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Posted by : Euphimea sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

(Eu sei, ela está numa piscina.)


Vou começar com um vídeo feito por mim.






Enquanto eu estava no hospital aguardando o resultado do meu exame de sangue para que não restasse mais duvidas de minha gravidez, lembrei da noite passada.

- Posso tocar em sua face? - indagou Dimitry para Hanako que no primeiro momento se surpreendeu com esse pedido.
- P-pode. - respondeu e ele tirou a luva com a boca. Ela pôde ver seus caninos e recuou um passo assustada e ele ficou triste.
- Perdoe-me por ser tão desprezível assim.
- N-não é isso. Eu não estou acostumada sabe. - disse ela gentilmente, mas tremendo. Ele nem encostou direito as pontas em seu rosto, porém ela sentiu seu toque gélido. Percebendo que o pessoal ia saindo e Hanako ficando só, despediu-se apressadamente e se retirou.
- Quando poderei vê-la novamente? - indagou a fazendo parar na porta.
- Eu não sei. - e deu as costas saindo. Nós esperávamos o pessoal sair do lado de fora. A noite era fria e ali em cima era mais ainda. Hanako se aproximou de mim com a mão sobre o peito. Olhei-a por reflexo e percebendo seu rosto perturbado indaguei:
- O que foi?  - ela ficou na duvida se confessava ou não, decidiu que sim:
- O Dimitry se aproximou de mim e pediu para tocar em meu rosto.
- E o que tem? - indaguei sem importância sabendo do seu interesse por ela.
- Eu... achei tão estranho... e... ele se alimenta do quê?
- Bem, de sangue de animais, porém como aqui em cima não tem muitos e nem o suficiente para alimentá-lo ele fica sem comer.
- Oh! Tadinho.
- Mas ele pediu para sugar o nosso sangue uma vez.
- Que! E-e vocês deixaram?
- Deixamos. Ele iria ficar morrendo de fome? - falei levemente indignada.
- Dói?
- Um pouco, mas a saliva do vampiro é anestésica, é por isso que eles lambem antes de morder. - ela ficou horrorizada pelo que eu disse e ainda mais por eu ter dito com tanta naturalidade.
Deixamos aquele lugar sombrio e voltamos para a cidade em silêncio. Castiel e Nathaniel, pareciam frustrados, por incrível que pareça andavam lado a lado. Damian permanecia segurando a minha mão e eu o acompanhei tranquilamente.
- "Dorme comigo hoje, Yufi?" - perguntou em pensamento. Eu corei quando ele fez essa proposta, ainda sem entender muito bem a palavra "dormir."
- "Sim, mas só dormir ou fazer...?"
- "Só dormir." - respondeu olhando para o meu rosto com um sorriso pela minha confusão.
Não sei o que ele estava sentindo, mas parecia sério. E eu sabia o porquê. Ele tinha medo. Todas as vezes que eu descobria algo sobre ele, admito que ficava desconfiada e o temia.
E aquela noite não foi fácil para mim. Damian teve uma sequencia de pesadelos e não parava de me chamar.
- Euphi... não me deixe... por favor...
Acordei de novo pela quarta vez. Ainda bem que no dia seguinte era fim de semana se não eu não conseguiria levantar para a escola. Apoiei-me nos braços e movi-me para cima perto de seu rosto. Toquei-o com ambas as mãos e o despertei novamente com um beijo.
- Euphi? Você ainda está aqui? - indagou me abraçando forte, ainda em seus devaneios sonhosos.
- Sim, estou. - respondi com a voz baixa para acalmá-lo. - O que você sonhou dessa vez?
- De... quando... eramos... crianças... e você se mudou sem... se despedir... - devido a sonolência não conseguia falar direito.
- Damian? Acorde. - pedi. Ele tentou manter-se acordado, mas seus olhos pareciam pesar uma tonelada. - Damian?- chamei mais forte e ele abriu os olhos então eu falei. - Eu não vou fugir. Por favor, durma tranquilo.
- ... Não estou deixando-a dormir. Desculpe. - falou dando-me um beijo na testa.
Colocou a cabeça no travesseiro e esperei ele dormir para fazer o mesmo. Nesse momento ele me abraçou tão forte que achei que iria ser esmagada.
- Damian? - chamei antes que fosse partir-me em dois com seu abraço de urso.
- Hã? O que foi agora?
- Você está me sufocando. - respondi o empurrando e este soltou-me.
- Desculpe. - pediu e levantou da cama.
- Para onde você vai?
- Vou dormir na sala... se não amanhã você não conseguirá levantar. - e agarrou o travesseiro saindo.
Só assim ambos conseguiram dormir. Mesmo aparentando ser um cara frio, ele era sensível e tinha suas fraquezas. Mas senti falta dele na cama. Ela parecia enorme demais e fria demais para eu aquecê-la sozinha. Mas consegui dormir vencida pelo cansaço.
Agora eu estava com ele em uma cadeira de hospital esperando o resultado que levaria meia hora para sair. Sua mão agarrou a minha com força. Damian assim como eu estava apreensivo.
- Euphimea Midoriko! - chamou a enfermeira e eu levantei em um salto. - Aqui está. - entregou-me e saiu. Achei que ela iria me dar os parabéns ou algo do tipo. Fiquei temerosa, mas enfrentei meu medo e abri o envelope.
- Negativo. - disse aliviada para Damian. Ao mesmo tempo senti medo por tê-lo decepcionado.
- Tudo bem. - respondeu.
- Tudo bem? Como assim, tudo bem?
- Não estou decepcionado. Achei melhor assim, afinal ainda somos jovens. - e deu-me um beijo na testa conduzindo-me pela mão. Fiquei surpresa pela reação inesperada.
Nessa hora meu celular tocou e era a Anny.
- E ai Euphy?! Estou morrendo de curiosidade!
- Negativo.
- Sério? Nhá eu queria tanto ser tia! - falou decepcionada.
- Achei melhor assim. - era a voz do Ly. - Eles são jovens demais para terem um filho agora.  
- Damian também acha isso.- declarei.
- Ela disse que o Damian concorda contigo. - falou Anny e percebi que  não estava no viva-voz, mas deveria está bem perto para eu poder ouvi-lo.
- Somos parecidos. - comentou Damian.
- Ah! Euphy! As meninas querem ir a praia! Vamos?
- A praia? - perguntei um pouco eufórica. - Vamos sim! Eu adoro praia!
- Legal! As meninas já estão lá. Eu e a Kloster resolvemos lhe esperar.
- Ok, estou passando no apartamento para me trocar. - respondi animada. - Você vem, Damian?
- Bem... Quem vai está lá.
- Todo mundo, inclusive os gêmeos. Lys também vai. - respondeu Anny podendo ouvi-lo.
- Certo. Então eu vou também.
- Legal! Venha logo que estamos lhe esperando.
- Ok. - respondi. - Um beijo.
- Outro, tchau.
- Tchau.
Fiquei feliz, pois iria ver Damian em outro ambiente. E sem falar do seu corpitio no calção de banho. Ele sorriu para mim pela minha empolgação.
  (*||*)
Mesmo namorando-o eu sempre ficava vermelha com tanta beleza. E algo que nunca aconteceu antes eu tive um sagramento nasal violento. Segurei meu nariz sentindo o sangue espirrar para os lados.
- Euphi! - exclamou ele preocupado. - Eu tenho um lenço, toma. - entregou-me e eu limpei-me ainda mais envergonhada.
 Depois riu: - He, he, he. Não sabia que gostava tanto assim  de mim. 
- Ora essa! Quem mandou você ser tão belo! - exclamei envergonhada e brava depois de ter me limpado. 
- He, he, he, mas você também é linda, minha boneca de porcelana. - e abraçou-me esmagando-me e enfiando meu rosto em seu abdômen. Senti seus quadradinhos por baixo da regata preta e corei de novo. 
- Quer parar! Se não vou ter outro sangramento! - ele riu de novo soltando-me. Parecia estar mais tranquilo.
Deixou-me no apartamento e foi para a sua casa, avisando que quando estivesse pronto voltaria para me buscar. Assim que abri a porta levei um susto de Anny se jogando em cima de mim. 
- Meu pêsames, Euphy!
- Pêsames, pelo o quê?
- De você não está grávida! Eu queria tanto ser madrinha do Damian-júnior.
- Você é muito doida mesmo. - falei rindo. - O que vocês estão fazendo no meu apê?
- A Jen deixou-nos ficar aqui até você chegar.
- Já era hora. Detesto que me façam esperar. - resmungou Kloster.  
- Eu sinto muito Euphy.
- Ly! O tio Samuel lhe deixou entrar? Não pode entrar menino aqui.
- As garotas que me trouxeram aqui.
- Não me meta nessa, foi somente a sua namorada. - falou Kloster tirando o corpo fora.
- Eu sei, mas confesse que você ajudou. - protestou Anny.
- Um pouco.
- Bem, deixa eu me trocar e comer algo estou de jejum. - falei terminando de entrar.
- Ih, amiga o restaurante fechou.
- Que droga. - resmunguei pegando meu biquíni e saia de praia caminhando para o banheiro.
Arrumei-me e depois arrumei a bolsa de praia. Ly estava de regata branca e bermuda, o que era tentador, pois via-se a marca de seu abdômen e a sombra de sua tatuagem nas costas.
Eu pretendia parar em algum lugar para comprar algo para comer. Parei numa padaria e pedi um bolinho de arroz para comer, bem comum no Japão. Meu telefone tocou e era Damian.
- Yufi onde você está? Não combinamos deu lhe pegar.
- Ixi, é verdade. Estou em uma padaria do outro lado da rua, desculpe amor esqueci.
- Tudo bem, cabecinha de vento. - brincou. - Compre pra mim o mesmo que você comprou.
- Bolinho de arroz?
- Sim, eu estou chegando.
- Ok, até. - despedi virando-me para o rapaz do balcão e pedi outro bolinho.
- Até. - despediu e desligamos. Eu fiquei atrapalhada com o telefone e o bolinho, assim meu celular cai no chão e desmonta todo. Pedi para a Anny segurar o bolinho e Kloster veio me ajudar a reconstruir o meu telefone. Só faltava a bateria que é a única que consegue quicar para longe e sumir em algum buraco negro. A encontrei nos pés de alguém.
- Com licença.- pedi me abaixando.
- Euphi? - a voz me reconheceu. Levantei a cabeça depois que peguei a bateria e era Jade acompanhado de Kushynna.
- Ah! Jade! Você por aqui? - fiquei surpresa.
- Sim, vim tomar café com Kushynna, ela é da sua escola.
- Eu conheço... oi.
- Oi. - disse ela forçando um sorriso.
- E você, faz séculos que não lhe vejo.
- Vou bem e você?
- Bem também. Vou a praia com o pessoal.
- Legal vejo que se enturmou. - continuou falando simpático como sempre.
- É... - eu ainda estava surpresa.
O pessoal se aproximou para cumprimentá-lo e eu apresentei a Kloster a ele. Peguei meu bolinho de volta depois de tacar o celular junto com a bateria na bolsa e peguei o que Kloster levava do Damian. E por falar nele, logo apareceu.
- Demorei?
- Não nem um pouco. - disse sorrindo entregando o bolinho e indo pagar, fugindo do clima levemente tenso entre Damian e Jade. Que até onde eu sabia ele resolveu se relacionar com Kushynna quando viu que eu estava com Damian, pois se eu ainda estivesse com o Castiel ele ainda tentaria alguma coisa. - E então vamos? - indaguei voltando querendo sair dali o mais rápido possível.
Despedimos e fomos para a praia. Perto das pedras vi o pessoal, principalmente o chapéu da Jen para que o sol não queimasse sua pele branca. Eu detestava ser branca, ainda mais parecendo um fantasma como eu era.
Então surge do mar aquela criatura negra, monida de arpão na mão, pés de pato e óculos de mergulho em um andar desengonçado de ganso quase caindo de cara na areia. Se aproximou do pessoal. Era Armin. Só o reconheci quando tirou o respirador com o óculos de mergulho.
- Meu Deus! Pra que isso?! De roupa de mergulho, vai caçar uma baleia?
- Bem que eu gostaria, mas a Jen disse que se eu viesse a praia poderia procurar por monstros marinhos, ela disse que ouviu boatos de um monstro do lago Nessie aqui no mar.
- Há, há, há, há! E você acreditou? - não aguentei e cai na risada.
- Claro que não, mas gostei da ideia, além do mais ela disse que se eu não viesse ela quebraria meu console então...
- Achei que só seu irmão lhe fazia essa chantagem.
- Eu conheço meu irmão, mas a Jen... ela dá medo.
- Sem falar da serra elétrica. - brinquei me referindo ao jogo Mad Father.
- Ah... é verdade, eu tenho medo da escada também. Minha cabeça ainda grita ao lembrar da pancada que levou no dia que esvaziamos o porão para o show.
(Só eu, ela e o Armin sabemos dessa história maluca).
- Foi porque você estava olhando para outra menina.
- Não disse que ela é brava?- e deu um sorriso amarelo.
Eu ri bastante enquanto ele foi cumprimentar o pessoal. Fiz o mesmo com todos que estavam lá e travei ao ver Castiel jogando um disco para o Demônio e Lucky perto das pedras.
- "Eu não acredito que ele veio com os cães?" - pensei.
O disco voou em minha direção e aqueles dois malucos vieram correndo. Lucky se jogou em cima de mim me lambendo quase me derrubando no chão. - Calma rapaz, eu também tenho saudade de você. - notei que ele engordara, quando o pegamos na rua ele era magro parecendo suas costelinhas. Depois do afago, foi para o chão. Demônio se aproximou e parou analisando-me. Eu tinha um medo danado desse cão, embora o conhecesse. - Olá Demônio. - cumprimentei e ele abanou o rabo também se jogando em cima de mim.- Chega, chega. - pedi o afagando na cabeça. Quando levantei o rosto, Castiel sorria vendo a cena.
- Eles gostam de você.
- Er... Eu também gosto deles. - ele se aproximou com o seu caminhar de felino como quem não quer nada. Uma parte do cabelo preso, mostrando o pequeno brinco. Procurei aflita por Ichigo e a encontrei na água, com Miele, Hanako e Anny.  Alexy beijando Kelly perto d'água, mais a frente. Os meninos todos conversando, Aikka e Nathaniel lendo um livro como sempre,  Damian mantinha um diálogo distraído com  Armin e Jenna embaixo do guarda sol e Kentin fazia cooper correndo a praia inteira até o outra ponta. Kloster escrevia em um caderno estudando também igual os cabeçudos Aikkanat. Ou seja, eu estava sozinha com o tigre e eu era a lebre.
- Você está bonita nesse biquíni. (Isso é verdade ele disse isso no CDM, porém não sou mais tábua. u.u)
- O-obrigada. - corei ao notar seus olhos sobre meus seios. Ele se inclinou a meio metro de mim e falou no meu ouvido.
- Está gostosa, Euphy.
- C-castiel... Não começa. - pedi me arrepiando. Ele queria jogar sujo contra a minha inconstância afetiva.
- Eu adoro brincar com você! Você leva as coisas a sério demais! - e ria-se da minha cara. Fiquei aliviada, era só brincadeira. Sem falar nada dei meia volta e Castiel me segurou pelo ombro. - Espere Euphi.
- O que é?! - perguntei aflita.
- Quando você vai terminar com esse cara e voltar para mim?
- Que? Como você é cara de pau!
- Não dizem que a esperança é a última que morre?
- E a Ichigo? Eu notei que você estava saidinho para o lado dela.
- Ela? Ichigo é só uma amiga. Você é meu caso.
- "Ex" você quer dizer.
- Não. Quer apostar que se eu lhe beijar, aquele cara não fará nada?
- Ele não perde a compostura como você! Nunca ouviu dizer que quem grita perde a razão? Deixa eu ir que já estou discutindo contigo.
- E eu sei que você gama. - e me pegou em um abraço com força, beijando-me.
Ele queria que Damian se sentisse inseguro para terminar o relacionamento comigo para que eu voltasse, porém Damian era maduro e esperto o suficiente e capaz de engolir um sapo boi para que não acontecesse.
- Viu? Você ainda gosta de mim. Seu corpo se arrepiou e estremeceu todo em meus braços.
- Gr... Me solta garoto! - Lucky começou a latir chamando a atenção do pessoal. Senti Damian se levantar da canga e rapidamente veio até nós.
- Tire as mãos da minha mulher. - ordenou com a voz fria que me fez arrepiar até os ossos. Castiel puxou-me para atrás de si e continuou me segurando pelo pulso o encarando. Damian de fato era bem mais alto que ele em 10 cm de diferença.
- E se eu não quiser? Vai me bater? Eu estou preparado.
- Eu não desço ao nível de crianças como você...
- O QUE FOI QUE VOCÊ ME CHAMOU?!
- De uma criança que não tem limites.
Só vi a mão de Castiel soltar do meu pulso e voar no rosto de Damian que continuou parado de braços cruzados sem revidar. Ele recebeu o soco e seu rosto virou para o lado por conta do impacto e óculos escuro voar. Voltou o rosto para o lugar e falou:
- Eu não vou estragar o meu dia e de ninguém. Vamos Euphy que o pessoal está esperando. - falou dando um gelo em Castiel o tratando como se fosse um nada. Saiu pegando o óculos e olhando para mim. Eu corri para ele.
Castiel ficou louco da vida e deu as costas se dirigindo para o disco e voltando a brincar com os cães.
- Damian... eu...
- Não precisa se desculpa, eu sei o que aconteceu. - falou virando e tentando dar um sorriso gentil. Fez careta  ao senti o efeito do soco em seu rosto.
- Está doendo muito? Eu vou arrumar um gelo pra você. - disse procurando algum vendedor ambulante e encontrei o tio Louis do mercado vende tudo com um carrinho de picolés mais a frente.
- A senhorita deseja alguma coisa?
- O senhor tem um pouco de gelo para me dar?
- Gelo? Tenho, só um instante.
Ele me deu três pedras de gelo e fui andando apressada de volta para o pessoal antes que derretesse. Peguei a minha canga a arrancando da bolsa e embrulhei-os oferecendo a ele.
- Obrigado.
- Esse marginal é um perigo solto. - comentou Nathaniel tomando as dores de Damian, algo muito raro para um egocêntrico como ele. Deixou-me surpresa.- Só de vê-lo me dá mal estar.
- Vou lá falar com ele. - disse Armin se levantando e caiu com os pés de pato arrancando uma risada de geral. Resolveu tirá-los.
- Calma Nathaniel. - pedi. - Também não exagere.
- E eu estou mentindo Euphy? - indagou colocando a mão sobre o peito e franzindo as sobrancelhas sobre os óculos escuros. - Não venha defendê-lo na minha cara. Isso só levanta suspeitas de que você ainda gosta desse troglodita. - o seu rosto ficara vermelho denunciando seu ódio mortal por Castiel.
- É verdade. - respondi ajudando Damian com o gelo.
- Calma meu amor. - pediu Aikka procurando acalmar Nat que a qualquer momento ia explodir.
- Qual foi o babado? - indagou Anny voltando toda molhada e torcendo o cabelo.
- Advinha? - indaguei. Ela olhou para Damian, em seguida para Nat que a essa altura estava ficando roxo e Armin quase apanhando de Castiel que parecia um touro em uma arena de cowboy.
- Hum... Castiel fez alguma coisa com você?
- Ele me beijou e ainda deu um soco em Damian.
- MAISOQUE!- exclamou espantada. - Eu já disse que esse menino é um ogro das montanhas marida!
- Finalmente alguém que concorda comigo! - exclamou Nat levantando as mãos para o céu.
- Eu também concordo. - disse a Jen.
- Que ótimo mais uma! - Nat estava sendo bem irônico, era a raiva que lhe fervia.
Kloster chegou lambendo um picolé tranquilamente parecia uma criança. Se enfiou embaixo do guarda sol e continuou em pé o saboreando sem se importar com o que estava acontecendo nem com a agitação no ar. Olhou em volta, ajeitou o óculos e soltou um resmungo:
- Esse cabeça de fósforo... (não vou dizer os palavreados que ela o chama, por ser inapropriados)
Eu me sentia culpada. Gente! Eu só fui o cumprimentar e o garoto estraga meu dia.
- Acho que já deu Euphy. - pediu Damian afastando delicadamente minha mão.
- Mas seu rosto vai inchar...
- Ele vai inchar de qualquer maneira. - respondeu. Joguei o resto do gelo na areia e estiquei a canga para secar. - Vai brincar com suas amigas, Euphy. Não estrague seu dia por minha causa.
- Mas Damian... - ele deu-me um selinho e piscou o olho. Era visível através do óculos.
- Pode ir. Eu já esqueci o ocorrido. - falou dando um leve sorriso evitando a dor do soco.
Vendo que Castiel não iria acalmar, Lysandre se levantou, deu um suspiro e foi falar com o seu melhor amigo. Só o Ly para ter paciência de Jó para aturá-lo. Eu levantei e tirei a saia ganhando um assobio de fiu fiu de Alexy que acabara de chegar de mãos dadas com a Kelly, deixando-me vermelha.
- Que isso rapá, tira os zoios. - brincou Damian agarrando minhas pernas quase fazendo me cair.
- Ui! O que está fazendo?!
- Brincando com você. - respondeu.
- Vamos parar de namorico? - indagou Anny irritando-se. - Venha Euphy, desde que você chegou não relaxou. - ela me pegou pela mão arrastando-me quase me fazendo cair. Vi Armin voltando e pedindo água para a Jen, que entregou a ele.
O que a Anny disse era verdade. Eu não relaxava. Sempre me preocupando com tudo e me sentindo culpada querendo agradar a todos. Comecei a boiar e contemplar o céu. Anny gostou da ideia e resolveu boiar também. Logo quem estava no mar fez o mesmo. Então lembrei-me do protetor solar que ainda não tinha passado. Afundei-me na água empurrando meu corpo para frente ao tocar no fundo para sair. Ainda bem que mar não estava bravio, se não eu teria levando vários caldos.
- Onde você vai Euphy? - perguntou Anny ao sentir eu espirrar água nela com os pés.
- Passar protetor solar. - avisei um pouco alto pegando onda.
Teria que esperar secar para passar. Aproximei e abri minha cadeira para sentar.
- Resolveu pegar sol? - perguntou-me Alexy.
- Não estou secando para passar protetor.
- Posso passar nas suas costas se quiser... - sugeriu Damian com tom de malicia, mas graças que ninguém percebeu. E novamente fiquei corada.
Enquanto secava e torrava ao sol pude perceber que o disco voou em direção a Ichigo. Ly havia voltado e Castiel parecia ter se acalmado. O disco acertou sua cabeça e ele correu para pedir desculpas e pegá-lo antes que ela fosse atropelada pelos cães. Vi que ele falou um " Foi mal." E ela respondeu um : "Tudo bem."
- "Finalmente ele resolveu se aproximar da Ichigo mais uma vez. Castiel está passando dos limites. Ainda mais agora que decidi ficar com Damian... " - pensei e me esqueci que meu namorado podia me ouvir. No mesmo instante ouvi um riso e Nathaniel perguntou o que era.
- Não é nada. - respondeu. Como eu estava de costas e mais a frente não vi a cena.
- "Fico feliz em ouvir isso." - comentou em pensamento e eu corei de novo.
Para disfarçar estiquei-me até a bolsa e peguei o protetor, pois comecei a arder. Quando voltei a ficar encostada Damian se encontrava parado ao meu lado. Entendi que ele queria passar protetor em mim. Afastei minhas costas e inclinei para frente para que ele passasse. Aproveitou para alisar minha pele fazendo-me arrepiar e virar para ele corada. Olhei para o pessoal e ninguém estava prestando atenção em nós. Armin e Jenna brigava pela sombra do guarda sol. Ela o emburrou que caiou de lado na areia.
- Mas Jen eu ódio sol igual a você!
- Sou sua namorada e tenho o direito de ficar aqui embaixo.
- Então a gente faz assim... - falou a abraçando e derrubando-a na canga.
- Aaahhh! - gritou do susto que levou.
Alex apertava o biquíni de Kelly que a qualquer momento ia cair. Nat e Aikka como sempre um explicando ao outro sobre o livro que liam. Annya tomava sorvete com o Lysandre debaixo de outra sombrinha. Kentin parou de correr e agora conversava com Miele perto da água. E Ichigo brincava com os cães de Castiel. Kloster escrevia em seu caderno.
- Viu Euphy? - indagou Damian, a principio achei que ele falava em minha mente, porém era no meu ouvido. - Ninguém está prestando atenção na gente. Posso lhe agarrar sem problemas.
- C-como? - gaguejei vermelha.
- He,he, brincadeira. - deu-me um selinho e sentou na minha canga ao meu lado. Passei o protetor no resto do meu corpo. Então me lembrei da Hanako e perguntei:
- Alguém sabe dela?
- Serve aquela ali? - apontou Armin sentado ao lado da Jen e parece que se entenderam em dividirem o espaço da guarda sol.
Hanako vinha com sua cadeira de praia na mão, uma bolsa no ombro esquerdo, chapéu e óculos escuros. Sua presença era semelhante a de Damian. Ela era bonita, mas parecia que algo a mais chamava atenção nela.
- "Sua presença vampírica." - respondeu Damian em minha mente e virei imediatamente para ele que me piscou um olho fazendo sinal de silêncio em seus lábios.
- "Se refere a Mary Madalenie?" - indaguei olhando para ele.
- "Isso mesmo, porém ela ainda não sabe disso".
- "Será que ela vai aceitar?"
- "Deixe que Dimitry sabe o que faz." - respondeu colocando a mão em meu joelho.
E essa conversa foi o tempo em que Hanako se aproximou. Armou a cadeira e jogou sua bolsa no chão.
- Olá Hanako! - cumprimentou o pessoal.
- Olá. - respondeu ela um pouco sem graça. - Euphy preciso falar contigo e com Damian.
Achei estranho e para minha surpresa Damian se levantou aproximando-se já sabendo, provavelmente, o que ela queria. Então levantei e fomos andando atrás dela para perto das pedras mais afastado do pessoal.
- Euphy... - sua voz saiu desesperada. - Dimitry não sai de minha mente.
- Ah, que bom! - exclamei achando que ela estava apaixonada por ele, porém não era bem isso.
- Espera, você não entendeu... eu me vejo agonizando em uma cama. Meu corpo está tomado por manchas negras (peste negra) e eu não consigo me mover. Dimitry chora do meu lado segurando minha mão enegrecida onde nem consigo movê-la eu... Antes de conhecê-lo eu não tinha esse tipo de pesadelo! Isso não é um sonho! É real, eu tenho certeza que é real! - pois as mãos no rosto sobre os óculos escuros e lágrimas escorriam.
- Vem cá. - pediu Damian a abraçando.
- Sabe o que é Damian? - perguntei preocupada.
- É o despertar da alma dela. - respondeu condoído. - Eu tive algo parecido quanto completei 14 anos de idade.
- Mas não tive nada. - respondi confusa.
- É que você aceitou de imediato essa condição quando lhe foi revelado. - respondeu.
Aproximei de Hanako e coloquei minha mão em seu ombro direito sentindo ele saltar por conto de seu choro. E olhei para Damian para saber se ele iria dizer alguma coisa e começou a falar:
- A Mary Madalenie morreu antes que Dimitry já transformado pudesse salvá-la.
Então eu entendi que Hanako não era a reencarnação de uma vampira. E foi a presença de Dimitry que atordoou sua alma.
- Hanako? - chamei e ela diminuiu o choro para me ouvir. - Olha... você... é... - parei e olhei para Damian para saber se podia falar e ele assentiu com a cabeça. - A reencarnação de Mary Madalenie o grande amor de Dimitry.
Ela se afastou de Damian e sua expressão era de incredulidade. Olhei para ele em desespero e para me proteger disse a ela.
- Dimitry só se transformou em vampiro para salvá-la. Porém chegou tarde demais.
- N-não é possível... I-isso é mentira, não é? - indagou e sentiu uma aberto no peito que chegou a curvar-se.
Eu conhecia aquela dor. Damian o mesmo. Era a dor no coração de quando rejeitamos a nossa alma gêmea. - Quanto mais você rejeitar mais vai doer. - ele disse friamente.
- Damian! -exclamei surpresa.
- Hoje de noite você vai voltar lá. - ela levantou-se abruptamente tremendo.
- Q-que! V-vocês querem que eu volte naquele mausoléu?
- Bem... então ele virá até você. - respondeu.
Ela deu um passo para trás assustada tremendo. Novo aperto no peito, seu corpo curva para frente novamente. Damian estava sem paciência, acho que ele se lembrou de quando eu o rejeitei. Se não fosse pela praia ele a pegaria pelo braço e arrastaria até Dimitry.
- E então? Não é o bastante? - indagou ríspido. Ela se levantou e respirou fundo.
- E-está bem... - concordou ainda agarrada ao vestido de praia na altura do coração.
Aproximei e a abracei reconfortando-a. Sabia o quanto era difícil aceitar ser diferente dos outros. E não existia nada pior que isso. Eu que antes de ir para essa escola não tinha amigos, de repente me vi rodeada deles.
-Você consegue. - sussurrei alisando seu cabelo.
- Bem... vamos curtir a praia. - concordou por fim se afastando.
Kloster terminou de fazer seu dever de casa e queria brincar de  bola comigo.
- Euphy! Todos estão namorando! Eu quero jogar!
- Mas eu também...
- Não interessa!
- Podemos jogar vôlei. - sugeriu Damian simpático como sempre. Foi até um rapaz alugar uma rede. Ele e Lysandre, que eram os mais altos dali a colocaram. - Primeiro as meninas jogam depois os rapazes. - disse para mim e Kloster. - Ei pessoal! Vamos jogar! - chamou ele a atenção de todos. Eles gostaram da ideia, somente Armin e Alex ficaram deixo do guarda sol.
- Eu quero fazer dupla com a Euphy. - disse Anny me agarrando pelo pescoço.
- Então eu faço com a Kloster. - anunciou Jenna.
- E vocês dois? - indagou Damian para os gêmeos.
- Não obrigado, vamos ficar aqui. - agradeceu Armin enfiando o boné ainda mais no rosto.
- Eu não gosto muito de atividade física. - anunciou Alex.
- Quem está na chuva é para se molhar. - insistiu Damian.
- Mas não está chovendo, dãh! - falou Armin.
- Cala boca Armin! - todo mundo falou achando besteria o que ele disse.
- Pô qual é! Eu só estava brincando. Eu sei que isso é uma daquelas frases de efeito.
- Então quem começa? - perguntou Anny.
- Vai você mesmo. - disse Kloster tirando o óculos e entregando para Nathaniel. Apertou os olhos para enxergar melhor.
- Vai consegui jogar assim? - perguntei preocupada.
- Claro que vou. Não sou cega. Meu grau é pouco. - respondeu grosseiramente. Eu ainda não conseguia me acostumar com isso.
Jogamos. Eu e a Anny estávamos ganhando por um ponto de diferença. Então no rádio de um rapaz que estava sentado perto de nós tocou minha música deixando-me muito feliz.Assim distrai e levei um bolada na cabeça da Jen.
- Desculpa Euphy.
- Não tem nada. - disse caída na areia com a mão na cabeça.
- Por essa distração nós ganhamo! - exclamou Kloster comemorando.
- Minha música. Ela está tocando! - exclamei levantando e vi a mão estendida de Damian.
- Tudo bem?
- Claro meu amor. - respondi. - É MINHA MÚSICA! - comecei a gritar igual uma doida.
O pessoal virou atenção para o som. Castiel torceu o nariz e Lysandre abriu uma sorriso se aproximando de mim. Bagunçou meu cabelo e disse:
- Você conseguiu minha pequena. (o/////o Eu juro que ouvi a voz seduta do Ly nessa frase. Meus ouvidos estão quentes. Link: http://docetelouca.tumblr.com/post/58262181141/eu-infartei-quando-ouvi-ly-cantarolando-no-dream)
- Graças ao meu sensei. - disse sorrindo o fazendo corar.
- A-assim você me deixa sem jeito Euphy. - respondeu. (Eu amo muito  isso. >.<)
Então o rapaz, dono do rádio, de cabelos pretos e olhos amarelos que me observava um tempão depois do meu escanda-lo pegou um saco amarelo e se aproximou de mim. Parou tirou o cd entregando-me a caneta.
- Por favor, poderia me dar um autógrafo?
Eu fiquei mega vermelha. O cd ainda estava com plástico recém comprado. Quando o peguei deixei derrubar na areia de tão nervosa em que me encontrava.
- D-desculpe. - peguei do chão e perguntei: - Posso abrir?
- Claro. - respondeu meio óbvio porém com educação.
Abri o cd, tirei a capa e escrevi meu nome nele. Quando o devolvi para ele percebi que sua atenção estava voltada para outra direção. Virei para onde ele olhava e vi Kloster esconder-se atrás da Anny. Para salvá-la insistir falando mais alto:
- Aqui o seu cd.
- Ah, obrigado. - e sorriu voltando para o seu lugar.
Aproximei de vagar da Kloster e aparecendo de repente perguntando:
- Quem é?
- Não é ninguém. - respondeu.
- Eu também fiquei curiosa. - disse Anny percebendo que Kloster estava atrás dela tentando se esconder.
- Já disse que não é ninguém. - falou rosnando, corada e caminhando apressada para perto de Aikkanat.
Damian como sempre se aproximou do rapaz fazendo Kloster ficar branca.
- Quer jogar volei?
- Hum... Estão precisando de alguém.
- Pode jogar em uma rodada se quiser.
- Ok. Pode ser. - respondeu se levantando. - Sou Viktor.
- Prazer Damian.
- Tenho uma ligeira impressão que já vi  sua cara antes. - Damian sorriu e falou.
- Em alguma revista ou televisão, sou modelo.
- Hum... é claro. Essa praia está cheio de famosos. - falou brincando.
- Você se refere a minha namorada?
- Eu percebi que era sua namorada. - respondeu a pergunta desafiadora.
- Venha que eu vou lhe apresentar ao pessoal.
Ele se aproximou sendo seguindo pelo Viktor e apresentou-o para todos. Depois disse o nome de cada um apontando e por fim falou com a Kloster.
- Ei, Damian? - chamou Nathaniel com a bola na mão. - Vai jogar ou não?
- Claro que vou. - respondeu e quando estava indo Kloster agarrou seu braço e rosnou para ele:
- Eu te mato.
- O que tem de mal fazer novas amizades? - e sorriu de canto. - Vou jogar agora.
Damian fez dupla com Nathaniel para compensar a altura. Kentin e Viktor fizeram outra dupla, já que Kentin também não é tão alto.
- Vai jogar não Lys? - perguntei.
- Deixa eles terminarem. Vou falar com o Castiel para saber como está seu humor.
- Não sei como você aguenta. - disse olhando Anny e Hanako na água. O sol estava me matando e eu queria mergulhar também.
- Com o tempo você se acostuma.
- Eu não consigo me acostumar. - respondi.
Ele seguiu seu caminho e eu fui mergulhar novamente. Da água fiquei observando aqueles deuses jogando volei. O jogo deles era bem pesado e a sério. Damian e Viktor pegavam todas as bolas. Fiquei com pena de Nathaniel por ser o mais baixo. Aikka olhava aflita para seu amado. Kloster irritada com a implicação dos gêmeos veio entrar na água quando chegou perto Anny indagou.
- O que foi?
- Aqueles idiotas ficam dizendo que estou afim do garoto novo.
- E não está? - indaguei maliciosamente.
- É claro que não, baka!
- Calma, calma. Também não precisa gritar. - pedir segurando para não rir.
Miele e Ichigo vieram para a água. Ichigo parecia inquieta. Nadei até ela e perguntei o que a incomodava.
- E que Castiel me perguntou se... podia ficar comigo.
- Sério? - indagou Anny curiosa.
- E o que você respondeu? - perguntou Hanako.
- Que eu ia pensar.
- Devia ter respondido. - falou Miele.
- Achei muito de repente. Ele ainda gosta de você Euphy e eu não quero ficar com ele por conta disso.
- Eu não ficaria com ele. - respondeu Kloster.
- E notável seu ódio por ele. - retruquei.
- Ele é um idiota e nunca deixará de ser.
- Olha Ichigo. Eu gostaria muito que vocês ficassem juntos. - falei me aproximando e colocando minha mão gelada em seu ombro. - Eu prefiro que ele seja feliz com alguém.
- Mas... ele quer ficar comigo para lhe esquecer.
- Bem... eu já gostei muito dele. Já tirei ele da Jen e me senti muito mal quase perdendo uma amiga. Graças que ela conheceu o Armin que é menos tímido que o Leigh. Continuamos amigas e cada um tem o seu namorado. Se eu fosse você dava uma resposta para ele, mas não agora. Dê amanhã.
- Obrigada Euphy. - disse me abraçando.
O sol estava bem mais forte mostrando que ia dar meio dia. A dupla Damian e Nathaniel ganhou, mas foi bem acirrado. Viktor não era um cara de perder. Paramos para almoçar num restaurante perto dali. Fiquei surpresa ao ver Viktor sentar ao lado de Kloster e tudo mundo fingiu não ver. Armin queria rir e Jen lhe deu um soco no estômago por baixo da mesa.
- Ai! Por que me bateu amor?
- Para você ficar quieto.
- Mas eu estou quieto.
Almoçamos e decidimos ir para casa, pois o sol estava de matar. Meninas e meninos cada um para o seu alojamento. Damian foi para sua casa e não se importou deu ir para o apartamento. Na verdade ele ia tirar um cochilo.
Depois do banho eu e Jen fizemos o mesmo. Dormimos com o ar condicionado ligado. Quando acordei ela ainda dormia e olhei pela janela o sol se pondo. Lembrei que era hora de levar Hanako para ver o Dimitry. Mas ela devia está dormindo. Meu corpo inteiro ardia e eu voltei a deitar a cabeça no travesseiro quando meu celular tocou.
- Alô? - atendi cheia de sonho.
- Alô, te acordei amor? - era Damian.
- Não. Eu que ia dormir de novo. - respondi sentando. - Pode falar.
- Está na hora...
- Eu sei. - respondi o interrompendo. - Mas... estou sem graça de ir falar com ela.
- Na verdade estamos no hall lhe esperando.
- Que! - exclamei ficando branca. - Ela está ai contigo?
- Sim. Esperamos um pouco para te ligar. Ela pediu meu telefone para o Nathaniel... sabe representante tem o número de todo mundo.
- Sei. Ele não excita em passar. - respondi rindo. - Eu vou me arrumar e já vou.
- Ok. Estamos esperando. - disse antes de desligar.
Vesti uma roupa o mais rápido possível. Coloquei um casaco, porque lá em cima faz muito frio e desci apressada saltando para dentro do elevador assim que ele chegou.
- Boa noite. - disse para seu Samuel.
- Boa noite senhorita Euphy.
Vi Hanako sentada olhando para o chão e Damian em pé esperando. Ao me ver abriu um sorriso e segurou minha mão. Saímos e seguimos para o casarão de Dimirtry.
- Ele não vai lhe fazer mal Hanako. - falei tentando reconfortar.
- Eu sei... É que... É estranho.
- Depois você se acostuma. - concordou Damian.
Foi uma longa caminhada como sempre.  E aquela subida era de matar. Finalmente chegamos e para nossa surpresa Dimitry havia tirar a planta trepadeira da casa, porém a marca dela ficou dando um ar ainda mais assombrado. Ele tentou fazer o melhor que pode para recebê-la. Paramos na porta e esta abriu-se sozinha. Lá dentro podíamos ver um par de olhos vermelhos luminosos. Hanako deu um passo para trás. Até eu fiquei um pouco nervosa, porque as vezes assusta um pouco. Então velas acenderam lá dentro fazendo seu rosto pálido iluminar-se.
- Sejam bem vindos. - falou sorrindo. - Queiram entrar por favor. - pediu.
Assim que entramos estamos em um salão da idade média como da outra vez. Pura ilusão para nos deixar um pouco mais confortável.
- Bem vindos. - disse Noir aparecendo fazendo Hanako dar um grito.
- Eu fiz algo errado? - indagou ficando triste.
- É que ela nunca lhe viu. Onde você estava da outra vez que não o vimos? - perguntei.
- Eu fui caçar. Também Dimitry disse para eu não assustar o pessoal e ficar bastante tempo fora.
- E-esse morcego fala!
- Sim, é o Noir. - disse sorrindo para ela. - Noir farejou o ar perto dela e voou para o ombro de Dimitry dizendo:
- É ela sem duvida. Como sou um morcego não enxergo direito, ainda mais nessa claridade. Mas o cheiro é o mesmo da Mary.
Dimitry fez uma expressão de corar, mas como era vampiro o sangue não lhe subiu na face. Damian curvou-se no meu ouvido dizendo para deixarmos os dois a sós depois do jantar.
- Queiram sentar, por favor. - pediram.
Jantamos e Dimirtry apenas ficou na mesa nos observando em silêncio. Hanako ficou desconfortável, porém procurou se acostumar com essa nova realidade. Noir se afastou um pouco para não assustar ninguém, ficou dependurado de ponta cabeça no lustre.
- Então Hanako? Como se sente? - indagou Dimitry para ela suave procurando não assustá-la.
- Estou tentando engolir essa história.
- Espero que isso não demore muito. Passei séculos ansiando por esse dia.
Terminamos de comer e ele a convidou para irem a um lugar isolado. Estendeu a mão e essa a segurou retirando-se dali.
- Venha vamos lá para fora. - falou Damian segurando-me pela mão. Foi algo repentino. Notei que sua face estava um pouco estranha, mas eu o acompanhei para o lugar em que me levava.
Na escuridão do lado de fora. O céu era um tapete estrelado e a lua brilhava branca e pálida sobre nossas cabeças.
- O que está acontecendo Damian? Você está estranho. - eu falei.
- Não é nada apenas quero ficar a sós com você. - respondeu soltando minha mão e me dando um abraço forte. Houve um breve silêncio e uma brisa gélida sobrou em nós. Eu encolhi-me nos seus braços.
 - Euphy, quero lhe agradecer a felicidade em que você tem me dado assim que aceitou namorar comigo. Você sabe o que me deu quando finalmente eu lhe encontrei depois de 10 anos? - eu não respondi, porque não sabia da resposta.
 - Você trouxe paz para dentro de mim. E eu quero lhe proteger mais que tudo nessa vida. Foi isso que você me deu Euphy. Enquanto as memórias do meu solitário passado gradualmente voltavam à tona... Você é o raio de luz que me mostrava o caminho para onde seguir... O único calor que eu sentia...
- Quando chegou a hora de te deixar partir... Eu achei que seria o suficiente... Se eu pudesse zelar apenas para o seu bem... Mas como eu sempre te via no colégio... Se tornou uma existência radiante para mim... A forma que você tenta ajudar as pessoas que estão feridas... Mesmo que depois elas venham te ferir e te quebrar como um cristal em mim pedaços. Essas lembras eu as amo todas. E eu te queria desesperadamente. Confesso que fui egoísta, mas meu coração rasgou-se ao te ver toda destruída por dentro. Eu peguei os seus pedaços e fui colando-os um a um. Ao mesmo tempo tive medo de te perder por ser tão estranho aos seus olhos...
A essa altura eu chorava com aquele abraço e aquelas belas palavras. Parecia uma despedida. Apenas fiquei calada ouvido o que ele tinha a me dizer enfiando minha bochecha no seu sobretudo preto procurando me proteger do frio que estava fazendo.
-  Eu cometi erros... Mas não pude impedir a mim mesmo... Para me livrar dessas contradições, eu impus várias exigências exorbitantes a você... E tirei de você o seu sorriso que radiava do fundo do seu coração... No final... Ainda mais desesperado eu tive mesmo que revelar meu passado para você... Apostando se você me rejeitaria ou não... Foi a última jogada que eu dei. Ou você ficaria comigo, ou lhe perderia para sempre. E essa escolha eu não me arrependo. E quão feliz eu fiquei quando você resolveu ficar comigo...
- Porque você é uma parte de mim. Uma parte que eu encontrei.
- E você também é uma parte minha Euphy. Mas... Talvez eu venha lhe perder...
- Por que está dizendo uma coisas dessas? - indaguei levantando o rosto olhando para seus olhos que eram escuros por falta da luz.
- Eu te amo. - falou me apertando contra seu corpo novamente. - Eu te amo.  Eu te amo.  Eu te amo.  Eu te amo.  Eu te amo.  Eu te amo.  Eu te amo.  Eu te amo. Senti uma gota cair na minha cabeça e achei que era chuva, ao levantar o rosto vi lágrimas escorrerem de sua face como nunca tinha visto. Eram belas e cristalinas.
- Eu também te amo. - disse em prantos.
Então eu ouvi passos. Achei que era a Hanako e o Dimirty mais não. Uma mulher loira, de olhos azuis, muito bonita apareceu de repente. Damian desfez o abraço e virou fazendo-me o mesmo. Ele parecia saber que ela viria. Eu vi que tinha um revolver na mão.      
- Damian... - sua voz tremia de raiva. - Se você não ficar comigo, não ficará com mais ninguém!
- "Quem é ela"? - eu pensei confusa e assustado por conta da arma.
- Nanami Takeshi quando vai parar com essa obsessão por mim?
- Meu amor... Você não entende o quanto eu sou louca por você. - ela chorava ao mesmo tempo que apontava a arma na minha direção. Damian soltou minha mão e deu alguns passos para frente.
- Abaixe essa arma e vamos conversar. - pediu fazendo gesto de calma.
- Só se me prometer que irá terminar com essa garota e ficará comigo!
- Euphy espere aqui. - disse virando-se para mim com a voz doce, mas seu olhar era de tristeza. Alguma  coisa estava errado. - Nanami vamos conversar.
- Você a ama tanto assim?
- Nanami. Eu estou tentando falar contigo querida. - falou dando mais um passo para ela. Esta me olhava com fúria nos olhos. - Dê-me essa arma.
- Eu não posso. Eu prometi a mim mesma que se eu acabasse com ela você não estaria mais preso. Você vai ser meu para sempre amor.
- Nanami eu gosto muito de você. É uma garota linda e encantadora. Tenho certeza que irá encontrar alguém...
- CALA A BOCA! - exclamou. - Para de mentir. Você sempre mentiu para mim!
Senti alguém se aproximando era Hanako acompanhada de Dimitry. Olhei para trás rapidamente e os vi lado a lado olhando a cena que se passava. Voltei minha atenção para Damian. Adrenalina correu em meu corpo, parecia que eu sabia o que ia acontecer. E ele também sabia. Minhas pernas paralisaram impedindo de me aproximar dele pela última vez.
- Estou sendo sincero se você não acredita em mim o que eu posso fazer?
- Se ela morrer! Eu serei a única dona do seu coração! - exclamou chorando e as mãos tremendo apontando a arma para mim. Damian deu mais um passo. Ela fitou-me ainda mais furiosa. - Morra garota estúpida!
E disparou. O som do tiro era tão alto que os corvos voaram para longe. Fechei os olhos esperando a bala me acerta, mas ouvi ela acertar outra coisa. Quando abri os olhos vi Damian posicionado na minha frente em um escudo protetor. Então seu corpo tombou para trás caindo bruscamente no chão. A garota muito assustada por ter lhe acertado largou a arma e desceu a colina correndo.
Uma dor sufocou meu peito fazendo-me correr para ele em desespero. Apoie sua cabeça no meu colo e quanto retirei a mão de suas costas ela estava embebecida de sangue.
- Hanako! Por favor, ligue para a ambulância! - gritei e comecei a chorar.
Ela pegou o celular imediatamente e ligou. Dimitry veio andando a passos largos para perto de mim enquanto eu urrava de chorar.
- Você terá que ser forte. - disse ele em pé ao meu lado.
Senti algo molhando minhas pernas e quando fui olhar embaixo dos meus joelhos formou uma poça de sangue.
- Dimitry faz ele parar de sangrar! - implorei desesperada. Ele permaneceu parado olhando-o com o rosto condoído. Hanako veio apressada dizendo que a ambulância estaria aqui em 5 minutos.
Logo me vi esmagando sua mão dentro da ambulância. O vi ser carregado as pressas para a ala de emergência do hospital e desaparecer em uma porta branca. Uma enfermeira disse que eu tinha que fazer o check in dele e precisava voltar para a recepção. Desolada eu o fiz e fui falar com a recepcionista dando todos os dados dele que continha em sua carteira que os paramédicos me deram dentro da ambulância.
Parecia que eu via tudo em câmera lenta. Ouvi alguém me chamar e quanto olhei sobre os ombros todos vinham apressados a falar comigo e querer saber o que aconteceu. Jen, Anny, os gêmeos, Lysandre, Ichigo, Kloster, Kelly, Kentin, Nathaniel, Aikka, Miele, Hanako e até Castiel e Jade estavam presentes. E logo Elisa e Drake. Assim que terminei a entrada de Damian me joguei nos braços da minha irmã chorando horrores. Ela me levou para fora devido ao escalado que eu estava fazendo. Jenna me abraçou pelas costas de um lado e Anny do outro quando eu agarrava a Elisa pela frente e fundava meu rosto em seu ombro.
- Calma maninha, tudo vai ficar bem os médicos sabem o que fazem.
Por mais que tentassem me acalmar eu sentia onde Damian havia levado o tiro. Quatro horas depois e nada de médico vir me chamar. Eu tinha parado de chorar mais estava muito nervosa e meu coração doía sem parar. Voltamos para a recepção e eu fiquei encolhida no canto sozinha. Não queria ninguém perto de mim. Mas Castiel saiu de perto da porta onde em pé se encostava e veio até mim sentando do meu lado. Pegou minha cabeça e encostou me em seu peito.
- Pode usar meu peito para chorar se quiser. - disse um pouco preocupado com que os outros iriam pensar dele.
- Eu queria ficar só...
- Como sempre aguentando tudo sozinha. - interrompeu-me ríspido.
- Por favor, a acompanhante de Damian Tamaski. - um médico me chamou e eu levantei em um pulo andando apressada até ele. Quando sua mão posou em meu ombro eu sabia que a noticia não era boa. Ele me levou até o corredor em que eu estava antes e falou: - A cirurgia foi muito delicada para retirar a bala que se alojou em suas costas. - eu esperei ele falar tudo mesmo em pânico. - O projetil (bala) atravessou seu coração e o pulmão esquerdo. Ele está na UTI agora, mas... Sua chance de vida são de apenas algumas horas. Meus pêsames.
Eu paralisei. Engasguei com o ar e tossi. O médico até perguntou se eu queria uma água.
- Não obrigada. Eu posso ir vê-lo? - consegui perguntar.
- Claro é só pedi o crachá e a autorização na recepção.
- Obrigada. - agradeci voltando e indo para a recepção sem olhar para os meus amigos, pois se eu os visse choraria escandalosamente de novo.
- E então Euphy? - indagou Jen se aproximando e eu tentei ignorar.
- Eu... - as lágrimas só escorriam. - Vou vê-lo na UTI.
- É grave?
- É... - respondi e gemi sem olhá-la e pegando o crachá voei para o corredor peguntando ao segurança onde ficava a UTI.
Ele estava numa sala ampla e eu o procurei pelo vidro da janela. Mas cortinas verdes separavam os leitos. A enfermeira me deu uma touca e proteção para os pés antes de entrar. Abri a porta e entrei naquele lugar gelado procurando número do seu leito. O pânico me dominava. Meu coração entalou na garganta e parecia que não queria voltar para o meu peito. Número 12 quase um dos últimos e afastei a cortina.
Lá estava ele inconsciente e todo intubado com oxigênio com aparelhos medindo pressão e batimentos cardíacos. Para mim seu coração parecia bater tão fraco devido o som que ouvia no aparelho. Novamente as lágrimas vieram e eu agarrei sua mão direita gelada e falei com ele:
- Damian é sua Yufi. - pronto voltei a chorar. Procurei não fazer escândalo por está em uma UTI. - Eu... eu te amo muito.... Como vai ser da minha vida sem você? Demoramos tanto para nos encontrar e agora você vai embora, vai ... Levar o meu coração contigo. Eu pensei em passar minha vida inteira com você. Você é o meu porto seguro, o rapaz que me fez ver a luz enquanto estava na escuridão.
Meus olhos queimavam de tanto que chorei, minha cabeça girava eu senti uma espécie de vertigem. Queria vomitar, mas sabia que não era nada só náusea. Meu corpo inteiro tremia e doía. Minhas têmporas latejam loucamente. E minha pernas mortas quase não conseguia ficar em pé.
Ainda segurando sua mão a coloquei no rosto. Vi as unhas dos seus pés roxas e aquilo me doeu por dentro. Prendi a respiração, aliás eu não conseguia respirar direito há muito tempo. Aquilo era um indicativo que ele estava morrendo. Só tinha algumas horas de vida e depois seria o fim...

Pra mim. Ele eu não sei o que aconteceria. Ira para o céu e eu iria viver minha vida e tentar esquecê-lo, mas teria que conviver com a dor, aquela dor de que ele não estaria mais comigo. Aliás, viver sem minha alma, afinal ela já pertencia a ele. Ficar sem o seu calor,  seus beijos e dos seus enormes braços me envolvendo igual algumas horas atrás. Agora ele estava tão pálido. Suas mãos tão frias como de um vampiro...

Foi então que eu tive uma ideia. Uma ideia que iria mudar tudo. Fiquei aliviada quando minhas pernas me obedeceram e ainda um pouco tonta coloquei sua mão de volta no leito e atravessei a UTI  a passos largos. Estava com tanta presa que praticamente joguei a toca e os protetores em cima da enfermeira. Continuei trotando para fora e uma voz me chamou irritando-me por ter que me fazer parar de novo. Era o segurança pedindo o crachá. Entreguei-o e partir para a recepção.
O pior era que eu tinha que lidar com o pessoal. Respirei fundo e limpei as lágrimas. Precisava enxotá-los de volta para suas vidas, porque eu não queria envolvê-los. Caminhei pela recepção até eles.
Seus olhos de misericórdia voltaram para mim. Até Castiel parecia incomodado, mas sua mão na cintura da Ichigo fez-me entender que eles estavam juntos a final. Ambos eram os únicos em pé. E isso não me importou. Eles levantaram ao mesmo tempo das cadeiras.
- Diga o que houve? - indagou Kloster com a sua enorme impaciência. Eu pensei em a resposta anteriormente.
- Ele vai permanecer aqui no hospital. Amanhã podemos visitá-lo. - menti abrindo um sorriso forçado. Elisa ergueu a sobrancelha sabendo que eu ia aprontar alguma.
- Mas você disse que era grave. - disse Jena confusa tentando me desmentir sem querer.
- E é. Ele está em coma. - nova mentira. - Mas os médicos estão fazendo de tudo para salvá-lo.
- Como você está? - indagou Lysandre sempre preocupado com as pessoas.
- Estou tentando não desabar. Vou esperar ele melhorar.
- Quer companhia? - perguntou Anny colocando a mão no meu ombro com o rosto tão perto que por reflexo eu dei um passo para trás. Achei que ela tinha percebido que eu mentia.
- Não. Eu vou ficar bem.
- Quer uma carona? - indagou Leigh me mostrando a chave do carro que ele tanto queria comprar.
- Não obrigada. Qualquer coisa eu ligo. - insisti. Eu precisava ficar sozinha e nessas horas as pessoas não permitem.
- Espero que ele melhore. Damian é o único que consegue me vencer nos games. - falou Armin tentando me animar.
- E vai. - concordei aflita doida para sair dali. Vendo que minhas indiretas não faziam efeito disse claramente: - Olha pessoal. Eu agradeço por todos terem vindo aqui, mas eu quero ficar sozinha.
- Tem certeza? - insistiu Nathaniel.
- Absoluta.  - respondi começando a bater o pé impaciente.
Ele veio se despedir me abraçando. Logo, um a um fez o mesmo. Elisa se inclinou e falou:
- Não faça nenhuma besteira.
Fechei os olhos e engoli em seco tentando ignorá-la. E fui surpreendida novamente. Jade ficou por último e olhou-me nos olhos abaixou e disse:
- Euphi, não sei o que pretende fazer, mas se cuida.
Eu fiquei branca. Tinha me esquecido que Jade era um velho que sabia de muita coisa. Como ele me conhecia muito bem sabia que eu iria aprontar alguma. Elisa me encarou longamente e séria. Eu procurei fitar meus pés.
Castiel também sabia devido sua cara de desconfiado, mas resolveu ignorar. Jade depositou um beijo em minha testa e esperei eles irem embora.
Quando o vi entrar em um carro dando carona para o pessoal fiquei surpresa. Além do Leigh ele havia comprado um carro. Desde quando eu deixei de reparar na vida das pessoas? Ah, claro quando conheci o Damian. Ele era meu único universo. Vi o pessoal se dividir em dois grupos e cada um ir em um carro. Elisa foi com seu namorado.
Fiquei parada e começou a chover. Esperei até que os carros sumissem de vista. Agora eu precisava correr e correr até a colina. Quando comecei a correr feito louca lembrei que estava um pouco longe de lá. Eu precisava de um transporte. Andei até o primeiro ponto de ônibus que apareceu na minha frente e parei.
Meu cabelo pingava e passei os dedos na franja jogando-a para trás, as gotas incomodavam meus olhos.
Não tinha ninguém na parada. Fiquei lá sozinha e tremendo de frio batendo os dentes. Esperei uma hora e nada de ônibus passar. Não era nem meia-noite, porque estava demorando tanto? O pânico voltou a me dominar, pois Damian poderia morrer a qualquer momento.
- Que droga. - rosnei chorando. - Eu tenho que chegar lá, mas... Não aparece ônibus! - vi uma luz e pulei do banco me posicionando na chuva para fazer o sinal quando chegou perto era um carro velho.
Aquilo me deixou com raiva. Olhei até onde podia ver a pista e não vi nada. Apenas carros no sentido contrário passavam vindo do hospital e indo para suas casas. Pensei em pedir carona e atravessei a rua sem pensar chegando do outro lado onde haviam algumas árvores. Esperei aparecer algum carro e nada também.
Parecia que o universo estava contra mim e me impedindo de ficar com meu amor. Voltei a chorar. Encolhi mais meu corpo para me aquecer daquele frio. Mas o frio que eu sentia vinha de dentro e não de fora. Então comecei a implorar para o céu escuro:
- Eu preciso chegar até o Dimitry. Eu preciso dele! - e eu não estava falando do Dimitry e sim do Damian. - Por favor, eu tenho que chegar até a colina.
Silêncio. A minha resposta foi a chuva engrossar. Continuei parada e cansada de ficar em pé, resolvi abaixar-me. Eu poderia voltar para o hospital, mas eu não conseguiu raciocinar. Eu só queria um transporte. Se eu tivesse ido com o pessoal eles iriam ver que eu mentira. Enquanto eu me culpava por não ter pensando em enxotá-los de uma forma mais brilhante senti um vento sobrenatural atrás de mim e uma voz familiar perguntou:
- Você me chamou, Euphy?
Levantei devagar achando que minha mente me pregara uma peça. Virei-me para ter certeza que não era uma ilusão. Um trovão iluminou um par de olhos vermelhos na escuridão entre as árvores e um rosto pálido apareceu em uma fração de segundo. Logo o manto da noite o encobriu e eu apenas podia enxergar seus olhos como se eu estivesse olhando para algum tigre espreitando.
- Dimitry. - eu disse, mas não foi para confirmar se era ele porque eu já sabia da resposta. Eu senti ele sorrir, mas não pude ver.
- E então o que deseja? - perguntou e em um piscar de olhos ele estava bem perto do meu rosto.
Eu prendi a respiração e tentei dizer...

 
      











Esse vídeo também foi feito por mim. Alguém me pediu para fazer e não lembro quem foi. '-' Gostaria que assistissem. Obrigada.

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{ 12 comentários... read them below or Comment }

  1. OMG \õ/ nem acredito que lançou capitulo novo :3
    Vou deixar registrado minhas opniões u.ú :
    Ainda quero um sobrinho, vamos providenciar as crianças ai pls.
    Castiel é um bundão de proporções históricas, um dia ainda bato nele . Vou trocar a tinta dele ruiva por água oxigenada.
    Lysandre sempre fofo *U* meu bebê.
    To chocada ate agora com acidente do Damian '-'

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  2. Aaah bem que podia ter o Damian-júnior D: -q
    Armin sendo Armin na praia u.u <3
    Caara,o Damian T^T Ele tem que sobreviver D:
    Eu adorei o cap,altas emoções,como sempre *o*

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  3. Que voz é essa do Lys, sem or? Infartei aqui 'o'
    Castiel cuzão, arg
    Awwwn, queria tanto q ela tivesse o Damianzinho <3
    E esse acidente de Damian? Mortei aqui, ele teeeeem que ficar vivo, mulher, Euphy e ele são perfeitos juntos :'(

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  4. ameiii de coração esse cap...to com o coração na boca ate agora
    aposto que ela quer que o Dimi transforme o Damian em vampiro pra ele nao morrer...
    por favor posta logo a continuação,se nao eu vou ter um treco...

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  5. O Damian simplesmente não pode morrer, é a mesma coisa que a Annie ficar sem o tibbers, o armin sem o vídeo game é o Alexy sem suas roupas! definitivamente quase chorei aqui com a parte final do capitulo ;-; poste logo o próximo quando puder! estamos todas ansiosas aqui!

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  6. Quando ele levou o tiro eu comecei a chorar demais!! o Damian tem que ficar vivo,ele é a alma gema da Euphi,to super-mega ansiosa para o próximo capitulo!!!

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  7. eu queria que euphy ficasse com o cast mas, ele é um imbecil, idiota, filho de uma mão gorda, então eu não gosto mais dele. Damian eu gosto e não gosto dele, ele parece com Kaname Kuran e eu odeio kaname kuran por outro lado eu gosto de damian que é legal e ele não é infantil!!

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  8. muito bom como sempre Euphi! Amei! Também fiquei triste com a tragédia na história! Mas excelente como sempre!

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  9. Simplismente Perfect!!!! Não tem outras palavras para descrever

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  10. VCS SAO CONSEGUEM VER O LADO RUIM DO CAST!! Ele ama ela poxa, e quero q eles voltem! Foda-se Damian, q morra mesmo (sim, castiete revoltada aqui), acompanho essa fic desde o começo e os melhores momentos dela foi qaundo a euphi e o castiel estavam juntos u.u POIS É.
    Primeira vez q to comentando, é que nao aguentei mais.
    Bjs linda e atualiza mais vezes

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    1. LEIAM:
      - Prometa-me que nunca irá se separar de mim? - ele me perguntou corado. "Mas namoros acabam". - pensei. Ah... entendi. Ele estava precisando ouvir que realmente pode contar comigo para o que der e vir que eu nunca iria abandoná-lo.
      - Não irei abandoná-lo se é isso que quer saber. - ele sorriu e segurou minha nuca curvando minha cabeça para beijá-lo.
      - Obrigado. - sussurrou encostando a testa na minha e levantou.


      EAI???? EAI???? KD A EUPHI Q NUNCA IA ABANDONAR ELE? EIN EIN?

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Por favor não me cobrem quando irei postar.
E por favor respeitem as opiniões e não comentem coisas que podem ser construtivas, pois elas soam como critica.
Obs: Essa ideia é protegida pela lei 9610 de 19/02/1998, qualquer cópia ou rescrição da mesma como plágio, repete a punição conforme consta em lei.
Ou seja, eu sou a criadora, eu sou a única dona.

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