.
- Conta, conta! - exclamei dando pulinhos. 
- Pelo que me parece ela e mais duas meninas foram desafiadas por uma outra para vir aqui... prova de  coragem eu acho, se não ela iria fazer alguma coisa. 
- É? Como eu não fiquei sabendo?
- Foi ontem. Você estava empolgada com seu Cd. 
- Ah! É verdade! Você acha que eu canto bem? Você esteve lá? Você me viu? - ele riu de novo colocando as mãos em meus ombros. 
- Não. Não fui lá. Como vampiro não saio mundo, você sabe... para não cair em tentação. Mas tive lá em pensamento e coração.
- Ah, que bom! 
- Posso continuar?
- Sim, sim, desculpe...
- Então elas vieram. Uma tinha os cabelos rosa e olhos azuis,  a outra era loira dos olhos cinza e tímida e a terceira... - ele suspirou e eu percebi que era ela. - Seus cabelos eram negros como a noite e seus olhos vermelhos como o céu no crepúsculo. 
- Hum... a primeira acho que era a Megurina, ela é do primeiro ano. A segunda é a Naomi do terceiro ano, eu a acho linda, está tendo uma queda pelo Nicolas baterista da banda do Castiel. E a terceira... tem a Kushynna , mas também tem outra, a Hanako, ambas são da minha sala. Ela tinha mechas vermelhas?
- Não. - respondeu fechando os olhos e sorrindo com o canto da boca.
- Ah! Então deve ser a Hanako! 
- Hanako. - repetiu ele docemente. - Deve ser ela. Que nome bonito. - disse olhando para o crepúsculo. O céu do sonho mudou e eu nem percebi.
- E então?
- Ah, sim... - ele parecia que estava no mundo da lua. - Então elas entraram no casarão. A prova de coragem era entrar e ficar por 10 minutos sem sair correndo. Foi o que eu ouvi elas comentando. Eu não iria aparece para elas, mas não me contive. Eu precisava olhar para o seu lindo rosto. Quando elas me viram a Naomi e Megurina correram desesperadas, ela não. Sentia medo, mas aquele fascínio que o vampiro provoca em sua vitima a prendeu no local. Aproximei-me dela. Sua mente gritava para ela sair dali, mas ela não conseguia. 
- Você capturou a alma dela? - perguntei preocupada.
- Que coisa horrível de se dizer Euphi! - choramingou. 
- D-desculpe. 
- Eu só... só a prendi por um breve momento para ver-lhe o rosto, não foi por mal. - falou tristonho.
- Sim, Dimitry. - pedi com pena. - Continue...
- Eu cheguei a tocar em sua face com a minha luva. Queria sentir a sua pele, mas... se ela sentisse a minha pele fria com certeza iria fugir. Então ela perguntou olhando dentro dos meus olhos: - " Você é um vampiro, não é?" ( Nhá ficaria legal em inglês, lembrado o que a Bela disse. " Are you vampire, aren´t you?" ) Aquela pergunta foi dolorosa para mim. Eu não queria assustá-la e então... eu a libertei fechando meus olhos e dando as costas afirmando. Quando ela sentiu que a libertei fugiu imediatamente. 
- E você não a encontrou em sonho? - perguntei.
- Euphi... você não sabe das regras dos vampiros?
- Bem... são tantas que eu não sei qual é real e qual é mito. 
- Eu só posso entrar na casa dela se me convidar e só posso entrar em seus sonhos se eu sugar o seu sangue, nem que seja só uma gota.
- Ah! Entendi. Mas você entrou na mente dela, tenho certeza. 
- Essa eu não pude evitar. Ontem ela pensou o dia inteiro em mim. E você também, por isso que lhe chamei. Parecia aflita.
- Ah! Estou! Dimitry, o Damian é um vampiro? - ele gargalhou e eu tombei a cabeça de lado confusa.
- O que foi?
- Não, Damian não é um vampiro, ele já foi um. 
- O QUÊ! Conta, conta! Eu preciso saber disso! (Eu não acredito em reencarnação, pois se não a morte de Jesus não serviu para nada se vamos voltar para nos libertar dos pecados do passado, enfim...)
- Bem... lembra de quando você foi me visitar e de como eu lhe contei como me transformei?
- Sim, eu lembro!
- Então... o vampiro que me transformou era o Damian. 
- QUÊ! Isso é a revelação do século! - exclamei puxando os cabelos de tão nervosa que eu estava.
- Calma Euphi. - pediu docemente me abraçando e enfiando meu rosto em seu peito. Igualzinho o que Damian fazia quando eu estava nervosa, irritada ou triste.  Como se tivesse tomado um calmante, fiquei mais tranquila em seus braços e então ele me afastou. - Está melhor?
- Estou. - respondi letárgica. 
- Damian se chamava Gareth Von Morrice, não preciso dizer que ele era francês. Foi o maior Duque que existiu do século XVIII, 1789, Revolução Francesa. Seu criador foi o Clóvis Elfort, alemão, barão do século XV, enfim... acho que isso não vai lhe interessar. Gareth estava infeliz, sua esposa foi morta por um caçador de vampiros, a Isabelle Frontin Morrice. Bem... eu cheguei ao nascer do sol, quando ele estava decidido a se matar. Foi difícil o convencer em me transformar. Eu implorei, mas quando disse que era para Mary Magdaleine não morrer ele concordou e em seguida se matou sentando na janela. Quando os primeiros raios de sol tocaram em sua pele, tornou-se uma estátua de cinzas. Foi por causa do sol que eu não cheguei a tempo e Mary faleceu. Mas... quando descobri que vampiros podiam reencarnar fui em busca de minha Mary. Achei que era a Tati, mas não era. E agora... creio que é a Hanako. (Viajei legal. >.<)(Tive essa ideia agora e olha que eu não cheirei cocô de coelho mágico. u.u. Acho que foi a cafeina do café que cabei de tomar aqui no meu estágio. Ou, colocaram alguma coisa nele .XD)  
- Nossa! Que história! Achei bem triste. -comentei surpresa e levemente melancólica. 
- Não terminei de contar, Euphi. - falou com as duas mãos nos meus braços pronto para me abraçar de novo se eu estivesse eufórica ou nervosa ou irritada. Dependeria da minha reação da revelação que ele me diria. - Damian é a reencarnação de Gareth e você... de ... Isabelle.
- C-como? - minha reação foi de surpresa e medo. Ele me abraçou do mesmo jeito. - E-eu... não tenho poderes como ele tem! (Óh! '0' Inverso do Crepúsculo! XD Que paia! Agora que percebi!) - exclamei antes que ficasse sonolenta de novo. 
- Eu sei que é estranho, assustador e tudo o mais, mas... essa é a verdade. Desculpe, por lhe revelar isso eu não sabia se estava preparada.
- Hã... certo... - eu já quase dormia em seus braços, ele me afastou de novo para não apagar e acordar do sonho. 
- Talvez você não despertou os seus poderes...  não funcionam muito bem quanto um vampiro. Mas tem um deles que você já despertou e não sabe. 
- É, e qual? - perguntei já melhorando do sono.
- Você nunca se perguntou porque tantos rapazes querem lhe namorar? 
- Oh! É por isso! - agora eu estava "acordada" de novo. - Eu ficava indignada com um bando de homem atrás de mim! Já estava achando que tinha mel na veia! Como diz a Anny, você tomou banho de óleo pega homem! (Cara, desfecho certinho. :D)
- Os vampiros tem o poder de seduzir suas vitimas, até sem querer, como flores que atraem abelhas... ou melhor... como plantas carnívoras que atraem os insetos para serem devorados até sobrar só o exoesqueletos. - eu fiquei surpresa com a comparação. Era assim mesmo. Os vampiros sugam a essência da vida, assim como as plantas carnívoras e as aranhas, depois descartam o corpo. - E eu soube disso quando suguei o seu sangue Euphi, mas não podia lhe contar. Precisava da hora certa. E Damian... ele sabe quem foi. Seus poderes... ou dons, despertaram depois dos seus 15 anos, o mesmo de você. Pois no mundo dos vampiros essa idade já é considerado adulto. Como você sabe, tem os nascidos vampiros e os transformados, que são chamados de... sujos pelos "sangue-puros". (Agora eu tirei do Vampire Knight e Harry Potter) Bem... está na hora de você acordar, seu corpo está despertando... se quiser saber mais pode vir me procurar... - sua voz parecia um sussurro enquanto eu despertava. Quando me toquei que estava no quarto sentei sobressaltada. 
- AI MEU DEUS! EU SOU UMA VAMPIRA! FAZ SENTIDO!
- Hum? - indagou a Jenna que mexia no seu notebook.
- Correção... eu fui uma...
- Está delirando Euphi? Não estou entendendo nada.
- Eu sonhei com o Dimitry.
- Dimitry? E como ele está? 
- Bem. - sorri. - E ele me contou altas paradas! Menina de Deus! Arrr! Nem sabe o que ele me contou!   
- Então me conte que já estou curiosa. - e sorriu. Então eu contei. - Que maneiro! Minha marida foi uma vampira! Então... se Damian foi seu marido na outra vida, você não precisa ter medo dele. 
- Mas... e se sua personalidade não for a mesma, ou sei lá...
- Você está paranoica Euphimea! - falou se irritando e isso era raro nela. - Vocês foram predestinados. É o destino. 
- Eu vou ligar para ele. - falei ansiosa. 
- Então ligue. Vou ficar aqui jogando. 
Peguei meu celular e parei. Senti que ele iria me ligar e de repente seu nome apareceu na tela. 
- A-alô. - atendi muito nervosa. 
- Alô, Euphi? 
- Sim... eu iria ligar para você... eu... senti que você me ligaria. 
- Você já sabe? - perguntou levemente receoso.
- Sei. - eu respirava profundamente, meu coração a mil e meu corpo tremendo. - Por que você não me contou? - ele demorou um pouco para dizer.
- Bem... eu... sabia que você ficaria com medo, então... tentei poupá-la disso tudo. Eu não... queria ser rejeitado por você. - ele parecia angustiado.   - Foi doloroso a sua rejeição. E quando você pensou que eu era um vampiro, estava pronto para lhe contar, mas... tinha a apresentação... não queria lhe deixar mais nervosa. Eu... te amo muito Yuphi... é como se esse amor rasgasse a minha alma... - ele nunca tinha se confessado desse jeito. Sua voz era comovente fazendo lágrimas surgirem em meus olhos. Eu o interrompi, pois sabia o que ele desejava.
- Vou para a sua casa.
-  Certo. - concordou com a voz sufocada.
Arrumei-me rapidamente colocando um vestido liso azul da cor dos meus olhos e uma sapatilha prata. Avisei a Jenna que iria na casa dele e ela disse:
- Ok. - com um sorriso malicioso fazendo-me corar. - Boa sorte! -desejou empolgada.
Eu fui correndo. Precisava vê-lo, pois a dor que ele setia me consumia por dentro. Era como se fosse em mim. Parei encostada ao portão para recuperar o folego e ouvi ele abrir a porta, fazendo-me sobressaltar. Estava corada e com borboletas no estômago.  Ele apertou o controle e o portão abriu automaticamente. Sai e virei-me colocando a mão sobre o peito e corei muito. Achei que iria explodir. Dei alguns passos para o jardim e parei. Ele desceu os dois degraus sem desgrudar os olhos dos meus. Então eu não aguentei e corri para ele me jogando em seus braços com lágrimas nos olhos. Agora eu o entendia melhor.
- Perdão... perdão... perdão... - repetia, por conta da dor que eu causei a ele e que passei a sentir também. (Isso é verdade. Já aconteceu comigo. É muito louco! XD)
- Eu te perdoo. - falou encostando o rosto na minha cabeça, curvando bastante seu tronco, quase fazendo um "?". Olhei para ele que olhou dentro dos meus olhos e se aproximou me beijando. Quando parou continuou com os lábios me perto dos meus e sussurrou: - Eu quero ser um só contigo hoje à noite. Mas eu não quero somente seu corpo, eu quero me fundir a sua alma. 
- Está certo. - sussurrei de volta engolindo a saliva com dificuldade e encostando a testa na sua. Ele me pegou no colo erguendo-me no ar e eu o abracei com as pernas em sua cintura nos olhando intensamente. Fechou a porta com o pé e seguiu para o seu quarto. Da mesma forma que fechou a porta da sala, fez com a do quarto. Deitou-me delicadamente na cama e acariciou o meu rosto, sem em nenhum momento desviar os olhos dos meus. Tirou a t-shirt negra e se inclinou para me beijar, já ficando por cima do meu corpo. Agora eu não tinha mais vergonha, então estava mais calma, mas ao mesmo tempo o coração não parava de correr frenético.  Deslisei a mão para o seu cinto enquanto nos beijávamos, o abrir e rapidamente já abria a sua calça jeans, deslisando minha mão o ajudando a tirar sua boxer.
- Você está mais quente do que da outra vez. - comentei em um sussurro.
- É porque agora eu não tenho mais nada a temer. - respondeu no mesmo tom  levantando meu vestido e apertando a minha coxa direita, enquanto eu o beijava com as duas mãos no seu rosto. - Eu... te ... amo... não sei viver sem você. - disse ofegante.
- Eu também. - respondi agora o ajudando atirar o meu vestido. Como ele era de alcinha bem fina não precisava de sutiã, ele mesmo já tinha uma sustentação. Como estava com o corpo apoiado nos cotovelos, deitei-me por completo. - Vem... - sussurrei abrindo os braços e o abraçando enquanto ele beijava meu pescoço. Estremeci enquanto seus lábios passeavam e tocou delicadamente em meu ponto fraco. Eu deslisava a ponta dos dedos em suas costas, sentindo os finos pelos aloirados arrepiar-se. Agora seus lábios passeavam pelo meu corpo enquanto eu tremia. Meu corpo o pedia desesperadamente.
- Sem pressa dessa fez. - sussurrou enquanto seus lábios tocavam minha barriga.
- Está me torturando? - agarrava o lençol que cobria a cama com tanta força que achei que ele iria rasgar. Ele riu com a pergunta.
- Não... - e deu um beijo na minha virilha e tirando minha peça intima. - Eu só estou... - outro beijo, porém mais embaixo. - Degustando você... eu... quero ... senti-la por completo. Ele ficou um logo tempo ali. Agora o meu tremor passou para uma convulsão.  
- Oh ... Damian ... por favor... - supliquei não suportando, ele teve misericórdia e voltou a ficar por cima de mim e eu abracei seu quadril com as pernas.
- Que moça mais apressada. - brincou se apoiando nos braços.
- Eu... sou... louca... por você. - confessei.   
- Ééé...? - brincou novamente fazendo uma voz bem sexy.  - Repete. 
- Eu sou louca por você. - falei rapidamente. O beijei segurando a parte de trás de seu cabelo, passando os dedos e o bagunçando, então ele entrou fazendo ambos estremecer. Olhou-me nos olhos de novo e seu rosto contorceu-se em emoção. Logo seus olhos ficaram mais brilhosos e úmidos... suas lágrimas começaram a escorrer silenciosamente parecendo pérolas, causando-me surpresa por conta do choro e admiração. Enxuguei as suas lágrimas me emocionando junto com ele.
- Eu não sei viver sem você. - repetiu dolorosamente.
- Eu também. - também disse segurando o seu rosto com as duas mãos e este o afundou nelas. - Eu te amo. - confessei sem medo. Damian fez silencio fechando os olhos como se guardasse em sua mente esse momento em que eu me entreguei por completo, sem medo, sem receio, sem pensar se no futuro ele iria me machucar. - Eu quero derreter nesse calor para ficar junto de você o tempo todo.
- Eu... eu também quero. Eu gostaria que as nossas almas se fundissem em uma.
- Um... corpo... alma... e coração ... eternamente. 
- Eternamente. - repetiu acompanhado de um gemido.
- Eu te amo meu Gareth. 
- Eu te amo minha Isabelle. - e inclinou-se dando uma mordiscada no meu pescoço, suave para não me machucar, sumulando um vampiro. Estremeci de novo, pois foi na minha parte mais sensível. Fiz o mesmo com ele que também estremeceu me causando felicidade por descobrir o ponto sensível dele. Nós desejamos ficar ali para sempre, mas havia acabado e vimos estrelas juntos. Damian deitou sobre mim encostando a cabeça sobre o meu coração e eu o abracei.
- Foi lindo. - falou ele com a voz morna e feliz.
- Foi... eu... quis me entregar completa para você. - confessei olhando para o teto.
- Obrigado. - agradeceu e senti ele sorrir. Fiquei surpresa. - Pois agora você não tem mais medo de mim e... tem certeza do que quer. Quando dizem que a mente das mulheres é complicada, a sua é um labirinto sem saída. - brincou e eu rir.
- E agora? - perguntei curiosa.
- Agora... agora eu vejo um caminho em linha reta e do outro lado eu encontro você com um vestido branco e levemente transparente de ceda. Você está com um lindo sorriso no rosto e o coração iluminado. Seus braços se abrem levemente a espera de um abraço... e eu estou correndo para lhe encontrar... e lhe abraçar.
- Nossa, você está vendo isso tudo? - indaguei surpresa e estranhando.
- Se você fechar os seus olhos você vai ver também. - obedeci e entrei em minha mente, como se eu tivesse sonhando ou vendo um filme. Vi a cena que ele falou, mas do ponto em que ele parou, o abraço. - Estou vendo. - concordei alegremente. Vi ele se inclinar para me beijar e acabei despertando ao senti-lo realmente. Agora até o beijo era mais prazeroso.
Depois fez um movimento para ligar o ventilador de teto, voltando para a mesma posição deitando sobre o meu corpo quase dormindo e eu queria saber realmente toda a verdade, não estava satisfeita ainda, então lembrei o que a Kime havia me falado e perguntei:
- Er... Damian?
- Sim, meu amor. - respondeu em um suspiro.
- Eu... gostaria de saber o que aconteceu com você depois que se mudou lá do prédio e quando descobriu sobre os seus dons?
- Curiosa como sempre. - comentou risonho. Agora eu massageava suavemente o seu corou cabeludo.
- Quando fui morar com minha avó eu ainda era grande e gordo. - eu não me lembrava disso. - Então aos 10 anos do nada meu corpo começou a emagrecer, até achei que estava doente, mas não, estava realmente crescendo. Aos 13 ela disse que eu estava tão bonito que poderia até sair em capa de revista, pois eu tinha aparência de um menino de 15 anos. Foi o que eu fiz. Houve um concurso para modelos mirins e eu ganhei, assim foi fácil entrar no mundo da moda. Lá algo começou a mudar e... dei-me conta que chamava atenção das mulheres, inclusive das mais velhas. Cheguei a namorar uma modelo Yui Tsubaki, tão meiga e fofinha, era loira dos olhos violetas. Eu havia me esquecido de você, pois fez-me muito mal na infância.
- Desculpe. - pedi. - Mas você também me perturbava. - justifiquei.
- É que eu não sabia como dizer que gostava de você. - confessou. - E então quando fiz 15 anos que a minha vida virou um inferno...
- A idade madura dos vampiros. - o interrompi.
- Antes disso aos 14 eu já atraia muitas garotas e mulheres, elas me disputavam. Acredito que é porque os dons começavam a despertar. (Se isso lhe lembrar o Ikki, é só uma mera coincidência. u.u) E eu não parava de atrair mulheres de cabelos negros e olhos azuis. Até lembro de ficar assustado ao perceber isso, como se fossem bonecas em uma fábrica, todas eram iguais para mim. Meu namoro com a Yui durou pouco por causa dessas mulheres. Mesmo com 14 anos, parecia que tinha 18 e houve uma mulher de 20 poucos anos, era diretora de uma revista, não me recordo qual, que ela me seduzia, bulinava-me e bem... ela me ensinou tudo sobre as mulheres. Não quero manchar a imagem dela, por isso não direi o nome.
- Certo, pode continuar. - pedi, mas fiquei chocada com a revelação.
- Não foi namoro, somente carnal. Então aos 15 que eu tive de repente uma visão. Eu lhe vi  muito triste. Tentei lhe esquecer, mas quanto mais eu fazia, mais eu lembrava e me angustiava de saudades. Várias vezes fiquei sem dormir como se minha alma fosse romper ou eu fosse explodir. Era uma dor, de como se algo tivesse sido arrancado de mim. Então... vencido fui lhe procurar e soube do seu relacionamento com Adam.
- Aff... nem me lembre. - disse desprezando aquele garoto.
- Admito que fui covarde de não ir falar com você, mas falei com Elisa para me dar pelo menos noticias suas por e-mail. Ela foi boa amiga, por isso que a admiro muito. (Essa história está parecendo o anime Inu X Boku, eu chorei naquele final. ç.ç) Tempo foi passando e mais dons aparecendo. Era alucinante sentir suas dores, suas frustrações, eu já estava ficando louco. Então decidir lhe esquecer de vez, mas ao mesmo tempo as garotas me disputavam, se ferindo uma a outra, quase se matando, teve uma que queria se suicidar e eu tive que namora com ela, a Nanami Takeshi. A personalidade dela era pior que a sua...
- Vou encarar isso como um elogio. - o interrompi não gostando do comentário.
- Espere... você não entendeu. - desesperou-se achando que começaria uma discussão. Eu falo no sentido de ser uma pessoa difícil e intempestiva. Ela era ciumenta ao extremo e eu tomei todo cuidado com os sentimentos dela, mas acabava ferido-a de uma forma ou de outra. Na verdade ela era muito ferida e qualquer coisa parecia uma mina que explodia. Então eu esfriei para me preservar, estava me dando desgaste.
- É por isso que ela disse na entrevista que você era frio e calculista.
- Graças que foi ela que terminou, eu fiquei aliviado e queira ficar um bom tempo sem namorar. Ainda com 15 anos resolvi fugir daquele mundo glamoroso e ser uma pessoa normal. Então voltei para a escola e conheci a Kime Yama. Quando a vi pela primeira vez levei um susto, pois era igualzinha a você. Nessa época que eu perdi minha avó. Eu sabia que ela iria morrer e por isso não fiquei tão chocado. E então fui em uma loja comprar um terno preto para o enterro quando lhe vi com o Jade. Na hora achei que era mais uma parecida com você quanto ele disse o seu nome... - ele fez uma pausa e lágrimas escorriam de seu rosto molhando meu peito. - Eu... fiquei tão feliz. E pensei: Olha se não é a minha Yufizinha? Finalmente encontrei você, meu amor. - eu me emocionei de novo com o que ele contava, havia muita emoção em sua voz.
 - Fui amigo de Kime por um ano. Tinha receio de me envolver emocionalmente com ela. Então você teve aquele quadrado amoroso e as dores voltaram. Cheguei a cair no chão do banheiro uma vez por conta do seu sofrimento. Eu e Kime estávamos fazendo um trabalho em dupla para a escola e ela veio me socorrer achando que eu estava tendo um ataque epilético e foi ai... que eu quis me envolver com ela. Eu queria amá-la pra lhe esquecer, afinal você estava comprometida. E quanto mais eu lutava, mais sufocado meu peito ficava. E então veio a revelação da outra vida em um sonho. Isso quando eu tinha acabado de completar 17 anos. Então eu entendi o porquê de você atrair tantos homens, era o mesmo comigo. Olhava para a Kime e só via você, não via mais ela. Acho que até chamei seu nome uma vez quando estava com ela. - então eu percebi que as histórias se encaixavam. - De todas as que eu namorei ela foi a mais legal e compreensiva. Então achei que você precisaria de ajuda e decidir terminar com ela e voltar para cá, para lhe ver novamente, lhe encontrar e lhe salvar. Mas... não esperava que seria tão difícil e que nem amasse tanto o Castiel. Eu dei um jeito de entrar na escola junto com os novos alunos transferidos, isso eu também sabia. Criei vários pretextos para me aproximar de você, mas o que me deixava chocado era que você não reparava em mim, era frustante, pois os meus encantos não surtiam em você. Passei várias vezes na sua frente e era como se fosse invisível. Então percebi Yuri e suas intensões, que não eram boas. Você corria perigo e não sabia, foi por isso que fui falar contigo naquele dia. Eu estava ansioso e muito feliz por finalmente você saber que eu existia. Mas você estava despedaçada. Eu precisava catar os cacos e colá-los um por um... dei todas as cartadas que eu podia. Todas elas falharam.  Comecei a enlouquecer por dentro pensando: Deus, ela não percebe o quando eu a amo! Então você topou a minha última cartada. Estava pronto a me humilhar e dizer que queria ser seu namorado de mentira, na esperança de você gostar de mim. E a minha última esperança tinha morrido. Meus dons começaram a me atrapalhar e a lhe assustar e eu inventei mentiras e mais mentiras para esconder isso. E quanto mais eu as contava mais desconfiada você ficava até... que começou a me rejeitar. Primeiro na loja de sua irmã, depois no restaurante e depois... hoje pela manhã em Tókio. Quando eu lhe liguei e fui lhe encontrar no ponto do ônibus eu iria dar mais uma cartada. Eu iria contar tudo, tudo mesmo.
- "Ah! Seu eu soubesse não teria tido todo aquele trabalho!" - pensei e ele riu.
- É verdade. - concordou. - Mas... acho que foi melhor assim, você não iria acreditar em mim. Resolvi ir atrás de você para falar tudo e ainda perguntar se você ainda queria ficar comigo, se não eu terminaria contigo e voltaria para Kime. E mais uma vez fui rejeitado por você. - sua voz saiu dolorosa. - Quando você me olhou tão assustada como se eu fosse um assassino eu desisti. Eu iria embora e voltar para a Kime, mesmo que continuasse sofrendo, ela me compreendia e me amava mesmo sabendo que eu amava você.  Sai de lá muito frustado, amaldiçoando minha vida e sentido frio. Senti muito frio, era desesperador. Então soube que você foi falar com ela. Achei curioso vocês conversando. Então esperei... quem sabe se Kime não fazia a sua cabeça com o seu jeito doce e sincero? Bem... ela lhe convenceu pela metade e isso já era o suficiente para mim. Só faltava eu lhe contar o que Dimitry lhe contara. Eu não tive coragem de contar, temi de você achar que eu era maluco então pedi para ele contar, já que era um vampiro seria mais fácil você acreditar nele. Pode me chamar de covarde e tudo mais, mas depois daquela sua atitude na loja de Elisa e não sabia mais o que fazer. Resolvi deixar a vontade, por isso que deu certo.
Voltando ao Dimitry. Eu liguei para saber da sua decisão sendo ela boa ou ruim e quando você falou que viria para cá eu não acreditei. Admito que entrei em sua mente, peço perdão, pois não sabia o que você iria fazer aqui e então quando descobri, quão alegre encheu-me o coração. Desliguei o telefone feliz gritando igual a um doido: - "Ela vem me amar, ela vem me amar!" E aqui estamos. - disse por fim. Eu estava com os olhos inchados de tanto que eu chorei em silêncio. Ele se levantou e veio me beijar.
- Perdão. - choraminguei pedindo novamente enxugando nossas lágrimas.
- Eu lhe perdoo. - respondeu suave. - Eu também quero lhe pedi perdão por ser obcecado por você. - eu dei um riso e respondi:
- Agora eu sei o motivo e lhe perdoo.
- Yufi? - chamou apoiando nos braços de novo para me olhar nos olhos. - Eu... sou precipitado mesmo mas...  você quer casar comigo quando completar 18 anos? - eu fiquei surpresa olhei para ele por algum momento. Toquei em sua face e sussurrei:
- Eu quero... muito... me casar com você. - ele não sabia se ria ou se chorava. Então decidiu sorrir e com isso as lágrimas escorrem de seus olhos e eu as limpei de novo. Então deitou ao meu lado me puxando para deitar sobre o seu peito dando-me um beijo na testa.
- Hora de dormir Yufizinha. - falou como se falassem com um bebê.
- Boa noite. - eu disse rindo.
- Boa noite. - respondeu me abraçando.

(Desculpem se algo ficou obsceno ou feriu a moral de alguém, mas queria mostra a intensidade do amor deles.)     

 



    
     

{ 10 comentários... read them below or Comment }

  1. Maravilhosa como sempre Dani! Chorei no final com aquela musica Linda!

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  2. nossa adorei foi tudo tão perfeito

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  3. Own que lindo marida *U* me emocionei com a historia do Damian :3
    Os dois junto são tão lindos. Agora só falta quebrar a cara da lambisgoia mal amada da dDebrah \õ/

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  4. Obrigada, obrigada, autógrafos mais tarde. u.u

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  5. "autógrafos mais tarde" metida u.u
    Ficou muuuuuuito lindo o cap,Damian foi muito romântico *--*
    PS.:Damian um dos meus melhor amigos (só a Euphy que sabe o porque disso...?)

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  6. Amei *-*
    Perfeito *-* *u*
    Eu quero um autógrafo *0*

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  7. It has rattling excellent diary! I always accurately came here from http://byebra.pt that thoughts to be extraordinary viscid bosom heave tape in the grouping and it's real reclaimable.

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Por favor não me cobrem quando irei postar.
E por favor respeitem as opiniões e não comentem coisas que podem ser construtivas, pois elas soam como critica.
Obs: Essa ideia é protegida pela lei 9610 de 19/02/1998, qualquer cópia ou rescrição da mesma como plágio, repete a punição conforme consta em lei.
Ou seja, eu sou a criadora, eu sou a única dona.

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